Arnica é um gênero com cerca de 30 espécies diferentes de plantas

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28/07/2020 Por
Arnica é um gênero com cerca de 30 espécies diferentes de plantas

A planta arnica, apesar de ser usada para fins medicinais, não pode ser ingerida por conter substâncias tóxicas

Arnica é uma planta muito popular utilizada há muito tempo ao longo de gerações. Como suas folhas são amarelas e de pontas arredondadas, não é difícil ser confundida com margaridas. Tal confusão poderia ser mais frequente se não se desenvolvesse apenas a muitos metros acima do nível do mar.

Os produtos baseados em arnica são diversos, passando por géis e pomadas. Sem dúvida, essa é uma demonstração de sua utilidade para tratamento de problemas específicos de saúde e que a indústria farmacêutica sabe aproveitar bem.

arnica

O que é arnica?

Arnica é uma espécie vegetal que tem como nome científico Arnica montana. É uma planta que se desenvolve em regiões elevadas, ou seja, 2 mil metros acima do nível do mar.

O aspecto das flores dessa planta envolvem pétalas de pontas arredondadas e cor amarelada. A aparência é semelhante às margaridas, como informamos, e por se encontrar em grandes altitudes, motivou o apelido de “margarida da montanha”.

A planta tem variação de cerca de 30 espécies e pode chegar de 20 a 60 cm de altura.

A origem da planta foi em regiões montanhosas da Europa, mas pode também ser conferida na Sibéria ou em regiões consideradas temperadas na América do Norte.

É usada há gerações para fins medicinais, principalmente pela cultura indígena. Com o passar das gerações, a prática e as receitas envolvendo a planta foram passadas à frente.

A prática continua principalmente pelo fato dos recursos modernos da ciência terem atestado a eficácia de suas substâncias para o tratamento de determinados desconfortos no organismo.

Para que serve arnica?

A planta rasteira conhecida como arnica, da família Asteraceae, é utilizada para fins medicinais para tratar de lesões e escoriações no corpo. Isso se deve ao fato de conter propriedades analgésicas úteis para tratar de inchaços e lesões roxas pelo corpo. Também é conhecida por ter qualidades antissépticas e tônicas, auxiliando no processo de cicatrização de ferimentos.

O que explica as qualidades analgésicas é a presença de flavonoides glicosilados derivados da quercetina. Portanto, é indicada para tratar de ferimentos superficiais e até hemorragias leves.

A arnica é indicada ainda como medicamento para tratamentos pós-cirúrgicos, sendo mais frequentes em casos de procedimentos estéticos.

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A pomada de arnica

Existem várias formas de utilização de arnica, mas, sem dúvida, a mais famosa é a pomada de arnica, comercializada largamente pela indústria farmacêutica. Recomenda-se aplicar a pomada no local da lesão e esperar a solução agir.

O mesmo procedimento é adotado quanto ao gel de arnica, que também pode ser encontrado via processo industrial. Mas claro que existe a opção mais natural e tradicional, transmitida por nossas avós, que é o chá de arnica.

Detalhe que quando ouvimos a palavra “chá”, logo pensamos na ingestão de líquido, mas definitivamente não é o caso da arnica. A planta contém substâncias tóxicas que podem provocar consequências fatais, tanto que não é recomendado muito tempo de exposição na pele, nem em quantidade excessiva.

O chá de arnica não deve ser consumido em hipótese alguma. Assim, quando utilizamos o chá, na verdade, só fazemos a infusão das flores da planta e aplicamos como compressa diretamente no local lesionado.

Fazendo o chá

Para fazer o chá de arnica, você precisa reunir algumas flores frescas da planta e ferver em água. A quantidade recomendada é 4 colheres de sopa de água.

Quando a água estiver fervida, desligue o fogo e coloque as flores que separou. Tampe o recipiente e aguarde por pelo menos 5 minutos.

Após esse intervalo, o chá estará pronto para ser aplicado em forma de compressa. Avalie a temperatura antes de fazer o aplique no local afetado. Se não estiver muito quente, ao tempo de 5 minutos, pode ser aplicado imediatamente.

Efeitos colaterais e contraindicações

Algumas pessoas podem demonstrar sensibilidade aos efeitos da planta. Verificando reação alérgica, o uso deve ser interrompido de imediato. A reação é sinal de que a pessoa pode ser alérgica a todas as plantas da família Asteraceae, que são:

  • Girassol;
  • Margarida;
  • Dente-de-leão;
  • Dália;
  • Malmequer.

Também não é aconselhado longo tempo de exposição às substâncias da planta. O tempo prolongado ocasiona piora na região afetada, provocando irritação. Em alguns casos, a aplicação da arnica provoca aumento da dor nas pernas após 24 horas de seu uso, especificamente após uma rotina de exercícios.

Por ter substâncias tóxicas, a arnica não é indicada para gestantes ou mulheres lactantes. O uso nesses casos não está excluído de todo, entretanto, é fundamental consultar um médico para que verifique se a planta será prejudicial ou não, tanto para a saúde da mulher como do bebê.

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Na homeopatia

A arnica é uma planta corriqueira em tratamentos homeopáticos e na fitoterapia. A ingestão oral das substâncias da planta só é permitida para o tratamento de homeopatia, porque é diluído de forma que a ação hepatóxica da planta não provoque danos, principalmente no fígado.

Arnica do mato

Há uma variação da planta conhecida como arnica silvestre ou arnica do mato. Apesar de pertencer à mesma família e ser semelhante à arnica tradicional, essa espécie é totalmente diferente.

Seu nome científico é Solidago microglossa e origina-se da América do Sul. É muito difundida no Brasil e a maior parte de sua produção está concentrada no estado do Paraná.

Assim como a sua prima, a arnica do mato também é utilizada para tratar de ferimentos e inchaços. Os compostos orgânicos conhecidos como flavonoides são também fonte de explicação para as qualidades analgésicas da planta. Entretanto, a arnica do mato apresenta maior concentração de quercetina.

Ao contrário da Arnica montana, não faz mal à saúde ingerir o seu chá. Testes foram realizados e constataram que doses de 200 mg de arnica do mato não são prejudiciais à saúde.

Contudo, há condições para que tal uso não provoque danos severos ao organismo. A principal é que a ingestão do líquido dessa planta não seja por tempo prolongado. O ideal é que não supere 7 dias. Respeitado esse limite, mesmo altas doses do chá de arnica do mato não provocam males ao organismo.

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