Encefalite equina é doença viral vinda do oeste do continente americano

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01/10/2020 Por
Encefalite equina é doença viral vinda do oeste do continente americano

Os cavalos são animais apaixonantes e muito populares. Infelizmente, são altamente acometidos por uma doença viral chama encefalite equina ou encefalite viral. A doença se alastra de forma rápida e, caso não ocorra o tratamento necessário, o animal pode vir a óbito. Por isso, muito se estuda sobre o assunto para que os animais não sejam acometidos por essa doença.

Além disso, a encefalite equina causa grande preocupação por parte dos proprietários do animal, já que muitas pessoas não possuem a devida informação sobre a doença e, dessa forma, sentem-se perdidas por não terem informações concretas. Por isso, elaboramos esse texto com as principais informações. Acompanhe!

Encefalite equina

O que é encefalite equina?

Encefalite equina ou encefalomielite equina é um tipo de encefalia viral transmitida pelo Alphavirus. Esse vírus se aloja no sistema nervoso central do equino, o que causa diversos transtornos físicos e, por vezes, psicológicos.

É conhecido também como falsa-raiva e peste-de-cegar. A encefalite equina é um dos principais índices de mortalidade em equinos, beirando 60% das causas. Não somente através da picada de mosquitos infectados é que ocorre o contágio.

Na verdade, morcegos e carrapatos também são grandes alastradores da doença. Além disso, sua maior força é na América do Sul e América do Norte, onde pode também contagiar humanos, causando sintomas semelhantes à gripe ou se apresentando em forma de um vírus fatal.

Entretanto, nos equinos, o vírus atinge o sangue, vísceras e medula óssea, podendo ser transmitido em grande escala através das vias digestivas e fossas nasais dos cavalos.

Sintomas da encefalite equina

Os sintomas da encefalite equina do oeste são muito parecidos com os de qualquer outra encefalite que pode acometer o animal. Em geral, esses sintomas se apresentam de 4 a 10 dias após a incubação. Entre eles, é possível citar:

  • Dor de cabeça intensa;
  • Dificuldade respiratória;
  • Confusão mental;
  • Sensibilidade a claridade;
  • Calafrios;
  • Convulsões.

Além disso, a perda de apetite, febre alta, cabeça caída, depressão, movimentos involuntários e lábios flácidos também são sinais típicos da encefalite equina.

Encefalite equina

Tipos de encefalite

Muitas pessoas não sabem, mas existem ao menos três tipos de encefalite que podem acometer os equinos. Elas são separadas por região, como:

  • Oeste;
  • Leste;
  • Venezuelana.

A encefalite equina do leste possuía, até pouco tempo atrás, quatro linhagens genéticas. A sua primeira linhagem era considerada uma variante norte-americana da doença. As linhagens 2, 3 e 4 foram tidas como doenças derivadas da América do Sul.

Em humanos, a encefalia leste em sua versão norte-americana tem grandes probabilidades de ser mais contagiosa do que as demais. Além disso, ela também é mais patogênica em primatas, pardais e roedores.

Entretanto, a encefalia equina do oeste é, no fim, a encefalite que mata mais rápido o equino. Isso porque o vírus, em seu corpo, possui outros vírus estreitamente acoplados, como o vírus Sindbis, Whataroa e Fort Morgan.

Essa variação da encefalite é uma dos mais fortes no hemisfério ocidental e pode afetar algumas aves, apesar de ser um acontecimento raro de presenciar. Quando infectado com a versão oeste do vírus, o equino desenvolve os sintomas e falece logo após convulsionar.

Por outro lado, há a encefalite equina venezuelana que possui vírus responsáveis pela grande parte das epidemias em animais. Os sintomas são parecidos com o vírus em sua versão oeste, porém, não apresenta o óbito tão rapidamente.

Diagnóstico e tratamento da encefalite equina

Após observar os sintomas e constatar que há grandes probabilidades de ser a encefalite equina, é preciso chamar imediatamente o veterinário, afinal, qualquer minuto é extremamente precioso para salvar a vida do animal.

Para determinar se realmente é a encefalite equina, o veterinário provavelmente precisará realizar um isolamento viral em uma grande quantidade de linhas celulares e ratos lactantes. Para realizar esse exame, as amostras são recolhidas diretamente do animal infectado.

Em geral, não é um diagnóstico que demora para ficar pronto, já levando em conta o fato de que é um caso de urgência, por isso, o veterinário tentará realizar tudo da melhor maneira possível. Caso o animal já tenha entrado em óbito, é possível recolher amostras do tecido nervoso.

Logo, caso o resultado dê positivo, é importante saber que nem sempre existe um tratamento específico para esse vírus. Na verdade, o que é possível fazer é internar o animal e deixá-lo em observação.

Muitos veterinários esperam ansiosamente que algum tipo de tratamento seja desenvolvido para esse problema, já que o animal passa por um profundo sofrimento. Além disso, infelizmente os antibióticos não são eficazes contra o vírus da encefalite.

Assim, não se conhece nenhum tipo de remédio que possa aliviar a dor, matar o vírus e curar o animal.

A melhor forma de evitar esse tipo de vírus e demais patologias é sempre manter as vacinas dos equinos em dia. Ademais, também é aconselhado fumigar a zona e tentar aniquilar a maior quantidade de mosquitos.

Porém, não é uma prática recomendável, já que pode matar animais que nada têm a ver com a doença e nem sequer com o mosquito. Além de matar animais inocentes, seria um grave desequilíbrio para o ambiente. Portanto, todo cuidado é necessário nesses casos.

Encefalite equina

Como identificar a encefalite

É importante estar sempre muito atento ao animal e aos sintomas que cada doença pode causar, afinal, ao menor sinal de algo estranho, deve-se consultar imediatamente um médico veterinário.

Inclusive, antes de pensar em medicar o animal por conta própria, é preciso, novamente, consultar o veterinário. Dessa forma, é possível fazer questionamentos e debater sobre possíveis soluções para o estado de saúde do equino. A medicação sem orientação profissional pode ser ainda mais perigosa, dependendo das condições do animal.

Além disso, ao manter o ambiente e o animal sempre bem higienizados, é muito mais fácil evitar que ele entre em contato com o mosquito transmissor e, dessa forma, esteja mais protegido e saudável.

É válido lembrar que a encefalite equina não tem cura, logo, para evitá-la, é preciso manter o animal longe de possíveis animais infectados, sempre com os exames médicos e vacinas em dia, bem como uma higiene adequada. Afinal, assim como um ser humano, o equino também precisa de cuidados especiais para com sua saúde e bem-estar.

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