A importância da adubação orgânica na nutrição do solo

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07/03/2019 Por
A importância da adubação orgânica na nutrição do solo

Como a adubação orgânica possibilita a recuperação do solo

A adubação orgânica tem papel fundamental em auxiliar o solo a recuperar seus nutrientes e obter maior qualidade. Com a alta utilização de matérias orgânicas, ela faz com que a terra volte a ser produtiva como antes.

Assim, o principal intuito da adubação orgânica é aumentar as funções biológicas do solo e possibilitar maior nutrição a plantas, vegetais e alimentos a serem produzidos.

Adubação orgânica: resíduos de alimentos

O que é adubação orgânica?

Adubação orgânica consiste em uma técnica utilizada para fertilizar o solo. Ela é caracterizada por depositar no solo resíduos de matérias orgânicas provenientes de vegetais, animais, indústrias e de zonas urbanas. Além disso, apresenta alto índice de nutrientes como o nitrogênio, potássio, carbono orgânico, fósforo, magnésio e cálcio.

Portanto, fazer utilização de adubação orgânica tem como consequência os altos benefícios para o meio ambiente, solo, plantas e seres humanos. Assim, melhoram de modo significativo o desenvolvimento, a resistência à doenças e pragas, além da saúde e propriedades – sejam elas físicas, biológicas e químicas – dos solos.

As plantas, por exemplo, conseguem absorver altos níveis de aminoácidos, vitaminas, antibióticos naturais e proteínas. Portanto, esses elementos presentes no solos e nas matérias orgânicas, garantem energia e força às plantas.

Adubo orgânico e inorgânico

Quando há a retirada de plantações, o ciclo de nutriente do solo para as plantas é interrompido. Com isso, a terra vai perdendo suas propriedades e nutrientes, resultando no seu empobrecimento. Portanto, isso faz com que seja necessária a intervenção humana para a adubação do solo, podendo ser feita a partir de adubo orgânico e adubo inorgânico.

Adubo orgânico refere-se aos adubos provenientes de matérias de origens vegetais e animais, que podem sofrer decomposição ou são produzidos a partir da compostagem. Como, por exemplo:

  • bagaços;
  • resíduos de frutas;
  • resíduos de vegetais (em decomposição ou já decompostos);
  • esterco animal;
  • palhas;
  • carcaças;
  • farinhas;
  • cascas.

No processo de compostagem, a matéria orgânica é dividida e ocorre em duas etapas:

  • Digestão: ebulição ocasionada por microrganismos (fungos e bactérias). Nela, o material submete-se ao estado de bio estabilização, em que a decomposição ainda não foi completada;
  • Maturação: a massa em ebulição atinge a humificação e forma uma nova massa, denominada de húmus, mostrando-se como um fertilizante e auxílio para o solo.

Além disso, este tipo de adubo pode ser usado na horticultura, fruticultura, parques, produção de sementes e grãos, jardins, recuperação de solos danificados, reflorestamento, no plantio de mudas, etc.

Adubação orgânica em jardins e parques

Já o adubo inorgânico refere-se aos adubos provenientes da retirada de minerais ou da incrementação de petróleo, como, por exemplo:

  • carbonatos;
  • fosfatos;
  • cloretos.

As vantagens do uso de adubo inorgânico consistem na melhor absorção dos nutrientes por parte das plantas, ou seja, elas absorvem com mais facilidade. Além disso, este tipo de adubo contém compostos químicos, diferente do adubo orgânico. Isso faz com que seja possível saber a quantidade necessária a ser utilizada em cada plantação.

Preocupação com o meio ambiente

O uso intensivo de adubação inorgânica pode resultar em danosos impactos ambientais, como a alteração dos nutrientes presentes no solo, afetando sua fertilidade e produtividade, além de, possivelmente, danificar o ecossistema.

Devido isso, o uso da adubação orgânica é incentivada por ambientalistas, uma vez que ela não traz risco ao meio ambiente e é responsável por ajudar na recuperação dos nutrientes do solo. Assim, faz-se necessário estudar e conhecer as propriedades do solo a ser utilizado, para que haja um bom manejo das plantações utilizando esta técnica.

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