Biguá é uma ave aquática que pode atingir quase 70 centímetros

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07/10/2020 Por
Biguá é uma ave aquática que pode atingir quase 70 centímetros

Tendo como alimento favorito o peixe bagre, o biguá é uma ave aquática muito inteligente e cuidadosa. Com o tempo, o biguá aprendeu a procurar com mais avidez o ferrão dos peixes, sendo muito mais ávidos e efetivos em sua caça.

Além disso, o biguá pode ser visto comumente pegando sol com as asas abertas, durante horas, para secar as plumas. Como precisam de água limpa, são tidos como indicadores de poluição, afinal, onde não há o biguá, provavelmente está poluído.

Biguá

O que é biguá?

Biguá, conhecido também como Phalacrocorax brasilianus, é uma ave aquática muito presente no Pantanal mato-grossense, onde costuma se aglomerar em diversas árvores para usar como um poleiro e para criar ninhos. Como é uma ave de hábitos diurnos, é muito fácil localizá-la próximo de águas à procura de alimentos.

Esse nome surgiu da tribo Tupi, inicialmente como “mbiguá”, fazendo referência aos pés cheios de penugens. Além disso, as características mais fortes para reconhecer essa ave são os pés palmados, pernas curtas e torneadas, pescoço longo e bico fino. O biguá mede aproximadamente 40 centímetros de corpo e possui penas negras. Justamente por conta da cor de sua penugem, o biguá é conhecido como corvo marinho.

Características do biguá

O pássaro biguá é um tipo de animal que vive em bando e, ao voar, esses pássaros unem-se para a tradicional forma V. Sempre procuram fazer ninhos próximos aos rios e, no geral, não são aves que colocam muitos ovos, apenas dois.

Os biguás sempre descansam ao sol pois não possuem o corpo impermeável, dessa forma, caso não sequem as plumas, podem ficar com o corpo pesado e sem agilidade suficiente para caçar e fugir de predadores.

Possuem cerca de 50 a 75 centímetros de comprimento e pesam quase 2 quilos. Além disso, estão presentes desde o sudoeste dos Estados Unidos até aqui, na América do Sul.

Quando está em reprodução, esse pássaro assume penas brancas ao redor da garganta e tufos brancos na região auricular. Nessa época, é preferível que não sejam incomodados.

Com tudo isso, é possível ter uma boa ideia sobre o que é o biguá.

Conservação do biguá

Não é uma espécie ameaçada de extinção por conta de estar distribuída em uma área muito extensa mundo afora. Porém, por conta da poluição derivada de diversas causas, principalmente o derramamento de óleo, acabam ingerindo peixes contaminados, adoecendo e morrendo.

Os acidentes envolvendo embarcações, redes de pesca e linhas de pipa também são fatores que colaboram para o declínio considerável dessa bela espécie.

Outro fator que colabora para a diminuição dessa belíssima espécie é o desmatamento do mangue, onde é um ponto em que o pássaro gosta de estar. Isso acaba por prejudicar a espécie de ave biguá, assim como muitas outras.

Biguá

Reprodução do biguá

Por ser uma ave monogâmica, realiza um ritual de acasalamento que contém sons específicos e movimentos diferentes das demais aves, além de fazer movimentos peculiares com o pescoço.

O som emitido pela ave durante o acasalamento é muito semelhante ao ronco de um porco. Os movimentos feitos para acasalar são repetidos diversas vezes.

O ninho do biguá

Geralmente, a nidificação ocorre em matas alagadas ou que sejam localizadas próximo aos rios e lagunas. O casal de biguá é responsável por, juntos, realizarem a construção no ninho. O macho é o responsável por escolher o local e conseguir material, e a fêmea realiza a construção do mesmo.

Por serem aves de extrema aptidão, muitas vezes já saem em busca de ninhos que não são mais utilizados e, dessa forma, reaproveitam o material do mesmo. Assim, é possível poupar tempo de procurar materiais novos.

Além disso, os ninhos geralmente são compostos por uma camada externa e grossa feita de galhos e gravetos. O forro é feito com algas ou gramíneas.

Filhotes de biguá

Geralmente as fêmeas dessa espécie de ave colocam entre 2 a 4 ovos em tonalidades de azul e azul-claro. O período de incubação vai de 20 a 26 dias e a alimentação é de responsabilidade do casal. Os filhotes se desprendem rápido dos pais e, com 12 semanas, já são consideradas aves independentes.

Biguá como animal de caça

No Japão e na China, o biguá é usado como uma ave tradicional de caça. Essas aves são alimentadas e adestradas para serem utilizadas para auxiliar na pesca.

Um colar é sempre colocado ao redor do pescoço com a função de limitar o tamanho do peixe, evitando que a ave o engula antes de levar para o dono. Ultimamente, tais práticas estão servindo como finalidade turística.

Biguá

Comportamento do biguá

Os biguás são aves que prezam muito o trabalho em equipe e que realizam migrações diariamente. Como visto anteriormente, os biguás voam fazendo um formato em “V” e a ave líder vai na frente, mostrando o caminho para as demais. Além disso, ao voarem nesse formato, é possível que seja quebrada a resistência do vento sem causar cansaço excessivo para nenhuma delas.

Durante a caça, também trabalham em equipe encurralando a presa, geralmente peixes, e assim conseguem a alimentação diária e como subsistência comum, agindo como uma equipe em busca de resultados.

Fezes fertilizantes

Em 1856, propriedades que continham o guano e que não eram pertencentes de outro país eram oferecidas para muitos moradores com capacidade de aquisição na intenção de obterem prosperidade e bons frutos a partir da aquisição.

Além do mais, essa Era se tornou um marco de extrema estabilidade e prosperidade no país, tanto financeiro quanto em outros aspectos. Logicamente, também se deve à venda do guano para outros Países, como os Estados Unidos.

Não se sabe ao certo o que determinou isso, se foi pela temperatura ou pela localização, porém, o guano foi de extrema valia para aquelas regiões.

Uma curiosidade muito interessante é que as fezes do biguá são tão ácidas que matam a maioria da vegetação onde caem. Porém, em alguns lugares, estranhamente as mesmas fezes são utilizadas como fertilizantes.

Entre 1845 e 1866, no Peru, o guano do biguá foi tão significativo e importante, que foi criada a Era Guano, fator que retrata a considerável importância da ave. Isso, sem dúvida, reforça o compromisso de todos nós em contribuir para a sobrevivência de todas as espécies.

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