Pastagem para gado é fundamental para o agronegócio brasileiro

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25/03/2021 Por
Pastagem para gado é fundamental para o agronegócio brasileiro

Quando o tema é gado, o Brasil é um especialista no assunto. Afinal, estamos falando do país com o maior rebanho comercial de gado do mundo. Sabendo da potência econômica que a pecuária representa para, a pastagem para gado é uma das prioridades do setor agro brasileiro.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o país tem um rebanho estimado em 222 milhões de animais. Só a carne bovina teve um faturamento de R$126,3 bilhões, em 2020, sendo o estado do Mato Grosso (MT) o maior produtor da carne do país. Assim, fica claro que a pastagem para gado é um item essencial. 

Sabemos que estamos falando de um braço fundamental para o agronegócio. A estimativa da Embrapa é que 95% desses animais se alimentem de pastagem, sendo necessária uma atenção especial para manejo de pastagens e períodos do ano com renovação de gramíneas.

pastagem para gado

Pastagem para gado de corte

O pasto para gado de corte considera, entre outras coisas, a necessidade de manejo da pastagem, população bovina alta e a necessidade de ser economicamente viável – sem elevação de custos para o produtor. Entretanto, existem alguns tipos de pastagem mais comuns para o gado de corte, pensando nas necessidades nutricionais para a produção de carne bovina. Entre os mais comuns estão:

  • Braquiárias
  • Tiftons
  • Coloniões

Além de buscarem gramíneas com boa capacidade nutritiva e ótima aceitação do gado, é preciso considerar que existe pastagem mais adequada no verão e pastagem mais adequada no inverno.

Em outras palavras, a pastagem de verão para gado de corte tem características de desenvolvimento em solos mais secos, com menos necessidade de chuvas constantes. Já a pastagem de inverno para gado de corte se adequa com baixas temperaturas e até geadas.

Pastagem para gado leiteiro

O pasto para gado leiteiro tem uma necessidade nutricional que precisa ser atendida para garantir a alta produção de leite. Da mesma forma como o gado de corte, o produtor de leite necessita de pastagem com bom manejo, respeitando níveis de digestibilidade e nutrientes.

Alguns tipos de pasto para gado de leite mais comuns no Brasil são:

  • Tanzânia
  • Tobiatã
  • Marandu ou capim Braquiarão
  • Mombaça

Áreas de pastagem no Brasil

No Censo Agro 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, a área estimada de pastagens no país é de quase 159,5 milhões de hectares. Consegue imaginar o tamanho dessa área? É muita coisa.

Só no Estado do Mato Grosso (MT) são 23 milhões de hectares destinados para a pastagem. Em seguida, aparece Minas Gerais (MG) com 19 milhões e o Mato Grosso do Sul (MS), com 18 milhões de hectares.

63% das pastagens brasileiras são, de acordo com o IBGE, plantadas em boas condições. Ou seja, mais de 100 milhões de hectares se encaixam nessa categoria. 30% das pastagens estão em más condições (o equivalente a 47 milhões de hectares) e, por fim, 7% das pastagens são naturais. Em outras palavras, apenas 11 milhões de hectares são de pastagens naturais no Brasil.

Assim, a pastagem para gado tem enorme importância para a economia do agronegócio. A qualidade dos pastos está diretamente ligada a produções brasileiras que batem recordes cada vez maiores.

Imagens: Helena Lopes e Cottonbro

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