Feromônio e a sua poderosa atuação nas relações das espécies

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17/04/2019 Por
Feromônio e a sua poderosa atuação nas relações das espécies

Como o feromônio age nas relações dos seres

A secreção de feromônio está bastante presente no cotidiano de muitas espécies. Mamíferos, insetos e humanos são atingidos facilmente pela ação desta substância, passando por grandes alterações comportamentais e fisiológicas em função desse contato.

O feromônio pode ser de diversos tipos, ligados tanto à atração entre os indivíduos quanto aos sinais de alertas que eles precisam transmitir uns aos outros. No entanto, ela pode ser de origem natural (quando secretado pelos insetos e mamíferos) e de origem sintética, também utilizada pelos humanos.

Feromônio agindo entre mamíferos

O que é feromônio?

Feromônio – também chamado de feromonas – é um tipo de substância química secretada por espécies animais com o intuito de realizar a aproximação de seres da mesma espécie. Essa substância é considerada mensageira e está associada à sexualidade. Ela é secretada tanto pelos animais quanto por mamíferos e insetos. Além disso, é capaz de estimular determinada reação comportamental ou fisiológica em quem a sente. Como, por exemplo, comportamento de alarme, ataque, agregação, acasalamento, defesa e contribuição na produção de alimentos, por exemplo.

O termo tem origem grega em que junta-se a palavra ‘pheren‘ (cujo significado é ‘transmitir’) com a palavra ‘hormon‘ (cujo significado é excitar). Ao pé da letra a expressão significa “transmitir excitação”.

Descoberta do feromônio

O feromônio foi descoberto na metade do século XX. O cientista Peter Karlson e o bioquímico Adolf Butenandt foram os responsáveis pela descoberta ao estudarem essa substância. Após a concretização dos estudos e das pesquisas, eles deram nome ao termo e divulgaram que eram essenciais para a comunicação, sobrevivência e reprodução das espécies.

Tipos de feromônio

Os diversos tipos de feromônio existentes desempenham diferentes atividades e funções. São eles:

  • Feromônio sexual: ocasionam a atração sexual entre a fêmea e o macho;
  • Feromônio de alarme: esse tipo é secretado como meio de alerta quando há uma possível ameaça de ataque de um predador;
  • Feromônio de ovoposição e de trilha: esses dois tipos da substância são usados para delimitar o caminho até uma fonte de néctar e até o lugar onde a desova será realizada;
  • Feromônio de ataque: esse tipo é utilizado para impulsionar o grupo para um ataque ou uma ameaça a um organismo diferente ou estranho;
  • Feromônio de agregação: esse tipo possibilita que os insetos, principalmente, sejam uns atraídos pelo os outros ao acharem uma nova fonte de alimento.

Feromônio: onça

A ação dos feromônios

O feromônio natural, aquele que é secretado pelas espécies, tem o odor levado pelo ar e a capacidade de atingir um outro indivíduo a muitos quilômetros de distância.

Os mamíferos (como os preás, porcos, camundongos e cachorros, por exemplo) possuem a capacidade de comunicar-se por meio desta substância. Como é o caso das coelhas fêmeas, que expelem no leite uma certa quantidade de feromônios com o intuito de que sua prole reconheça suas tetas e possam amamentar-se.

Entretanto, cada espécie produz um tipo diferente desta substância, que pode ser reconhecida somente pelos membros da mesma espécie. Como é o caso da substância liberada pela cadela. Quando o animal está no cio ele somente atrairá cães machos da mesma espécie, não atrairá indivíduos de outras espécies, como os preás, por exemplo. No entanto, isso não refere-se as raças dos animais, podendo atrair qualquer uma delas.

Já os insetos são os tipos de animais que mais são sensíveis à ação de feromônios. Uma pequena quantidade da substância pode causar grande excitação, até mesmo a quilômetros de distância. Por exemplo, algumas espécies de mariposa têm a capacidade de captar o cheiro dos feromônios a mais ou menos 20 km de distância. Outro exemplo é o das abelhas, que conseguem sentir o odor a aproximadamente 16 km.

Há também a liberação da substância pelas formigas em caso de alerta, quando são esmagadas. Através dos feromônios elas avisam e atraem outras formigas para o local em que encontram-se.

E há algumas espécies que liberam essa substância quando são atacadas e ameaçadas por algum predador. Elas geralmente levantam o voo, como é o caso dos pulgões, das formigas, dos cupins e das abelhas.

Algumas plantas também produzem essa secreção quando sofrem herbivoria (quando um animal alimenta-se parcialmente ou totalmente da planta). Isso resulta na produção de tanino nas plantas que estão por perto. A função destes taninos é fazer com que as plantas sejam menos desejáveis aos seres herbívoros.

Feromônio na agricultura

Cada vez mais estudiosos estão realizando pesquisas sobre o uso de feromônios na agricultura, como meio de controle de disseminação de insetos em lavouras.

Os insetos possuem uma alta capacidade de se comunicar por meio desta substância. Eles a utilizam para se defender, achar comida ou encontrar os parceiros. Entretanto, esta forma de comunicação é também realizada somente com indivíduos da mesma espécie, não atraindo outras.

Há mais ou menos 50 anos, os bioquímicos estudam este sistema de defesa e comunicação entre os animais invertebrados. Atualmente, eles utilizam este estudo sobre as técnicas de controle de pragas da agricultura, que tem se tornado cada vez mais resistentes aos inseticidas sintéticos.

Estes inseticidas causam danos ao meio ambiente, aos mamíferos e aos humanos. No entanto, grande parte da perda agrícola é causada pela presença dos insetos pragas.

Feromônio entre insetos

Os feromônios são, então, utilizados como meio de armadilha. Dessa forma, utiliza-se certa quantidade da substância para atrair o inseto; que é morto por outros meios biológicos, físicos ou químicos.

O uso deles tem se tornado importante, pois os insetos são os que mais competem com o seres humanos em relação à alimentação. Além disso, muitos insetos são vetores e propagadores de doenças epidemiológicas. Como, por exemplo:

  • a malária;
  • a febre amarela;
  • a dengue.

Feromônios humanos

Cientistas acreditam que os seres humanos também são influenciados comportamentalmente pela presença de feromônios.

Os feromônios reais de seres humanos não são obtidos com facilidade. Por isso, algumas empresas engajaram-se a produzir feromônios sintéticos, para uso de ambos os sexos.

No entanto, a eficiência desta substância artificial na atração entre os humanos não é  comprovada. Geralmente essa substância sintética não possui cheiro, por isso muitos a utilizam misturada à perfumes.

O sistema olfativo é o responsável por captar o feromônio pelas narinas. Ele transmite os sinais químicos produzidos para o cérebro das pessoas. Assim, com essa substância, os sentimentos de relaxamento, excitação e atração são transmitidos ao outro.

Como exemplo, o feromônio pode fazer com que uma pessoa sinta-se atraída por outra em meio à uma multidão gente. Ou então, pode ocasionar a alteração do ciclo menstrual de mulheres que convivem juntas, fazendo com que o ciclo aconteça na mesma época.

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