Plantation: as características do sistema agrícola de exploração

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28/02/2019 Por
Plantation: as características do sistema agrícola de exploração

Plantation é prática antiga, mas ainda pode ser encontrado em países subdesenvolvidos

O plantation teve sua origem na Antiguidade, sendo espalhado principalmente por europeus no continente africano, americano e asiático durante os períodos de colonização nos séculos XVI e XVII.

Por meio de latifúndios, mão de obra escrava e comercialização externa, os países adotaram o sistema de plantation com o intuito de altos lucros, maior produtividade e credibilidade no mercado internacional.

Plantation

O que é plantation?

Plantation – ou plantação, em português – consiste em um sistema agrícola a base da monocultura (produção de somente um produto) e que faz utilização da mão de obra escrava e de latifúndio nas atividades de exportação. Este sistema foi muito utilizado na exploração das Américas, devido ao solo fértil e adequado para muitos tipos de vegetais.

Os tipos de plantas mais cultivadas eram as tropicais, já que sua maior vantagem era alta condição de adaptação ao solo e ao clima, além de necessitar de poucos investimentos e gastos. No sistema plantation o país apostava na monocultura como apoio para a economia, gerando a exportação da espécie vegetal para outros países e ocasionando na criação de latifúndios – as grandes propriedades agrícolas.

Para a realização das atividades no sistema, na maioria das vezes mão de obra escrava, irlandesa e indígena eram utilizadas. Além disso, camponeses das classes inferiores também eram obrigados a prestar serviços em troca de moradia e alimentação.

Características do plantation

Toda a produção é focada no comércio externo e na exploração das colônias por parte das metrópoles, a partir da comercialização dos produtos de alta qualidade.

Portanto, suas principais características são:

  • Latifúndios (grandes propriedades agrícolas pertencentes somente a uma pessoa)
  • Plantação de espécies tropicais
  • Monocultura (cultivo somente de um tipo de produto)
  • Mão de obra escrava e barata
  • Uso de recursos e equipamentos técnicos
  • Plantio e cultivo voltados para o mercado externo

Toda a exploração de terras nas Américas tinha o intuito de auxiliar o mercado interno da Europa. Isso, por meio da exportação dos produtos cultivados, que eram carregados até o continente europeu e comercializado. Dessa forma, contribuindo para a economia dos países exploradores.

Este ciclo de comercialização resultava em um triângulo comercial, em que os produtos eram carregados até a Europa, em troca de outros bens que eram utilizados na compra da mão de obra escrava para trabalharem nas grandes propriedades.

Plantation no Brasil

Por mais que o plantation seja uma prática antiga de produção, é possível encontrá-lo em atividades agrícolas no Brasil. Além disso, também pode ser vista em alguns países subdesenvolvidos. No Brasil, por exemplo, as técnicas de economia do plantation estão presentes em diferentes plantações.

Açúcar, soja, café, algodão, tabaco, cacau e laranja são exemplos. Sendo o café, algodão e açúcar os principais produtos de cultivo no período colonial. As principais características do plantation atualmente são:

  • Utilização de tecnologia e técnicas mecanizadas
  • Monocultura
  • Exportação in natura e industrializada
  • Latifúndios
  • Produção voltada para o mercado externo
  • Altos lucros e investimentos
  • Mão de obra assalariada, barata e em alta quantidade
  • Recursos nacionais e estrangeiros

Plantation

O modelo de plantation adotado no país teve grande importância econômica durante o período de exploração da colônia, no início da conquista realizada por Portugal. Atualmente, a mão de obra escrava foi substituída pela assalariada em muitos dos países que utilizam este sistema.

No século XVIII, a região norte do Brasil não apostava nas atividades do plantation com o uso da mão de obra escrava africana. Fazia uso de mão de obra indígena. A região sul dedicava-se à caça do gado, devido a comercialização do couro, a partir da mão de obra indígena e mestiça. Já no interior nordestino, apostava-se na pecuária com mão de obra de escravos mestiços livres.

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