Charrete e sua ampla utilização no agronegócio e no mundo

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29/04/2019 Por
Charrete e sua ampla utilização no agronegócio e no mundo

A charrete é o meio de transporte mais antigo do mundo e persiste na era do automóvel

A charrete é uma forma de locomoção humana ou de transporte de carga utilizada desde a antiguidade. Ela trouxe facilidade para os seres humanos e serviu de modelo para muitos meios de transporte que temos hoje em dia – no meio automotivo, por exemplo.

O uso da charrete ao longo dos séculos foi mudando a forma e o objetivo do meio de transporte. Uma vez visto como meio de locomoção para os indivíduos, foi passando para o transporte de mercadoria e hoje é encontrado das duas maneiras, contudo, em menor frota.

o uso da charrete na antiguidade

O que é charrete?

A charrete é o meio de transporte mais antigo utilizado pelos seres humanos. Também conhecido por carroça, esta forma de locomoção era movida por força humana ou animal. Nos dias atuais a charrete é quase inexistente e vista como um artigo da antiguidade, embora ainda persista no meio rural em algumas regiões com culturas mais tradicionais.

No mundo agro, os principais animais selecionados para puxar a charrete são os cavalos, burros, bois, e em especial, os jegues. Já nos centros urbanos, grande parte das charretes são ainda arrastadas por pessoas como forma de transportar materiais recicláveis, ou até mesmo para a venda de frutos em feiras na cidade.

Do outro lado do mundo, em Moçambique, as charretes são mais comuns na cidade e seu transporte é feito por força humana. Elas são chamadas de “tchova“, que significa puxar em castelhano. Já no Brasil, a região de Irati, no Paraná, apresenta este modelo de transporte por locomoção animal, e no centro da cidade a atividade é voltada para o turismo.

Em São Paulo, este meio de transporte é cada vez mais visto nos centros da cidade como forma de transportar materiais recicláveis para venda. Este fato se confirma por ainda existirem “pontos de carroça”, ou seja, pontos para o seu aluguel.  A prefeitura é o órgão que se responsabiliza pela produção das charretes, assim como o registro de quem a alugou.

As pessoas que se utilizam da charrete para trabalhar são chamadas de carroceiros e estão espalhados, não apenas no centro paulista, como também em cidades como São José do Rio Preto, São Carlos, Limeira, Bauru, e Araraquara, entre outras.

O uso da charrete no meio rural

O mercado do transporte brasileiro no meio rural movimenta muito dinheiro todos os anos, a partir da inovação com a implementação de métodos automotivos. Embora, ainda hoje, existam locais que persistem em manter as tradições com a produção de charretes para todo o país – como, por exemplo, a região de Leopoldina (MG) – ainda existem fábricas que produzem charretes de forma manual.

O uso da charrete no meio rural

A história da charrete

Assim como citado anteriormente, é um meio de transporte que utiliza tanto a ação humana como animal, a fim de carregar mercadorias ou outros  tipos de cargas. Sua criação se deu em meados dos anos 4.000 a.C. na região da Finlândia – norte da Europa – e também em regiões do Oriente neste mesmo período.

O nome charrete é geralmente associado ao termo carruagem, e está diretamente associado ao transporte de pessoas. Enquanto o termo carroça é utilizado para transporte de cargas no meio rural.

A grande evolução no ramo do transporte aconteceu pela invenção da roda nos anos 3000 a.C; que, por conseguinte, foi capaz de estruturar as charretes. Deste modo, o transporte de cargas rurais foi facilitado e se tornou mais rápido. Além disso, fortaleceu o mercado econômico, em razão da alta na produtividade em razão de contar com maneiras de transportar mercadorias de forma ágil.

Uma curiosidade sobre o meio de locomoção é que algumas charretes eram utilizadas como “carros de combate”. Nas regiões da Mesopotâmia, Babilônia e Síria, eram desenvolvidas charretes voltadas tanto para o campo pacífico (ações diárias), como para o bélico (guerras). Deste modo, as rodas das carroças eram feitas de aros para que fossem mais velozes e duráveis.

Tipos de charrete

Os tipos de charrete, ao longo dos séculos, foram se adaptando ao tipo de uso delas. O modelo chamado Sociable era conhecido pela realeza, ou seja, para transporte de famílias do reino. Também chamado de carruagem, o modelo é acolchoado e destaca cobertura que suporta dias de chuva.

O modelo Milord se assemelha com o Sociable, contudo, é menos robusto. Ainda assim, seu assento é acolchoado e suas rodas são feitas de metal resistente. Na antiguidade, era utilizada por lordes ou homens muito ricos para transporte pessoal até a cidade.

O modelo conhecido por jardineira era muito comum no meio rural. Como o próprio nome já diz, seu uso era voltado para transporte de mercadorias até os centros urbanos. O modelo era puxados por um ou mais cavalos, dependo do volume da mercadoria. A estrutura deste tipo de charrete é bem simples, geralmente feita de madeira e sem muitos acabamentos.

O modelo denominado de arana é o mais comum hoje em dia e também um dos mais antigo entre os descritos anteriormente. Este tipo de charrete é geralmente puxado por força humana e suas rodas são de madeira, assim como sua estrutura. O modelo não tem acabamentos, apenas um assento e longas madeiras em sua lateral, para que seja carregado. O arana foi muito utilizado no meio urbano medieval para carregar os nobres e suas famílias.

uso da charrete para passeio turístico

O uso da charrete no mundo

Em âmbito mundial, a charrete tomou conhecimento nos Estados Unidos em seu período colonial. Nos dias atuais ainda é vista em circulação, contudo, com outro intuito. Na cidade de Nova York as charretes ou carroças são muito conhecidas e procuradas pelos turistas; especialmente no famoso roteiro que passa pelo Central Park.

As charretes nova-iorquinas ficaram tão conhecidas mundialmente que até viraram um símbolo da cidade entre os turistas e moradores.

Foi por meio de filmes e seriados que a mídia cinematográfica introduziu, principalmente nas comédias românticas, estes veículos. A charrete é vista como um “passeio obrigatório” para quem visita a região. Para este tipo de locomoção, é utilizada a tração animal, em especial, de cavalos.

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