A cortiça é produto da árvore do sobreiro e seu mercado produtor é amplo

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03/04/2019 Por
A cortiça é produto da árvore do sobreiro e seu mercado produtor é amplo

A cortiça é um produto muito importante para diferentes segmentos da indústria

O uso da cortiça mais comum na sociedade é como rolha de garrafa. Este método foi descoberto séculos atrás e até hoje é útil e muito explorado comercialmente.

A cortiça é um comércio em desenvolvimento no país. As vantagens no investimento são das mais variadas, e a principal é em virtude de ser um material muito barato. Estudos indicam que este material sempre foi utilizado pelas civilizações, além de apresentar características marcantes de ótima qualidade como, por exemplo, a alta durabilidade.

Cortiça

O que é cortiça?

A cortiça é um produto extraído da casca da árvore sobreiro, ou seja, este tecido é de origem vegetal e totalmente natural. Esta parte da árvore é considerada por muitos ambientalistas como foco de um dos processos naturais mais interessantes e úteis na sociedade. A gama de segmentos de que a cortiça faz parte pode variar, sendo vista tanto em pequenos utensílios domésticos como em grandes telhas. As propriedades do material chamam atenção de novos investidores e fortificam seu mercado produtor.

A cortiça é composta por uma aglomeração de células microscópicas que são preenchidas por um gás semelhante ao oxigênio. Estas células também são revestidas majoritariamente por suberinas e lenhina, ou seja, polímeros – macrocélulas formadas por estruturas menores.

Sua principal característica é a relação direta com as células suberosas. Estas células fazem com o que a cortiça tenha um caráter leve e com alta capacidade de isolamento térmico e de líquidos. A cortiça é lipídica, ou seja, gordurosa. Além disso, as células suberosas da cortiça se acumulam com facilidade em sua parede celular. Ela pode ser utilizada tanto para a indústria aeroespacial (como forma de obter um efeito protetor dentro das aeronaves) quanto para a fabricação de guarda-chuvas.

Um fato curioso sobre a cortiça é que em apenas um 1 cm cúbico seu é possível encontrar mais de 40 milhões de células. Consequentemente, cerca de 800 milhões de células podem ser observadas em uma só rolha, por exemplo.

Utilidade da cortiça

Muito além de uso convencional da cortiça – na fabricação de rolhas – este material é também utilizado para outro meios da indústria, como em aeronaves. Como dito anteriormente, o produto da cortiça tem densidade muito baixa e é capaz de produz um ambiente de menor impacto, tanto sonoro quanto no solo. Este fenômeno acontece como consequência da grande quantidade células dentre este produto.

Outro produto fruto da cortiça e muito comum no dia a dia é o painel de cortiça. Este material serve como decoração e organização do ambiente. É muito utilizado em ambientes ‘home office’ para manter papéis e demais elementos em fácil alcance. É encontrado em lojas de conveniência onde o produto é comercializado, e vendido junto de pinos de metal para pregar outros elementos no quadro de cortiça.

Origem da cortiça

Estudos indicam que a descoberta do material aconteceu no Egito antigo, mais especificamente, em túmulos. Na antiguidade, os romanos e gregos tinham a utilização da cortiça voltada para a pesca – fazendo parte da composição de rede de pesca. Manualmente, eram feitas também sandálias e rolhas de garrafas.

Uma utilidade da cortiça que não tem sido vista atualmente como no passado é na fabricação de tetos de casas. O material contém características que favorece um melhor isolamento térmico para o ambiente. Em climas mais frios, a cortiça mantinha o calor do ambiente e, no verão, permitia que casa ficasse arejada.

Seu uso no solo também era vantajoso, pois possibilitava evitar ataques de insetos e outras pragas. Contudo, com o avanços da tecnologia este tipo de material foi substituído.

Ao longo dos anos, o material continuou sendo útil como rolha para garrafas. No entanto, suas propriedades começaram a ser mais estudadas, até que foi possível cortá-la em “folhas” e, deste modo, obter a cortiça aglomerada. O geólogo John Smith foi quem descobriu que ao aquecer o material, é possível extrair suas resinas naturais, e por conseguinte aproveitar melhor cada parte da cortiça.

E então, a partir desta experiência foi possível criar um conglomerado das células que compõem a cortiça, não sendo mais necessário um determinado material para unir a cortiça em maiores partes.

De onde vem a cortiça?

A cortiça é um produto extraído do sobreiro. Sua origem é 100% natural e seu produto está presente em diversos segmentos do mercado. Este produto é extraído da camada externa da casca do sobreiro. Além disso, existem dois tipos principais de carvalhos: os que nascem no Mediterrâneo e os da região Ibérica.

Este produto é extraído após 20 anos de crescimento da árvore. Depois disso, a cortiça só pode ser extraída de 9 em 9 meses. Um fato curioso é a longevidade desta árvore, visto que um sobreiro saudável pode chegar aos 150 anos ainda sendo produtivo.

Como é feita a rolha?

A rolha é feita da casca da árvore, em específico, da árvore de sobreiro. O tipo de sobreiro mais cultivado no Brasil é o da espécie nativa da região mediterrânea. No processo de extração deste material é preciso que a árvore tenha mais de 40 anos, pois antes deste período ela não é resistente o bastante. A colheita da cortiça deve ser feita somente no verão, pois é justamente neste período que a casca da árvore é menos aderente ao seu tronco.

cascas de sobreiro responsável pela cortiça

Logo após a retirada do material, é feito o processo de corte no formato de pranchas; depois disso, é necessário que o produto tenha um período de descanso de seis meses antes da produção. Para que a rolha seja feita, a cortiça é submetida à uma espécie de banho com aquecimento de 95ºC. Por fim, a cortiça deve novamente descansar por um período. E então está pronta para ser moldada de forma cilíndrica para a produção final da rolha.

Além disso, entre os processo de produção da rolha de cortiça, é feita uma análise para dimensionar sua porosidade e umidade. Isso é feito por meio de uma leitura óptica. Por fim, com base em um processo manual é feita a retirada das peças que apresentam defeito; para um melhor controle de qualidade do produto.

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