Vitamina D (colecalficerol) é hormônio vital para o organismo

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15/01/2021 Por
Vitamina D (colecalficerol) é hormônio vital para o organismo

Você já ouviu falar da vitamina D? Trata-se de um elemento vital para a nossa saúde, contribuindo para o funcionamento de diversas partes do organismo.

A falta da vitamina D pode ocasionar inúmeros problemas. A osteoporose, doença que atinge boa parte da população acima dos 45 anos, é uma delas. Atualmente, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apresentem carência desse tipo de nutriente, essencial para a saúde. Quer saber mais sobre seus benefícios, suas características e onde encontrá-la? Confira o artigo completo!

Vitamina D

O que é vitamina D?

A vitamina D é, sem dúvida, um nutriente essencial para uma vida saudável. É um hormônio muito importante, associado à regulagem do sistema ósseo.

O nutriente recebeu esse nome em 1922. A vitamina D, que estamos abordando nesse conteúdo, foi a 4ª substância a ser descoberta, após as vitaminas A, B e C. Naquele período, acreditava-se que o hormônio só poderia ser obtido através de alimentação.

Da década de 70 em diante, descobriu-se que o nutriente, na verdade, era um hormônio e não uma vitamina, pois ela poderia ser sintetizada pelo corpo.

Quais os benefícios da vitamina D?

Os benefícios da vitamina D estão associados à manutenção da estrutura óssea no organismo. No entanto, estudos apontam a importância da vitamina D também no sistema imunológico.

Estima-se que o nutriente atue na prevenção de 17 tipos de câncer, além de ser um forte aliado no combate a doenças do tipo autoimune como a artrite reumatoide, problemas de ordem oftalmológica e esclerose múltipla.

Para gestantes, o consumo faz-se ainda mais essencial. Nesse período, o organismo apresenta deficiência do hormônio, muitas vezes sendo necessária a suplementação  em cápsulas. A vitamina contribui para o equilíbrio do fósforo e do cálcio, tanto no corpo da mãe quanto no desenvolvimento fetal.

Confira a recomendação de consumo diário de acordo com a faixa etária:

  1. 0 a 1 ano de idade: de 400 a 1000UI/dia;
  2. 1 a 18 anos de idade: de 600 a 1000UI/dia;
  3. Adultos e grupos de risco: entre 600 e 2000UI/dia.

Aliás, existe relação entre a COVID-19 e a vitamina D? Essa vitamina influencia diretamente os glóbulos brancos, agentes do nosso sistema imunológico.

Pesquisas mostram que o vírus da COVID-19 causa a liberação de citocinas no organismo. A vitamina D age diretamente nos glóbulos brancos, impedindo então que essas citocinas sejam liberadas em grande quantidade.

Vitamina D

O que a deficiência de vitamina D causa?

A falta desse nutriente está associado a diversas complicações:

  1. Problemas ósseos: em primeiro lugar, essa vitamina é necessária no organismo para auxiliar na absorção do cálcio pelos nossos ossos. Assim, a deficiência de vitamina D provoca um aproveitamento 30% menor de cálcio no organismo;
  2. Doenças cardiovasculares: a carência do nutriente leva ao acúmulo de cálcio nas artérias, formando placas. Isso favorece o aparecimento de condições associadas a derrames, infartos e insuficiência cardíaca;
  3. Riscos na gestação: a deficiência dessa vitamina pode provocar abortos e pré-eclâmpsia;
  4. Diabetes: a vitamina também influencia na produção da renina, que está associada a diabetes. A produção da insulina também está ligada ao nutriente, pois o pâncreas precisa da sua participação na produção da substância;
  5. Fadiga e sensação de cansaço: o hormônio contribui para a força muscular. Assim, os níveis baixos interferem no metabolismo do cálcio e do fósforo, fazendo com que as células do tecido tenham seu funcionamento prejudicado;
  6. Gripes e resfriados: a deficiência aumenta a chance do desenvolvimento de doenças respiratórias e aumenta a ocorrência de resfriados;
  7. Câncer: a vitamina promove a destruição das células cancerosas, de tal forma que previne 17 tipos de câncer em nosso organismo, como já vimos;
  8. Alterações de humor: depressão, irritabilidade e insônia também estão ligadas ao hormônio, já que a vitamina D auxilia na produção de dopamina e serotonina, neurotransmissores importantes em nosso organismo;
  9. Queda de cabelo: por fim, muitas vezes a queda de cabelo está associada à perda de nutrientes. Nas mulheres, a queda está associada à carência dessa vitamina. Também está ligada à alopecia areata (doença caracterizada pela grave perda de cabelos e pelo).

Quais os alimentos que contêm vitamina D?

Sem dúvida, a exposição ao sol é a principal fonte de vitamina D. Os raios ultravioletas UVB ativam a síntese do hormônio.

Alguns alimentos também possuem a vitamina, mas é importante lembrar que eles não apresentam a quantidade suficiente para o organismo. A melhor opção continua sendo tomar de 15 a 20 minutos de sol por dia. Aqui vão alguns cuidados:

  1. A quantidade de vitamina absorvida pelo corpo é proporcional à quantidade de pele exposta. Por isso, deixe braços e pernas livres e em contato direto com os raios;
  2. Não utilize filtro solar. Os protetores inibem a ação da vitamina, impedindo que a mesma penetre na pele;
  3. Por fim, as janelas prejudicam a absorção da vitamina D. Os raios UVB não são capazes de atravessar o vidro.

A exposição proporciona o contato com cerca de 10 mil unidades de vitamina D. Caso ainda deseje complementar a substância pela alimentação, as fontes são todas de origem animal. São alimentos ricos em gordura saturada como, por exemplo, sardinha, atum, fígado de boi, iogurte, leite de vaca, salmão e gema de ovo.

Vitamina D

Vitamina D em cápsulas

Cerca de 80% da população que vive nas cidades possui carência em vitamina D. Então, a suplementação através da vitamina D em cápsulas pode ser necessária.

As cápsulas são recomendadas diante da falta desse nutriente no organismo ou no caso de algumas doenças. A necessidade é constatada através de um exame de sangue. No entanto, a medicação só pode ser feita a partir de recomendação médica.

Muitas pessoas diagnosticadas com doenças ósseas associam sua condição à falta de cálcio. Entretanto, esses quadros podem estar ligados a falta de vitamina D, que ajuda na absorção desses nutrientes no tecido ósseo.

A população idosa produz a vitamina em menor quantidade. Em alguns casos, a exposição pode não ser suficiente. Por isso, se você pertence a esse grupo e tem apresentado algum sintoma, procure um profissional.

Por fim, uma dica: caso a suplementação seja feita, é importante abusar da hidratação e manter bons hábitos alimentares. A água é essencial para evitar problemas futuros, principalmente nos rins. Em resumo, não só a vitamina D, mas todas as outras vitaminas, são essenciais para nossa saúde.

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