Perdigão é gigante do ramo alimentício fundada há mais de 80 anos

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17/10/2019 by
Perdigão é gigante do ramo alimentício fundada há mais de 80 anos

A Perdigão traz, desde 1934, qualidade e sabor para a mesa das famílias brasileiras

Nos últimos anos, a Perdigão adquiriu um dos faturamentos mais elevados entre todas as indústrias alimentícias, incluindo a Batavo S.A.

Ademais, a Perdigão anunciou um vantajoso acordo com uma das mais importantes organizações brasileiras de processamento de alimentos, a popular e antiga Sadia. Sendo assim, esta converteu-se em uma de suas subsidiárias.

Perdigão

Empresa Perdigão

Perdigão é uma marca nacional de alimentos frigoríficos. Nasceu há muito tempo, mais precisamente em 1934, na cidade catarinense de Videira, e é pertencente à BRF. Assim, com posição de destaque e liderança confirmada nos segmentos em que atua, a Perdigão conta com presença no mercado global e marcas fortes (via BRF).

Ela é, de fato, uma das maiores empresas de alimentos em toda a América Latina. Sua história, contudo, está estreitamente relacionada:

  • Ao desenvolvimento de Santa Catarina;
  • À industrialização brasileira;
  • E, sobretudo, à grande visão dos seus fundadores, os Brandalise e os Ponzoni.

O início da empresa Perdigão

Na primeira metade da década de 1930, no interior de Santa Catarina, integrantes de duas famílias (Brandalise e Ponzoni) compostas por imigrantes italianos iniciaram um modesto negócio para comercializar secos e molhados.

Aliás, inaugurado na Vila das Perdizes (que se localiza às margens de um rio), o armazém Ponzoni, Brandalise & Cia, representaria o início da organização que, mais tarde, originaria a Perdigão.

No final dos anos de 1930, a empresa Perdigão decidiu expandir suas operações comerciais. A decisão tomada foi a de enfatizar produtos alimentícios e correlatos, incluindo o processamento de porcos e outros suínos.

Já em 1942, o abate diário desses animais chegou à marca de 100, exigindo otimizações tecnológicas nos equipamentos frigoríficos.

Décadas de 1950 a 1970: entrada na agropecuária

A partir da consolidação do processamento de suínos e da intensificação de sua atividade comercial, grande parte dos investimentos da Perdigão concentraram-se, neste período, na agropecuária.

A consequência direta foi a criação de uma granja em Videira (SC), destinada à produção exclusiva de animais de alta linhagem.

Os primeiros laboratórios de controle físico-químico e microbiológico, instalados em 1963, foram os pioneiros dos setores de pesquisa e controle de qualidade da empresa.

Essa ênfase na qualidade de cada produto, bem como a segurança de processos e a diversificação dos portfólios, têm sido preocupações constantes da organização, desde muito cedo.

O primeiro abatedouro exclusivamente voltado às aves fez com que a Perdigão se tornasse pioneira na exportação da carne de frango. O destino principal passou a ser a Arábia Saudita.

Com o objetivo de disponibilizar uma alternativa ao consumo de carne de aves, a Perdigão passou então a importar dos Estados Unidos, em 1979, as primeiras matrizes do espécime Gallus gallus, dando início a programas de aprimoramento genético com vistas ao desenvolvimento de uma ave especial.

Perdigão

Anos 1980: o lançamento do célebre Chester Perdigão

Nascia, em tal contexto, a marca Chester (70% das carnes concentradas nas coxas e no peito). Nos princípios da década de 1980, a Perdigão S.A (então, uma holding) escolhe abrir seu capital e passa a realizar transações na Bolsa de Valores.

A linha Chester Perdigão, lançada em 1983, foi pioneira, também, por ser um dos primeiros produtos alimentícios industrializados com baixos teores de gordura.

No ano posterior, os abatedouros de Marau (RS) e Capinzal (SC) obtiveram a aprovação necessária para entrar no mercado europeu.

Anos 1990: desafios e superação

De 1990 até 1993, a Perdigão obteve prejuízos significativos em virtude do incremento de suas despesas financeiras, do baixo investimento no desenvolvimento de novos produtos, da redução de sua capacidade produtiva e, também, da modesta divulgação de seus produtos.

No ano de 1994, a empresa passou por uma crise de liquidez. Isso levou a família Brandalise a vender suas participações (cerca de 80% das ações ordinárias e de 65% das ações preferenciais), que foram adquiridas por 8 diferentes fundos de pensão.

A nova equipe executiva contratada cuidou de reestruturar a administração, implementar acréscimos de capital e programas focados na modernização. O modelo de gestão adotado introduziu mudanças importantes, consideradas exemplos de solidez, inovação e expansão.

Em 1999, a Perdigão passou a produzir massas prontas congeladas, lançando uma nova linha, a “Toque de Sabor”. Seu primeiro produto comercializado foi a tradicional Lasanha à Bolonhesa.

A Perdigão no século XXI

No início dos anos 2000, a Perdigão chegou ao estado do Paraná. Fez isso adquirindo 51% do capital proveniente da divisão dos produtos à base de carne da Batavo. Em 2001, então, comprou o capital restante e incorporou de vez a empresa (embora ainda preserve a marca “Batavo”).

O acesso ao promissor mercado de carnes de perus foi rapidamente acessado pela Perdigão. Desse momento em diante, segue investindo na elevação de sua capacidade de abate e na ampliação de seu parque agropecuário.

Nesse ano, ela se tornou a primeira organização brasileira do setor alimentício a lançar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York. O controle acionário da companhia foi pulverizado em 2006. Desse modo, a Perdigão adentrou no mais alto nível de Governança Corporativa: o Novo Mercado da Bovespa.

A partir dessa adesão, sua excelência na gestão foi consolidada. Assim, os fundos de pensão que a controlam esperam manter um patamar de crescimento médio acima dos 10% anuais.

Na atualidade, a empresa opera unidades no Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No exterior, há escritórios de vendas nos Emirados Árabes Unidos, Cingapura, Rússia, Holanda, Japão, França e Inglaterra.

Perdigão

Para o mercado interno, a empresa opera com as marcas:

  • Turma da Mônica (produtos de baixa condimentação);
  • Batavo;
  • Chester;
  • Perdigão.

No mercado externo, a empresa Perdigão opera, tradicionalmente, com as seguintes marcas:

  • Borella (na Arábia Saudita);
  • Fazenda (na Rússia);
  • Perdix (na maioria dos países europeus).

Em 2007, por meio da aquisição das margarinas da Unilever, a Perdigão passou a operar com as marcas:

  • Becel;
  • Claybom;
  • Delicata;
  • Doriana, em um mix que já abrange mais de quatrocentos produtos.

Custos

Os custos relacionados à mão-de-obra e alimentação animal, de forma geral mais baixos, bem como os ganhos de eficiência no que tange à produção animal no Brasil, perfazem uma excelente vantagem competitiva para a Perdigão, sobretudo, perante os produtores localizados em outros mercados de exportação.

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