Leptospirose é doença bacteriana transmitida por animais infectados

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02/09/2020 Por
Leptospirose é doença bacteriana transmitida por animais infectados

A leptospirose é uma doença que de ser levada a sério, sempre com a realização de tratamentos médicos adequados. Através de animais infectados pela bactéria, a doença é transmitida para o ser humano. Por esse motivo, existe uma série de cuidados que devem ser tomados no dia a dia das pessoas. Estes cuidados são muito importantes e muitas vezes evitam que o indivíduo contraia a leptospirose.

Potencialmente falando, a leptospirose pode ser considerada uma doença de natureza grave. O seu tratamento não é tão simples e requer muita atenção por parte do paciente e dos profissionais que atuam no caso. Além disso, o diagnóstico é complexo, tendo em vista que a doença muitas vezes não demonstra sintomas no corpo do infectado.

Leptospirose

O que é leptospirose?

Primeiramente, antes de demonstrar o que é leptospirose, é preciso que se faça uma análise sobre o gênero da bactéria que a transmite. A leptospira é classificada como um dos gêneros da bactéria da leptospirose, a leptospiraceae. Ela foi visualizada no ano de 1907 em uma vítima, que na época sofria da leptospirose, mas infelizmente faleceu diagnosticada com febre amarela.

Desde lá muita coisa mudou e foi estudada. Os cientistas agora já sabem como funciona a doença, que nada mais é do que uma infecção aguda e grave transmitidas por diversos tipos de animais. Sabe-se também que ela pode até mesmo levar à morte, caso não tratada de maneira correta.

Os sintomas, quando aparecem, agora já podem ser utilizados com facilidade para fazer o diagnóstico prematuro da doença. Isso faz com que ela possa ser tratada com mais rigor e eficiência, resultando em chances de cura muito mais altas.

Leptospirose em animais

A doença é transmitida a partir de animais que estão infectados pela bactéria. A partir daí, a transmissão ocorre de maneira muito rápida e natural, sendo que não existem muitos obstáculos para que o indivíduo esteja infectado e manifeste a doença em seu corpo.

A leptospirose em animais é muito comum entre diversas espécies, sendo que os principais animais que transmitem a doença são os roedores, suínos e caninos. Outrossim, a doença pode se manifestar em animais bovinos com certa facilidade.

No caso da leptospirose em bovinos, a doença é muito preocupante, pois além de fazer com que muitas criações sejam dizimadas, também pode ser um grande foco de transmissão para humanos.

Mais especificamente, a leptospirose em bovinos de leite ocasiona uma grande redução na produção fazendária onde o animal se encontra, pois a doença é transmitida entre os outros animais, bem como causa o aborto nas vacas e faz com que sua produção de leite seja interrompida por longos períodos.

Tudo isso ocasiona um grande desperdício para os criadores desses animais.

Leptospirose

Transmissão da leptospirose

Existem diversas formas de transmissão da leptospirose, sendo que a mais comum certamente é a transmissão a partir do contato com a urina dos animais. O contato não precisa ser instantâneo, por isso as chances dele ocorrer são bem grandes.

A bactéria fica muito tempo na urina expelida pelos animais, e esse é o principal fator de risco da utilização de produtos e embalagens sem a sua devida limpeza.

Outrossim, a doença pode ser transmitida a partir da água contaminada, caso em que a bactéria também está presente no líquido consumido pelos indivíduos posteriormente afetados pela leptospirose.

Como evitar a leptospirose

Muito se é questionado a respeito de como evitar a leptospirose. As informações estão disponíveis em postos de saúde, campanhas na internet, entre outros locais de pesquisa e entretenimento. Entretanto, embora alguns cuidados básicos sejam de conhecimento geral, não são seguidos pela maioria das pessoas.

As atitudes que mais fazem diferença na prevenção da leptospirose são:

  • Cuidar da higiene da casa, embalando bem os lixos;
  • Ferver a água consumida diretamente e a que é utilizada em alimentos;
  • Vacinar os animais de estimação que convivem com as pessoas da casa;
  • Usar roupas de proteção individual caso trabalhe com agentes potencialmente infeciosos;
  • Fechar as caixas d’água de maneira correta.

Todos esses cuidados não garantem 100% que as doenças não serão contraídas, todavia, fazem uma enorme diferença para evitar que haja a infecção.

Leptospirose

Sintomas da leptospirose

Existem alguns sintomas bem comuns da leptospirose, estes se manifestam em quase todos os infectados e facilitam muito o diagnóstico do profissional responsável. Dessa lista, os principais sintomas são mal-estar, dores no corpo, febre alta, tosse, diarreia, náuseas, entre outros.

Os sintomas da doença podem simplesmente não se manifestar, caso em que a doença é chamada de assintomática. Nessa situação, o diagnóstico é muito mais difícil de acontecer e, por consequência, a cura se torna mais problemática.

Quando a doença se manifesta de maneira mais grave, os sintomas também evoluem mais rápido e acabam se convertendo em situações mais graves. A ocorrência de hemorragias e problemas renais pode ser comum em estágios mais avançados da doença.

Muitas vezes os sintomas da leptospirose podem ser parecer com os de outras doenças menos sérias. Isso faz com que muitos pacientes deixem de ir ao médico logo de início. Essa é uma prática muito errada que deve ser combatida.

Mesmo que os sintomas sejam parecidos com uma simples gripe, virose, resfriado, entre outras doenças, é muito importante procurar orientação médica. Caso não seja possível ir a um consultório médico, recomenda-se ir até um posto de saúde, UPA ou até mesmo em um pronto socorro.

Tratamento para leptospirose

O tratamento para leptospirose normalmente inclui uma visita médica seguida pelo uso de antibióticos. O antibiótico mais utilizado para o combate a doença é a penicilina, que só deve ser utilizada com prescrição de um profissional devidamente graduado em medicina.

Para o caso da doença já ter evoluído para estágios mais graves, com a presença de sintomas mais perigosos, o mais recomendado é que se prossiga com a internação do paciente. Esse aspecto varia muito de paciente para paciente, e depende da decisão do médico.

Não existem vacinas para humanos, apenas para animais. Estas vacinas também não previnem a transmissão da leptospirose dos animais para os seres humanos, apenas faz com que a doença não se manifeste mesmo se as bactérias infectá-los.

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