Ceasa é uma central de abastecimento voltada a hortifruticultura

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22/08/2019 Por
Ceasa é uma central de abastecimento voltada a hortifruticultura

A associação entre Ceasa e agronegócio forma um elo essencial para movimentar a economia e nossa cadeia produtiva

A criação da Ceasa, como rede de abastecimento, traz benefícios para o produtor rural de todas as atividades do agronegócio. Afinal, esse modelo de abastecimento acabou por destacar a comercialização de milhões de toneladas em produtos da hortifruticultura. Sem contar o faturamento, fundamental para mover a economia do Brasil.

Partindo do conceito de facilitar a distribuição, armazenamento e comercialização de diversos produtos, a Ceasa ainda traz inúmeros benefícios ao setor rural. Isso porque ele garante uma infraestrutura adequada e sustentável, importante para que comerciantes realizem atividades com mais segurança.

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O que é Ceasa?

Ceasa é a sigla para Central Estadual de Abastecimento, os locais destinados para aprimoramento dos setores de distribuição e comercialização de produtos agrícolas. Ou seja, são esses centros que negociam produtos como legumes, flores e frutas, interligando ainda as vendas entre restaurantes, sacolões e supermercados.

Para você entender mais sobre seu funcionamento, veja o exemplo de um produtor que acaba de enviar sua produção a uma unidade da Ceasa. A partir de então, bancas vendedoras passam a vender essa produção para seus compradores.

Então, esses varejistas acabam repassado o valor ganho para o produtor inicial, recebendo apenas sua comissão sobre o que fora comercializado. Embora o processo seja simples, você ainda verá detalhes de como a Ceasa é importante para a nossa economia.

A história da Ceasa

Para entender mais a fundo o que é Ceasa, precisamos analisar melhor o contexto histórico econômico e social do Brasil à época. Pois, conforme houve crescimento rápido de centros urbanos, a distribuição da produção agrícola ficou complexa, ineficiente e muito cara.

Com isso, fazer apenas vendas por atravessadores ou autônomos indiretos desses produtos resultava em mais dificuldade para formar preços. Também fazia crescer os problemas de concorrência entre produtores rurais e a distribuição correta nos mercados varejistas, como sacolões, feiras, quitandas e supermercados.

Com tantos problemas de produtividade no setor agrícola, o Governo resolveu criar um mercado organizado e mais rentável para todos. Assim, nos grandes centros urbanos, a década de 1970 ficou marcada pela origem e consolidação das Centrais de Abastecimento.

O comércio e funcionamento de uma Ceasa

A comercialização em uma unidade da Ceasa pode ter dias e horários diferentes, embora uma mesma área possa ser usada para atender a demanda de distintas categorias de produtos.

Em geral, podemos observar que os produtos mais perecíveis costumam ser comercializados a partir das primeiras horas do dia. Contudo, uma unidade da Ceasa tem como maiores vocações a comercialização de diversos outros produtos, como:

  • Pescados;
  • Flores;
  • Legumes;
  • Plantas ornamentais;
  • Ovos;
  • Pescados;
  • Hortaliças.

Mesmo assim, para ter um funcionamento ideal entre todos os setores, esse Centro precisa ter como base alguns agentes fundamentais: os comerciantes, os produtores e os compradores. Nesse sentido, confira abaixo qual o papel de cada um desses agentes no processo de funcionamento da Ceasa.

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Os agentes de negócios da Ceasa

Basicamente, para dar dinâmica aos negócios em um centro da Ceasa, são necessários três agentes. Assim sendo, temos os comerciantes dos boxes, os produtores ou fornecedores e os compradores, ou varejistas.

Para começar, os comerciantes precisam ocupar os boxes da Ceasa para armazenar e comercializar produtos.

Então, em seguida, entram os produtores ou fornecedores. Estes, por sua vez, são todos e quaisquer produtores que querem comercializar sua produção. Basta entrar em contato com a unidade do seu Estado e solicitar quais boxes podem ter interesse no produto que você quer vender.

Entretanto, é preciso se lembrar sempre de planejar como a carga será transportada para a comercialização de produtos na Ceasa.

Para fechar a cadeia de negócios, entram os compradores ou empresários varejistas – em outras palavras, qualquer empresa ou pessoa que queira comprar produtos, assim como um consumidor final.

Mesmo sendo de acesso livre, a Ceasa também pode ter vendas atacadistas, embora sejam respeitadas as quantidades mínimas estabelecidas pelo mercado. Isso porque você não vai poder comprar muita quantidade por valor de varejo.

Sendo assim, ainda vale citar o poder da barganha ao comprar. Afinal, quanto maior o volume da compra, menor será o custo final maior da negociação.

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A Ceasa São Paulo

Para começar a entender o que é a Ceasa SP, saiba que hoje ele é o maior mercado atacadista da América Latina e o terceiro maior do mundo. Entretanto, sob a sigla Ceagesp, ou Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, sua criação se deu apenas no fim da década de 1960.

O início ocorreu pela união de duas empresas distintas do Governo do Estado: a Ceasa e a Ceagesp, ou Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo.

A princípio, a Ceagesp facilita a distribuição, armazenamento e a comercialização de produtos agrícolas. Ou seja, a Ceagesp tem a função de locar espaços para comerciantes venderem produtos agropecuários de produtores rurais para varejistas. que são empresários de sacolões, supermercados, restaurantes e qualquer outra pessoa física.

Graças a essa fusão, a Ceasa da capital paulistana é um dos maiores centros atacadistas mundiais.

Seus mais de setecentos mil metros quadrados negociam, ao mês, cerca de trezentas toneladas de produtos de hortifruticultura. Quer dizer, mais da metade do abastecimento mensal previsto para toda a Grande São Paulo.

Em síntese, essa central estadual de abastecimento, unidade da Capital, é referida pela população como Ceagesp. Entretanto, algumas de suas unidades pelo interior ainda levam o nome de “Ceasas”. Todos esses centros são administrados e centrados pela Ceagesp.

A Ceasa no cenário agrícola

A importância de cada unidade da Ceasa, assim como da Ceagesp, nesse cenário agrícola, é simplesmente essencial. Afinal, além de serem empresas públicas de âmbito federal, estão também vinculadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Assim, elas representam um elo vital dentro da nossa rede de abastecimento quando o assunto é a produção do agronegócio. Dessa forma, então, a Ceasa ganha uma forma mais sustentável, com a infraestrutura adequada, para que varejistas, atacadistas, cooperativas e produtores rurais desenvolvam suas atividades, garantindo preços competitivos, segurança e também qualidade nos serviços.

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