Caverna e a história por trás desta bela formação natural

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19/02/2019 Por
Caverna e a história por trás desta bela formação natural

O processo de formação natural da caverna

Usada pelos humanos primitivos como forma de abrigo ou para cultos, a caverna é uma das formações naturais que contam histórias, principalmente pelas artes rupestres em seu interior.

Encontrada em diversos Estados brasileiros, a caverna compõe as formações de diversos locais, marcados pela exploração, pelo turismo ou por atividades recreativas.

Entradas e saídas de caverna

O que são cavernas?

Cavernas – furna ou gruta – é o nome dado a espécies de buracos rochosos de formação natural, onde há um canal de circulação de água pelas valetas (entrada) e pelas fontes (saída). Elas possuem formações verticais e horizontais, podendo ocorrer principalmente em rochas ígneas, sedimentares, metamórficas, além de recifes de coral e geleiras. Sendo assim, as formações acontecem por processos geológicos, como:

  • Transformações tectônicas;
  • Transformações químicas;
  • Transformações atmosféricas;
  • Transformações biológicas.

Portanto, os principais processo envolvem erosão, corrosão e colapso. Uma vez que a abertura das valetas é dada pela acidez do local e a erosão por meio de rios halogênios que alteram os canais subterrâneos. Cada tipo de caverna é formado de acordo com os processos que ela sofre, obtendo características diferentes.

O ecossistema da caverna é composto com uma fauna própria de ambientes mais escuros e sem vegetação natural. Morcegos, por exemplo, são exemplos de bichos que vivem nestes locais.

Antigamente, estes ambientes eram usados como locais de moradia e abrigo para o homem da caverna (o ser primitivo), que foi identificado pelas evidências, fósseis e desenhos rupestres.

O estudo das cavernas recebe o nome de espeleologia, abrangendo áreas da arqueologia, biologia, hidrologia e paleontologia. Além disso, as cavernas são de grande importância para a economia local, pelo fato do intenso ecoturismo.

Características da caverna

As principais características das cavernas são:

  • Umidade: há cavernas secas, em que a água já está cessada, e cavernas úmidas, que possuem pequenas lâminas ou rios rasos. No entanto, nas zonas freáticas, por exemplo, a caverna corre o risco de ser inundada, sendo necessária a passagem via mergulho ou veículos aquáticos.
  • Topografia: a topografia das cavernas recebem nomes diferentes de acordo com as estruturas, formações e cumprimentos, como, por exemplo:
    1. Abrigos: cavidades pequenas com aberturas maiores;
    2. Tocas: cavidades com entrada única, grandes aberturas e horizontais;
    3. Grutas / Lapas: cavernas horizontais com grandes desníveis em seu interior e com possibilidade de mais de uma entrada;
    4. Fossos: cavernas verticais com extensas aberturas;
    5. Abismo: cavernas verticais com mais de 10 metros de desnível;
  • Espaço interno: formadas por galerias, que são os caminhos internas da caverna; e por salões, que são formadas por meio dos desabamentos de rochas e outros sedimentos;
  • Espeleotemas: são os minerais dissolvidos na água, que cristalizaram-se e formaram-se de diversos modos nas paredes, chão e teto, como, por exemplo, estalactite e estalagmite:
    1. Estalactite / Estalaquitite: são espécies de colunas penduradas no teto das cavernas, formadas a partir da precipitação de bicarbonato pela dissolução na água;
    2. Estalagmite: são espécies de colunas que formam-se no chão, por meio dos pingos de água vindos do teto, repletos de bicarbonato de cálcio.

Classificação das cavernas

A classificação das cavernas é feita por meio:
  • Do tipo de rocha;
  • Da estrutura morfológica;
  • Do tempo que levam para formar-se;
  • Da maneira como ocorreu a formação;
  • Da idade da pedra.

Assim, é possível denominá-las através das características físicas e das atividades de análise realizadas através dos estudos.

Tipos de cavernas

Estalactites em caverna

Os tipos de cavernas que são mais comuns de serem encontrados são:

  • Cavernas cársticas: é formada através da dissolução da rocha por meio da água dos rios ou das chuvas, aparecendo principalmente em superfícies fracas das rochas do substrato, encontrado embaixo do lençol freático. Para que animais e homens possam explorá-las, é feita uma abertura artificial;
  • Cavernas vulcânicas: quando há cessão do derramamento de lavas vulcânicas pouco viscosas, elas resfriam-se e solidifica-se, formando uma superfície resistente na parte interior. Então, quando as atividades vulcânicas cessam, há a formação de uma espécie de caverna com cavidades naturais;
  • Cavernas marinhas: são formadas a partir do processo erosivo que ocorre nas ondas. Além disso, são classificadas também com cavidades naturais e formadas em superfícies fracas. Algumas possuem cavidades totalmente submersas e, outras, submersas parcialmente. Possibilitando a passagem de mergulhadores e alguns veículos, como os submarinos.

Importância da caverna

A importância destas formações está atrelada a conservação e preservação do ambiente, com o intuito de manter os sistemas agrícolas. Além disso, estudos voltados para atividades sociais e econômicos também são realizados por meio delas.

Dessa forma, elas funcionam como forma de turismo e lazer, ligada à práticas de recreação e esportes, preservando e conservando o ambiente. Por outro lado, são responsáveis por armazenar a água, fazendo o carregamento ou descarregamento de aquíferos. Além de conservar os minerais e formações geológicas raras.

Por meio das estrutura interna das cavernas é possível fazer pesquisa das espécies de animais, vegetais, fósseis, estudo dos povos antigos, através da arte rupestre e dos registros feitos nas paredes das formações. Sendo possível analisar a forma como esses povos viviam, como eram culturalmente e alguns de seus hábitos, seja a caça ou a pesca.

Cavernas brasileiras

No Brasil, diversas cavernas catalogadas que atraem principalmente a atenção dos turistas. As principais cavernas no Brasil são:

  • Gruta do Lago Azul (MS): repleta de estalagmites e estalactites, além de fósseis de animais primitivos;
  • Gruta de São Miguel (MS): repleta de estalagmites, pérolas de cristais e estalactites, além de abrigar muitos morcegos;
  • Abismo Anhumas (MS): é um tipo de caverna submersa, adequada para flutuação e mergulho;
  • Caverna do Diabo (SP): repleta de grandes colunas, recebe este nome pois há mitos que contam que os desenhos formados pelas rochas formam a “face do diabo”;
  • Gruta do Talhado (SE): repleta de grandes rochas, adequado para mergulho e passeio de barco;
  • Gruta da Pratinha (BA): pode ser explorada por meio da tirolesa ou das trilhas, sendo adequada também para mergulho e flutuação;
  • Baixão da Pedra Furada (PI): possui o interno repleto de artes rupestres;
  • Gruta das Encantadas (PR): recebeu este nome devido ao mito que era contado sobre sereias que cantavam para seduzirem os turistas locais.

Além dessas, há muitas outras cavernas presentes no Brasil. Ao todo, segundo dados da Sociedade Brasileira de Espeleologia, são 4652 cavernas registradas no território brasileiro. Minas Gerais é o Estado que mais possui cavernas cadastradas.

Caverna parcialmente submersa

Curiosidades sobre cavernas

Uma das curiosidades sobre este tipo de formação é referente a fauna do ambiente. Os animais adequados para viver dentro das cavernas, possuem olhos definhados e, a grande maioria, são cegos. No entanto, possuem antenas longas e olfato muito apurado, para que sobrevivam às condições.

Nos meios de entretenimento, por exemplo, as cavernas aparecem em muitos desenhos, séries e filmes. É o caso da série de animação, a “Caverna do Dragão“. Ela conta a história de um grupo de crianças que vão a um parque de diversão e descobrem um brinquedo chamado de Caverna do Dragão. Assim que entram para brincar nele, são conduzidos até um mundo mágico e precisam da ajuda do Mestre dos Magos para que retornem para a casa.

Outra curiosidade relacionada, é o uso da caverna na Europa, utilizada para o cultivo de cogumelos, fabricação de queijo ou, até mesmo, como espécie de adega. Além disso, as correntes de ar e temperatura são constantes dentro delas.

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