Raiz axial é uma raiz principal da qual saem pequenas raízes

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02/12/2020 Por
Raiz axial é uma raiz principal da qual saem pequenas raízes

A raiz axial é uma estrutura vegetal que permite distinguir claramente suas ramificações. As raízes são imprescindíveis às plantas, sendo que a raiz axial é um de seus principais tipos. Em suma, elas absorvem, diretamente do solo, todos os nutrientes necessários para garantir a sobrevivência dos vegetais.

Só para exemplificar, há outras funções importantes, realizadas também pela raiz axial, tais como a reserva de nutrientes, sobretudo em relação aos tubérculos. Visto que nas pteridófitas (vegetais sem sementes) as raízes se desenvolvem prematuramente, nas espermatófitas (com sementes), as raízes são originadas no embrião.

Raiz axial

O que é raiz axial?

Trata-se de uma raiz subterrânea, podendo ser chamada de raiz axial ou pivotante. Uma de suas características mais notórias é, conforme mencionado, a possibilidade de distinguir claramente a raiz principal das secundárias.

Sendo assim, a raiz axial age para fixar as plantas ao solo ou a outros substratos. Além disso, ela permite a absorção de sais minerais e água, formando a seiva bruta e o oxigênio indispensável para a sua respiração celular.

A estrutura externa das raízes

A coifa serve para proteger as pontas das raízes perante os atritos com partículas do solo e ataques de microrganismos. Logo após, em seu interior, encontramos células multiplicáveis que estimulam o crescimento.

Pelo contrário, na região lisa, ocorre uma espécie de alongamento das células. Esse processo resulta no crescimento das raízes. Por conseguinte, a região pilífera ou de absorção é onde os finos prolongamentos crescem.

Conforme avançam, esses prolongamentos passam a absorver os sais minerais e a água que compõem a seiva bruta. Ou seja, na área de ramificação, as raízes secundárias são formadas.

Sob o mesmo ponto de vista, são elas que contribuem para a fixação das plantas ao solo. De conformidade com o fluxo natural de desenvolvimento, as formas ramificadas elevam a superfície de contato entre o substrato e a planta.

Nesse hiato, é garantida a eficiência da absorção das substâncias imprescindíveis à manutenção das plantas. Em contraste com outras dinâmicas biológicas, as raízes crescem “para baixo” (geotropismo positivo).

A estrutura interna da raiz

Sobretudo, as raízes apresentam componentes externos e internos fundamentais ao desempenho adequado de suas funções. Decerto, a estrutura interna das raízes pode ser dividida em “primária” e “secundária”.

Enfim, essa divisão leva em consideração o tipo específico de crescimento promovido. Em resumo, a estrutura interna se relaciona com as interações das raízes com os meios externos, possuindo, desse modo, estruturas especializadas em ramificação, absorção, penetração, etc.

Raiz axial

Raiz primária

Na chamada “raiz primária” encontram-se os componentes que auxiliam o crescimento em tamanho (longitudinal) das raízes. Ao passo que o crescimento longitudinal se dá nas monocotiledôneas, ele ocorre, também, nas raízes jovens das dicotiledôneas, propiciando a penetração no solo.

Raiz secundária

De fato, as estruturas secundárias encontram-se no interior das mesmas raízes de crescimento primário. Assim, elas integram o conjunto estrutural de cada raiz. Então, trata-se de uma disposição encontrada, também, no caule.

Dessa forma, o procâmbio (tecido formado por células meristemáticas, capazes de realizar a divisão celular) está presente entre feixes de floema e xilema. Analogamente, outra estrutura vinculada aos crescimentos secundários é o periciclo.

Esse conjunto celular apresenta grande capacidade de divisão, formando os tecidos secundários. Isto é, as células do periciclo e do procâmbio se proliferam, gerando o câmbio vascular.

Contudo, essa estrutura pode ser encontrada, também, junto ao caule secundário dos vegetais. Ou por outra, os tecidos secundários são formados a partir da divisão, justamente, do câmbio vascular.

Funções da raiz

Antes de mais nada, as raízes apresentam a função primordial de absorção de substâncias. Em princípio, elas podem apresentar, também, outras funções, tais como o armazenamento e a fixação. Confira maiores detalhes:

  • Armazenamento: certos vegetais armazenam as suas substâncias nutritivas, que são produzidas mediante fotossíntese (ou, até mesmo, água), nas reservas que se localizam nas raízes. Certamente, esse fato explica a nomenclatura “tuberosa”, presente em beterrabas, rabanetes, dentre outros;
  • Absorção: as raízes são as estruturas capazes de absorver, do solo, as substâncias imprescindíveis ao metabolismo vegetal, como oxigênio, nutrientes e água. Por causa dessa capacidade, é possível a composição da seiva inorgânica que, ao ser absorvida, é transportada pelo xilema em direção às porções aéreas das plantas;
  • Fixação: os vegetais necessitam se fixar ao solo. É indispensável obter segurança para suportar, por exemplo, as mudanças climáticas. Desse modo, as raízes contam com essa terceira funcionalidade.

Raiz axial

Classificações das raízes

A classificação das raízes deve considerar o ambiente nos quais elas se encontram, a estrutura externa (utilizada para distinguir dicotiledôneas de monocotiledôneas) e o tipo da raiz.

Por certo, em relação aos ambientes ou habitat nos quais estão, elas podem ser classificadas das seguintes formas:

  • Aéreas: localizadas sobre o solo e, geralmente, em ambientes com solos pobres em ar e nutrientes. A sua função é absorver e captar, da atmosfera, tanto o oxigênio quanto alguns nutrientes indispensáveis ao metabolismo vegetal;
  • Aquáticas: como o nome indica, são localizadas na água, absorvendo nutrientes para os vegetais;
  • Subterrâneas: um dos tipos mais comuns, se localizam abaixo do solo, fixando o vegetal.

Principais tipos de raízes

É possível diferenciar as raízes, ainda, quanto à sua organização em, basicamente, dois tipos: raiz axial e fasciculada. Esta, como explicamos acima, é constituída pela raiz principal. Em outras palavras, dela partem raízes secundárias ou ramificações. A propósito, as raízes de laranjeiras servem como um bom exemplo de raiz axial.

Principalmente, quanto à raiz fasciculada, convém lembrar que ela é composta por várias raízes finas e de um mesmo tamanho. Assim como podemos observar no caso das raízes de milho.

Por analogia, a maior parte das raízes são subterrâneas e terrestres. Em contrapartida, há exceções, como as aquáticas e as aéreas. Estas ficam em contato direto com o ar, longe do solo.

Assim também, além da fixação das plantas em suportes hospedeiros, elas permitem o estabelecimento de trocas gasosas nos solos mais pobres em oxigênio. Enquanto as raízes aquáticas são aquelas mergulhadas na água, certas raízes, sob determinadas condições, podem se adaptar, a fim de elevar as chances de sobrevivência das plantas.

Acompanhe, a seguir, alguns exemplos:

  • Tuberosas: elas atuam como órgãos alimentares de reserva que, nas plantas, encontram-se sob a forma de amido;
  • Escoras: também chamadas de raízes de suporte. A princípio, elas são formadas a partir de ramos ou caules, auxiliando na fixação da planta;
  • Respiratórias: são bastante comuns nas plantas de solos com pouco oxigênio, quase sempre alagados (como os manguezais), dificultando a penetração direta de ar sob o solo;
  • Sugadoras: existentes nas plantas parasitas.

Vale lembrar ainda as tabulares que contribuem para a fixação de algumas espécies. Da mesma forma, elas podem ter raiz axial e são relevantes para apoiar as plantas de maior porte.

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