Respiração aeróbica utiliza oxigênio como seu aceptor final

Inicio » Veterinária » Respiração aeróbica utiliza oxigênio como seu aceptor final
03/12/2020 Por
Respiração aeróbica utiliza oxigênio como seu aceptor final

Respiração aeróbica é um tipo de respiração celular. Entre os tipos de respiração celular, a respiração aeróbica conta com a presença de oxigênio. Assim sendo, uma determinada célula se utiliza do ar para obter energia através do processo bioquímico de  quebra da molécula de ATP.

A respiração aeróbica é o tipo predominantemente utilizado pelos seres vivos para obtenção de energia, podendo ir desde os animais e seres humanos, até fungos e bactérias. Desse modo, podemos afirmar que essa forma de respiração é a mais comum.

Respiração aeróbica

O que é respiração aeróbica?

Respiração aeróbica é o tipo de respiração que utiliza oxigênio para gerar energia para uma determinada célula. Dessa forma, a célula faz a reação bioquímica do oxigênio com a molécula de adenosina trifosfato, ou ATP.

Esse tipo de respiração é chamado também de aeróbia. Assim sendo, para entender como ocorre a respiração aeróbica, basta compreender que a célula absorve o oxigênio através da organela chamada mitocôndria, e então reage com o ácido pirúvico.

São diversos os organismos vivos que contam com esse tipo de respiração celular, e o processo é sempre o mesmo, independente de ser animal ou bacterial, Entretanto, visando facilitar ainda mais o entendimento, agora vejamos alguns exemplos de respiração aeróbica:

  • A respiração das células humanas;
  • Respiração das bactérias como os lactobacilos;
  • A respiração dos fungos como as leveduras;
  • Respiração das células dos vegetais e plantas;
  • A respiração da maioria dos protozoários.

A molécula de ATP, que é a substância principal desse tipo de respiração, é composta por uma base nitrogenada de adenina, açúcar e fosfatos. Dessa maneira, é justamente a quebra desses três fosfatos presentes na molécula que gera a energia para a célula.

Para melhor entender o que é respiração aeróbica, é preciso compreender que dentro desse tipo de respiração existe também uma parte que é anaeróbica, ou seja; que não usa oxigênio. Assim sendo, a primeira fase anaeróbica se utiliza da substância chamada glicólise.

É nesse momento que a glicólise é transformada em ácido pirúvico, também chamado de piruvato. Desse modo, a glicólise é alterada no citosol da célula, sem a presença de oxigênio. Depois disso então que o piruvato vai para a mitocôndria para passar pelo processo aeróbico.

Respiração aeróbica

Como funciona a respiração aeróbica?

Conforme falamos anteriormente, existe uma organela onde ocorre a respiração aeróbica, e essa organela é a mitocôndria. Dessa forma, com o piruvato já encaminhado para a mitocôndria, gera-se uma nova reação chamada fosforilação oxidativa.

Esse processo de fosforilação oxidativa se inicia com o começo das reações do piruvato, onde ocorre uma série de eventos que vão diluindo o piruvato. Assim sendo, ao fim do processo geram-se dois componentes: água e gás carbônico.

Toda a energia para o consumo da célula é gerado através desse processo mencionado acima. Da mesma forma, há casos em que o piruvato é substituído por ácidos graxos, e o processo é exatamente o mesmo, também gerando a energia que a célula precisa.

Em suma, a respiração aeróbica ocorre é o que permite a complexidade da vida que observamos hoje no planeta, visto que somente com a anaeróbica seria impossível produzir a energia necessária para corpos tão grandes e complexos.

Desse modo, a origem da respiração aeróbica se deu com a evolução do planeta e o aparecimento do gás oxigênio na atmosfera. Isso fez com que muitos organismos anaeróbicos viessem a se extinguir, e a evolução gerou outros organismos com a capacidade de utilizar o O2.

O processo utilizado pelas cianobactérias ancestrais foi talvez o começo da respiração aeróbica, visto que essas bactérias utilizam-se da fotossíntese. Assim sendo, foi possível usar da oxidação para gerar a energia, já que esta tem maior efetividade nesse processo.

A respiração aeróbia possibilitou que a quantidade de energia gerada fosse muito superior à respiração anaeróbica, e isso sem dúvidas foi um marco na evolução da vida. Por conta disso, alimentar energeticamente nossos complexos corpos é simples e automático.

Respiração aeróbica

Respiração aeróbica e anaeróbica

Também chamadas de respiração aeróbia e anaeróbia, essas são as duas formas que as células encontram para produzir a energia necessária para sua sobrevivência. Dessa forma, uma série de reações químicas acontecem no interior desses organismos microscópicos.

A respiração aeróbica e anaeróbica se complementam, apesar de serem coisas distintas. Assim sendo, os organismos que se utilizam da forma aeróbica para produzir sua energia também contam com um processo anaeróbico, antes das reações na mitocôndria.

Entretanto, no caso dos seres que utilizam somente da respiração anaeróbica, só há reações sem a presença do gás oxigênio. Pode-se afirmar que esses organismos são seres pré-históricos, já que permanecem vivos desde os primórdios do planeta terra.

Entre esses dois tipos de respiração, a diferença principal é a utilização de gás oxigênio. Desse modo, os seres que respiram de forma anaeróbica não precisam dele, já os seres que utilizam da respiração aeróbica necessitam da presença de O2, caso contrário, morrem.

Função da respiração aeróbica

Sabendo exatamente o que é esse tipo de respiração, para um entendimento mais profundo é necessário saber que existem basicamente dois tipos de seres microscópicos: os procariontes ou eucariontes. A diferença está na estrutura celular de cada um deles.

Assim sendo, as células procariontes são células mais primitivas e não possuem núcleo organizado e organelas bem distintas. Essas são as bactérias, vírus e grande parte dos seres microscópicos; e eles contam com a respiração no mesossomo, já que não possuem mitocôndria.

Já as células eucariontes, que são mais complexas e com núcleo organizado, fazem a respiração aeróbica através da mitocôndria, e tem a sua fase inicial anaeróbica no citosol. Desse modo, pode-se compreender que os eucariontes possuem maior complexidade de vida.

As células do corpo humano, dos animais, plantas são eucariontes. Além disso, existem também seres microscópicos que também são eucariontes, como os protozoários e os fungos. Já os procariontes são exclusivamente microscópicos, como os vírus e bactérias.

Dessa forma, podemos concluir que a respiração aeróbica é uma forma mais efetiva de gerar energia, e que também é resultado da evolução natural da vida. Seres que não utilizam esse tipo de respiração são geralmente mais primitivos, sempre microscópicos e até mesmo procariontes.

Compartilhe sua opinião

Agro20 | Portal Vida No Campo