Charolês e a importância dessa raça francesa para o Brasil

Inicio » Pecuária » Charolês e a importância dessa raça francesa para o Brasil
02/04/2019 Por
Charolês e a importância dessa raça francesa para o Brasil

O boi charolês é conhecido por se diferenciar das outras raças e, principalmente, por ser adaptável

Os bovinos dessa raça são caracterizados por serem grandes e pesados. É uma raça precoce, fértil e com um desenvolvimento rápido. Por possuir massa muscular e pouca gordura, a carne do gado charolês é considerada uma das mais saudáveis entre as raças bovinas.

O charolês está presente em todos os estados brasileiros, chegando também no Norte e no Nordeste. Em 1962, a raça chegou na Bahia e, então, expandiu-se para o Ceará, Maranhão, Sergipe e Pará. Mas, no Brasil, o charolês chegou e se difundiu a partir do Rio Grande do Sul. E ainda hoje marca forte presente nesse estado, que abriga o maior rebanho da raça no mundo.

Cabeça de um boi da raça charolês

O que é charolês?

Charolês é uma raça de boi de origem francesa. Ela é, de modo geral, uma das raças europeias criadas no Brasil com maior adaptação às condições naturais do país. É caracterizada por sua grande versatilidade, tanto em relação ao manejo como a possibilidade de cruzamentos ou mudança de alimentação e clima, por exemplo. A conversão alimentar do gado charolês, ou seja, a quantidade de alimento ingerido para resultar no aumento do peso do animal, é ótima e eles possuem um bom ganho de peso. Além disso, sua carcaça representa um ótimo rendimento.

Entre as principais características do boi charolês estão a pelagem branca e o porte grande, caracterizado tanto por sua altura como por seu comprimento. Além disso, o gado charolês engorda bastante, formando, assim, uma carcaça de ótima qualidade. Seu desenvolvimento é rápido quando comparada às outras raças bovinas.

É conhecido também por sua precocidade nos cruzamentos e no abate. É uma raça muito fértil e com habilidade materna. Sua pele, assim como as mucosas, o focinho, o casco e os chifres não são pigmentados, sendo, portanto, ideal para viver em climas temperados. Seu pelo é suave e com comprimento médio.

As vacas da raça pesam de 800 a 900 kg, apesar de existirem recordes que marcam mais de 1.100 kg. Já os touros pesam entre 1.100 e 1.250 kg, com recordes que ultrapassam 1.500 kg. Quando está em regiões de clima temperado, como o sul do Brasil, seu peso aumenta em até 20%, melhorando o rendimento e também influenciando no aumento da qualidade da carne. Em relação à produção de leite, as vacas podem dar origem a cerca de 3.000 litros por lactação.

Quatro bois da raça charolês em um pasto

Cruzamentos do charolês

Como dito anteriormente, a raça é muito versátil nas possibilidades de cruzamento com outras raças. Seu melhoramento possibilitou à indústria da carne bovina o aumento da velocidade do crescimento do animal, da mesma forma que a melhora da eficiência alimentar. Assim, o gado charolês passou a oferecer aos produtores características importantes para a otimizar a produção e aumentar os lucros.

Muito comum nos estados do Centro-Oeste e Nordeste brasileiros, o cruzamento entre as raças charolês e zebu resulta em três padrões de animais, sendo eles:

  • francês: padrão caracterizado por formar bois com grande massa muscular;
  • inglês: corresponde a um gado mais alto, comprido e moderno em relação aos outros padrões;
  • argentino: esse padrão fica no meio entre o francês e o inglês, assumindo uma posição intermediária entre eles.

Existe também o cruzamento com a raça nelore. A mistura do charolês com nelore dá origem a um gado pesado e com uma carne de ótima qualidade. Além disso, a pelagem resultante é branca e, portanto, refletora dos raios solares, evitando que o animal sinta um calor excessivo. Por isso, esse tipo de cruzamento é ideal para região mais central do Brasil.

Compartilhe sua opinião

Agro20 | Portal Vida No Campo