Penicilina é antibiótico amplamente utilizado na medicina

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23/07/2019 Por
Penicilina é antibiótico amplamente utilizado na medicina

Penicilina revolucionou a medicina

A penicilina, ou benzilpenicilina, foi a pioneira no ramo de antibióticos largamente usados pela medicina nas infecções.

A descoberta da penicilina ocorreu em 1928, atribuída a Alexander Fleming, médico bacteriologista e cientista escocês.

Penicilina

O que é penicilina?

Penicilina é nada menos do que o primeiro antibiótico de que se tem notícias. De fato, a década de 1940 foi marcada pela primeira descrição do antibiótico na literatura. Dois anos depois, em meados do ano de 1942, foi relatado o primeiro experimento com uso de penicilina no tratamento de um paciente.

O experimento foi tão bem-sucedido que, no ano seguinte, cerca de duzentos pacientes haviam sido tratados com o antibiótico.

O que é um antibiótico?

De modo simplificado, pode-se dizer que antibiótico é um composto que detém a eficácia de matar ou inibir a propagação de micro-organismos.

Em suma, eles podem ser divididos em dois grupos:

  • “Bactericidas” é o nome que se dá aos compostos que atuam provocando a morte deliberada de bactérias;
  • Os bacteriostáticos, por sua vez, são responsáveis pela inibição no desenvolvimento dos micro-organismos.

Por promoverem tais ações, tanto bactericidas quanto bacteriostáticos são usados para o tratamento das doenças de caráter bacteriano.

Mediante esse fato, a revolução medicinal provocada pela descoberta e aplicação da penicilina fica evidente em sua relevância.

Para que serve a penicilina?

Em primeiro lugar, na qualidade de um antibiótico, a penicilina serve no tratamento de várias infecções de origem bacteriana. Isto é, o antibiótico é um combatente de diversos tipos de bactérias conhecidas. Entre elas, portanto, estão incluídas:

  • Bactérias que provocam infecções na garganta, conhecidas como amigdalite e faringite;
  • Bactérias que provocam infecção no ouvido, conhecida como otite;
  • Bactérias que provocam infecção na urina, conhecida como cistite;
  • Bactérias que provocam infecções na pele, tais como erisipela e outras;
  • Bactérias que provocam infecções intestinais, tais como shigelose e salmonelose;
  • Bactérias envolvidas na sinusite;
  • Bactérias envolvidas na meningite;
  • Bactérias envolvidas na pneumonia;
  • Bactérias envolvidas na febre reumática;
  • Bactérias que provocam infecções sistêmicas responsáveis por atingir a corrente sanguínea na totalidade.

Penicilina

Ademais, o antibiótico também é aplicado no tratamento de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) como, por exemplo, na sífilis. A prevenção de infecções nas válvulas cardíacas, chamadas de endocardite infecciosas, também é beneficiada pelo uso do antibiótico.

A Penicilina Benzatina, popularmente chamada pelo nome de Benzetacil, é a mais conhecida entre os antibióticos. O Benzatacil é comumente aplicado nas nádegas, através de injeções intramusculares.

Do mesmo modo, outras variedades do antibiótico podem ser encontradas sob o nome de Oxacilina, Amoxicilina, Ampicilina, Penicilina Procaína, Penicilina G Cristalina, entre outros.

Como outros antibióticos, o uso de qualquer classificação da penicilina deve respeitar as indicações presentes na receita médica. Isto é, o seu uso não deve se estender além do período previamente indicado pelo médico.

Como a penicilina foi descoberta?

O antibiótico conhecido como penicilina foi descoberto por acidente no ano de 1928. Sua descoberta é assinada por Alexander Fleming, um professor e médico escocês.

A descoberta de Fleming se realizou devido à sua percepção das culturas bacterianas do gênero Estafilococos (Staphylococcus). Durante a observação, o estudioso foi capaz de notar a propagação de bolor, micro-organismo cujas propriedades inviabilizam a bactéria de se desenvolver.

A responsabilidade pelo fenômeno ficou adereçada ao micro-organismo Penicillium chrysogenum (anteriormente chamado de P. notatum e P. rubrum), identificado como um fungo anamórfico (antes conhecido como deuteromiceto).

Sem dúvidas, o descobrimento da penicilina se categorizou como um divisor de águas e um grande marco histórico. De fato, sua descoberta motivou o investimento para que demais estudos científicos com antibióticos fossem realizados. Não obstante, sua descoberta acarretou uma revolução impactante quando o assunto é tratamento de doenças. A partir do surgimento do antibiótico, milhares de mortes foram evitadas.

Além disso, é coerente dizer que sua descoberta se sagrou como o primeiro antibiótico com aplicações e resultados notáveis contra a sífilis.

No entanto, é visto que Fleming estudou os efeitos das células de defesa (leucócitos) em exsudatos de feridas em um período ainda pós Primeira Guerra Mundial. A partir destes estudos, Fleming relata a observação do efeito de lisozima, proteína ocasionada a partir de um fermento antibacteriano. No que tange às secreções e tecidos humanos, a lisozima é produzida naturalmente.

Desse modo, no ano de 1922, em um período anterior ao descobrimento da penicilina, o médico e cientista já havia descrito o efeito provocado pela lisozima em algumas bactérias.

Penicilina

Saiba mais sobre essa descoberta

A descoberta do antibiótico de Alexander Fleming é publicada na reta final da década de 20, no ano de 1929. É relatado, junto da descoberta, os efeitos do antibiótico de Fleming em gangrena gasosa, gonococos, estreptococos, meningococos, pneumococos e bacilos da difteria.

Não obstante, não parou por aí. O médico continuou as publicações dos efeitos do antibiótico até o final da década seguinte. Foi somente nesse período de Segunda Guerra Mundial, durante os anos 30, que investigações começaram a ser realizadas na Universidade de Oxford.

Uma dupla de cientistas da universidade iniciaram um aprofundamento nos efeitos do antibiótico, tendo como ponto de partida os experimentos do médico. Nessa fase, o antibiótico de Fleming foi purificado e testado em animais.

No início da década seguinte, no ano de 1940, as variedades do antibiótico são publicadas com a colaboração de um corpo de cientistas.

Os testes em seres humanos revelaram resultados benefícios, sendo publicados um ano depois, em 1941. Contudo, apesar de comprovarem a eficácia do antibiótico, problemas na produção de larga escala foram apontados como uma dificuldade.

Devido a isto, os cientistas encarregados pelos testes reforçaram sua causa aliando-se a outros profissionais. Novos experimentos e estudos foram realizados nos Estados Unidos, conquistando, através deles, um aumento na produção da penicilina.

Penicilina em animais

Vale ressaltar que, embora testes tenham sido realizados em animais enquanto o medicamento era desenvolvido, a penicilina não faz parte dos remédios mais utilizados na veterinária. Pelo contrário.

Isso porque, enquanto o antibiótico é poderoso e extremamente eficiente no restabelecimento da saúde humana; nos animais, ele pode provocar reações alérgicas raras e perigosas.

Por isso, nos poucos casos em que bovinos e equinos, por exemplo, têm a substância incluída em medicações para a melhora de suas saúdes, isso é feito de maneira bastante controlada e calculada; evitando qualquer reação adversa que possa piorar ainda mais o estado do animal.

A planta medicinal

Perpétua-do-Brasil, ou a penicilina planta, é uma planta medicinal. Suas propriedades são utilizadas pelos indígenas na medicina alternativa. Suas flores e folhas são utilizadas no preparo de chás voltados para o tratamento de doenças digestivas, entre outras.

A planta por completo é ainda utilizada na maceração da prisão de ventre. Apesar da utilização de flores e folhas ser liberada, não há nada que comprove que o uso da planta inteira é seguro.

Além de ser usada para fins medicinais, a herbácea serve para fins estéticos. Devido à sua coloração roxa e seu cultivo fácil e descomplicado, a penicilina é usada para embelezar alguns jardins.

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