Êxodo rural é o processo migratório intensificado na década de 50

Inicio » Agronegócio » Êxodo rural é o processo migratório intensificado na década de 50
04/04/2019 Por
Êxodo rural é o processo migratório intensificado na década de 50

Êxodo rural e seu processo de migração

O êxodo rural é um fenômeno antigo e comum em muitos lugares do mundo. A busca por melhores condições de vida e melhor qualidade impulsiona camponeses. Então, esses trabalhadores migram para as grandes cidades com o intuito de mudar suas vidas.

No Brasil, o êxodo rural foi intensificado no governo de Juscelino Kubitschek, por exemplo. A inserção de novas industriais e o desenvolvimento de novas tecnologias impulsionaram os moradores das zonas rurais a irem em busca de emprego e tentar uma nova vida nas metrópoles.

Êxodo rural e a saída do campo

O que é êxodo rural?

O significado de êxodo rural consiste na saída do campo para a cidade em busca de melhorias na qualidade de vida. Ele é caracterizado como migratória, uma vez que as pessoas limitam-se às fronteiras do país e, em alguns casos, podem ultrapassá-la (emigração).

“Êxodo” vem do grego e significa saída. Portanto, refere-se exatamente ao movimento, a saída em larga escala do campo para outras áreas rurais e, principalmente, a saída em direção às grandes cidades.

A história do êxodo rural

Na Roma Antiga, durante o período do Império Romano, o trabalho livre na zona rural foi substituído pela mão de obra escrava. Devido isso, os camponeses começaram o processo de migração intensa para algumas cidades romanas, sendo Roma o principal destino. Este forte movimento passou a chamar atenção e a preocupar os imperadores. Então, com medo de rebeliões e revoltas, os imperadores criaram a política do ‘Pão e Circo’. Ela consistia em comida e entretenimento disponibilizados com o intuito de distrair estes mesmos camponeses.

Durante os séculos XIII e XV na Idade Média, a prática do comércio voltou a intensificar-se, resultando no desenvolvimento e surgimento de muitas cidades. Então, a burguesia surgiu como uma nova classe social. A busca por melhores condições e qualidade de vida nessas cidades fez com que muitos camponeses deixassem o campo e migrassem para elas.

O êxodo rural é um fenômeno antigo que intensificou-se no século XVIII, após o período de Revolução Industrial. Isso aconteceu pois algumas cidades do continente europeu passou a receber muitos camponeses frequentemente, trabalhadores que buscavam trabalho nas fábricas e a possibilidade de salários mais altos.

No entanto, este movimento é mais forte e comum em países subdesenvolvidos, em que o processo de industrialização passa por maior aceleração e é mais recente.

Causas do êxodo rural

Êxodo rural: camponeses migrantes

São muitas as causas que resultam no êxodo rural. A causa principal é a busca por melhores condições e qualidade de vida nas cidades. Os camponeses acreditam que as metrópoles e grandes centros urbanos podem lhes oferecer uma vida melhor. Isso principalmente por verem um grande número de oferta de empregos.

Outros fatores que podem ser levados em conta e podem ser motivos para a saída do campo rumo às cidades são:

  • Doenças;
  • Conflitos;
  • Fome;
  • Miséria;
  • Desastres naturais (enchentes e secas), entre outros.

Por outro lado, a mecanização e a concentração fundiária, resultantes da ação de latifundiários, também têm contribuído para a ocorrência desse fenômeno. Isso tem se intensificado principalmente pela ausência de políticas públicas para o meio rural e urbano.

Há falta de infraestrutura para as estradas utilizadas para escoar a produção, para as escolas, transportes, delegacias, hospitais, entre outras. Tudo isso causa a saída descontrolada do campo. Ela impacta diretamente nas produções agrícolas e nas atividades antes desenvolvidas por esses camponeses.

Consequências do êxodo rural

Os problemas sociais são as principais consequências do êxodo rural. Isso acontece pois nem sempre as grandes cidades possuem estrutura adequada para comportar um grande número de migrantes.

Ao chegarem nas grandes cidades eles se deparam com outros desafios. A quantidade de vagas disponíveis de empregos são voltadas para uma mão de obra muito mais qualificada e às condições melhores de vida são relativas. Ou seja, na maioria dos casos a única opção é a prática do subemprego, do trabalho informal e, até mesmo, trabalhos ilegais.

Ao se depararem com esses desafios, a opção que têm é morar em periferias. Assim, há o superpovoamento dos bairros e a intensificação das possibilidades de agravo dos problemas já existentes. Ou seja, cresce o número de cortiços, de periferias e as chances do aumento da violência.

Outra grande consequência desse fenômeno é a desigualdade social, resultante das baixas condições e qualidade de vida e da intensificação do desemprego. Em alguns países emergentes o nível de desigualdade social é muito grande. Além disso, é responsável por manter o fator de populações na miséria.

Por isso faz-se importância a implantação de políticas públicas que dêem suporte para as atividades no campo. A produção de médios e pequenos produtores rurais teria um desenvolvimento significativo. Além disso, é notório a importância de garantir uma boa infraestrutura nas regiões, como escolas, hospitais, transportes e outros meios.

Êxodo rural no Brasil

O êxodo rural no Brasil foi um dos principais movimentos populacionais. Ele começou no período colonial, em que pessoas faziam o deslocamento entre os locais de engenho e as regiões de produção de açúcar. Já em XVIII, a mineração foi responsável por atrair milhares de camponeses para as regiões concentradas na produção mineral.

Após isso, no século XIX, o ciclo do café foi o fenômeno responsável. Os agricultores migram em direção ao sul e sudeste do país. No mesmo século, no final dele, um grande número deslocou-se para a Amazônia, na época em que a fabricação da borracha foi intensificada.

A partir da década de 30, as cidades passaram a atrair cada vez mais muitos camponeses, devido ao processo de  industrialização brasileira e de desenvolvimento de tecnologias novas. Foi um processo que se acelerou na década de 50, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (JK), e tem se estabilizado nos dias atuais. No entanto, só se estabilizará por completo quando mais de 85% da população brasileira estiver vivendo nas grandes cidades.

Isso aconteceu pois no governo JK, o presidente abriu a economia para o capital internacional. Com isso, várias multinacionais e montadoras de veículos se construíram em muitas grandes cidades. Assim, muitos nordestinos vivendo na seca e em situação de desemprego no Nordeste, partiram de suas cidades em direção ao Sudeste em busca de melhores qualidades de vida.

Êxodo rural: camponeses

Um dos grandes marcos do êxodo rural no Brasil foi a construção da capital Brasília, por exemplo. Ela atraiu inúmeros moradores do Norte e Nordeste do país.

Curiosidades

Ao contrário do êxodo rural, há o êxodo urbano. Ele é caracterizado pela migração de milhares de pessoas moradoras dos centros urbanos em direção ao campo ou cidades do interior.

Com base no êxodo rural, os indivíduos das grandes cidades migraram para as zonas rurais devido a insegurança e o custo de vida elevado das cidades urbanas.

Compartilhe sua opinião

Agro20 | Portal Vida No Campo