Desertificação compromete a qualidade e fertilidade do solo

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20/02/2019 Por
Desertificação compromete a qualidade e fertilidade do solo

O estrago causado pela desertificação vai além da superfície terrestre

Com alta tendência principalmente em regiões semi-úmidas, semiáridas e áridas, a desertificação impacta o ecossistema e a qualidade de vida dos seres vivos.

O processo de desertificação coloca em risco a saúde dos seres, além de impactar no desenvolvimento e crescimento da economia, impossibilitando as práticas de atividades agrícolas.

Desertificação: área deserta

O que é desertificação?

O significado de desertificação consiste no processo de transformação do solo ou de um ecossistema, resultando-o em área semelhantes a um deserto, através de ações antrópicas ou por meio de processo natural. Na desertificação, a vegetação é diminuída ou, até mesmo, destruída por completo, mediante ao desmatamento da área. Além disso, um dos principais prejuízos ao solo é a perda de fertilidade, impossibilitando-o de desenvolver-se e produzir.

Assim, as áreas mais afetadas pelo processo de desertificação do solo são, basicamente:

  • áreas degeneradas pelas atividades da pecuária;
  • áreas degeneradas pelas atividades da agricultura, principalmente a de sequeiro;
  • áreas degeneradas pelas pelas atividades de pastoreio;
  • áreas degeneradas por irrigações intensivas e excessivas.

Causas da desertificação

Ações humanas e processos naturais são os principais fatores resultantes, embora as ações humanas sejam mais nocivas e alarmantes. As causas da desertificação são:

  • Remoção da vegetação local;
  • Fabricações de áreas voltadas a atividades de pastagem, principalmente pela pecuária extensiva;
  • Uso inadequado e exacerbado do solo;
  • Uso da água de mananciais escassos;
  • Prática de monocultura;
  • Práticas mineradoras;
  • Queimadas.

Consequências da desertificação

As principais consequências da desertificação afetam diretamente a saúde dos animais e dos seres humanos, além de impactar o desenvolvimento de vegetais locais. As principais consequências são:

  • Aniquilação da vegetação original;
  • Eliminação da biodiversidade;
  • Erosão;
  • Salinização do solo;
  • Perda de nutrientes;
  • Infertilidade;
  • Baixo nível de produção;
  • Elevação das temperaturas;
  • Longos período de estiagem;
  • Ampliação do êxodo rural (fluxo migratório);
  • Elevação dos quadros de pobreza e miséria.

Desertificação no Brasil e no mundo

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), há muitas áreas em processo de desertificação no mundo, sendo mais ou menos 40% da superfície terrestre correndo altos riscos. África, América do Sul, China, Oriente Médio, Ásia, Estados Unidos e Austrália são as principais áreas com elevada possibilidade de desertificação. No entanto, são as áreas e territórios de países subdesenvolvidos os que mais sofrem o risco.

Desertificação: secagem e rachaduras do solo

No entanto, a ONU criou no ano de 1994 a Comissão contra a Desertificação, que visa criar projetos e atividades em prol da diminuição deste processo, especialmente, nos países da África.

Os riscos e pontos de desertificação no Brasil estão concentrados principalmente na região nordeste e sul do país, sendo a região sul mais propensa a arenização. Rio Grande do Norte, Tocantins, Minas Gerais e Mato Grosso são as regiões mais impactadas pelo processo de secagem do solo. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, mais de 10% da superfície terrestre brasileira são suscetíveis, especialmente as regiões semi-áridas.

Devido a intensidade da desertificação, o fenômeno de êxodo rural passou a ser mais habitual no Nordeste do país. Famílias foram sendo impactadas devido ao desgaste do solo, impossibilitando-os de produzirem e aumentarem a renda. Devido isso, resolvem sair da região em que vivem e passam a migrar para outras áreas, principalmente para a região sudeste, onde o solo ainda encontra-se fértil.

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