Fecundação e sua importância no desenvolvimento dos seres vivos

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11/04/2019 Por
Fecundação e sua importância no desenvolvimento dos seres vivos

A fecundação é um processo natural para o desenvolvimento dos seres vivos

A fecundação dos animais é a grande responsável pelo processo de gerar descendentes. Ela pode acontecer de forma natural, pelo acasalamento, ou artificial, por meio da inseminação in vitro. Tanto os animais quanto as plantas realizam a reprodução quando fecundam um óvulo, entretanto, os meios são diferentes.

A fecundação tem como objetivo a reprodução e manutenção das espécies. Este processo acontece tanto internamente quanto externamente nos indivíduos e varia de acordo com a atividade reprodutiva de cada ser vivo. Os processos podem ocorrer por meio da liberação de ovos, nos ovíparos (animais que botam ovos); ou da gestação, no caso dos ovovíparos (animais que realizam o desenvolvimento dentro de si).

A fecundação dos animais

O que é fecundação?

A fecundação é uma atividade que tem como objetivo a união de gametas, ou seja, o encontro de espermatozoides e o óvulo. Esta atividade pode acontecer de duas maneiras: internamente e externamente. Neste processo, as características dos dois indivíduos são combinadas e passadas aos seus descendentes, o que é conhecido pelo nome de hereditariedade.

No reino animal, a maior parte dos animais faz a fecundação com parceiros, chamada de sexuada. Contudo, há os que são de caráter assexuado (que possuem os dois sexos e realizam o processo de reprodução sozinhos), como é o caso de muitas plantas.

Fecundação interna

No processo da fecundação interna, a união e mistura de gametas acontece no interior do corpo do animal. Durante o acasalamento, o macho libera seus espermatozoides no útero da fêmea, fecundando o óvulo e gerando o embrião. Esta forma de reprodução sexuada é mais vantajosa, pois não depende do ambiente para a fecundação acontecer, apenas da disposição dos animais.

Dentro deste processo, existem três maneiras de um embrião se desenvolver; através dos processos dos seres ovíparos, vivíparos e ovovíparos.

  • Ovíparos: este tipo de fecundação acontece a partir da liberação de um ovo. Quando fecundado, o ovo da fêmea é depositado e aquecido (chocado) até que seja o momento da eclosão. Entre estes animais, podemos citar exemplos como aves, tartarugas e pinguins.
  • Vivíparos: é um dos casos mais comuns e que também acontece com o ser humano, quando o embrião se desenvolver dentro da fêmea. Neste processo, acontece o período da gestação – que é quando o feto está recebendo todos os nutrientes do corpo materno para se desenvolver. Entre os exemplos destes animais podemos citar os mamíferos.
  • Ovovíparos: este tipo de desenvolvimento embrionário é comum apenas nos cavalos marinhos. Após o processo da fecundação, o embrião permanece no corpo do macho e, após seu amadurecimento, é expelido pelo progenitor.

Fecundação externa

No processo de fecundação externa os gametas não necessitam de um corpo materno para se desenvolverem. Os espermatozoides são depositados na água e, por meio dela, chegam ao óvulo. Por isso, é preciso que os machos liberem uma grande quantidade de gametas, a fim de garantir que alguns serão fecundados.

Neste caso, a fecundação está diretamente relacionada com o ambiente, contudo, existem estratégias para certificar que o óvulo será fecundado. Como, por exemplo, uma atividade conhecida como abraço nupcial. Este processo acontece quando o macho segura a fêmea próxima de si durante o acasalamento para garantir a fecundação.

Os animais frutos deste processo são denominados de ovíparos, pois os descendentes se desenvolvem em ovos. Entre os animais que realizam este tipo de reprodução, temos como exemplos os peixes e os moluscos.

Gestação de ser humano após fecundação

Fecundação in vitro

A fecundação in vitro ou fertilização in vitro (FIV), é o processo que induz a fecundação no animal sem a necessidade do acasalamento. A partir de avanço da medicina, é possível induzir o processo até nos casos em que não há fertilidade dos parceiros. Com o aumento da possibilidade de induzir este tipo de fertilização, uma atividade muito comum nasceu: a barriga de aluguel, também conhecida como gestação de substituição.

Neste contexto, são introduzidos no útero da mulher escolhida os embriões de um determinado casal. O avanço do processo permitiu que as pessoas que não podem gerar descendentes (seja por implicações de útero instável ou mesmo por pouca fertilidade dos gametas) tenham filhos.

A primeira etapa desta técnica consiste em coletar gametas masculinos e levá-los ao laboratório – são cerca de 200 mil espermatozoides por análise. Em seguida, eles são introduzidos no óvulo escolhido para fecundar, formando os embriões que serão inseridos no útero que deve os desenvolver.

Está técnica é utilizada tanto com animais como em seres humanos. Em 1978, na Inglaterra, foi primeira vez que a inseminação in vitro foi realizada. Anos mais tarde, em 1983, a técnica chegou ao Brasil com o nome de “bebê de proveta”. O processo é bem semelhante ao do acasalamento por meios naturais, a diferença é que não há riscos de que o bebê tenha má formação.

Fecundação das plantas

A fecundação das plantas, assim como de qualquer outro ser vivo, acontece com objetivo da manutenção das espécies. O processo pode acontecer de forma sexuada ou assexuada. As plantas são indivíduos hermafroditas, ou seja, possuem os dois sexos. Contudo, quando há interferência de outros animais, como as abelhas; o processo deixa de seu individual e vira uma reprodução sexuada.

Fecundação assexuada

Neste tipo de reprodução, a fecundação acontece sem o envolvimento de outro ser, ou seja, é feita pelo próprio indivíduo. É conhecido como o caso mais comum nas plantas, pois são seres auto suficientes na maior parte do tempo, são . As plantas contém os órgãos reprodutivos feminino e masculino bem demarcados, denominados de carpelos e estames, respectivamente.

O órgão estame é composto pelo filete e antena, em que é possível encontrar os grãos do pólen – onde estão os gametas responsáveis pela fecundação do óvulos. Não é necessário nenhum tipo de semente ou gameta para a planta desenvolver seus frutos descendentes (também denominado de brotamento) de forma natural.

Fecundação sexuada das plantas pode ser feita coma  ajuda de abelhas

Fecundação sexuada

Por outro lado, é também possível que a fecundação das plantas aconteça por meio de terceiros; sendo classificada, portanto, como uma reprodução sexuada. A atividade é realizada pelas abelhas por meio da polinização; fecundando as flores. Esta polinização realizada pelas abelhas (além de joaninhas e besouros, entre outros) beneficia tanto a planta quanto as próprias abelhas. O objetivo delas é levar o pólen produzido pelo órgão masculino das flores até a parte feminina delas. Além disso, como benefício para as abelhas, a polinização as ajuda na produção do mel.

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