Frieira é uma das doenças que mais atingem o gado leiteiro

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25/03/2019 Por
Frieira é uma das doenças que mais atingem o gado leiteiro

A grande impacto da frieira nos animais e no setor agropecuário

Quando o animal apresenta alguma dificuldade de locomoção ou manqueira, é sinal de que ele está com problemas no casco, o problema mais comum é a frieira.

Muito comum em animais da pecuária leiteira, a frieira atrapalha o desenvolvimento e produtividade dos bichos, impactam os lucros econômicos do setor.

Frieira: casco bipartido

O que é frieira?

A frieira animal – também chamada de pododermatite – é caracterizada como uma contusão de origem infecciosa que se dá nos cascos dos bichos. Ela ocorre principalmente por meio do contato do animal à superfícies inadequadas, com pastos secos, presença de pedras, ambientes com alta umidade e com falta de higienização. É um das principais doenças que atingem o gado leiteiro.

A frieira, além de ser causada pela bactéria Dichelobacter nodosus e  pela Fusiformis necrophorus, é considerada uma doença asséptica, traumática ou contagiosa. Ela atinge os animais principalmente em épocas mais úmidas, em que os animais transitam por áreas encharcadas, causando inflamação nos casos e na pele. Alguns casos podem levar o bicho a óbito.

Dessa forma, quando um animal é detectado com frieira, ele deve ser separado dos outros bichos e ficar em quarentena, já que a doença é contagiosa aos demais bichos. Além disso, ela também pode passar de um casco para o outro, em patas diferentes.

Assim, faz-se necessário ser alguns cuidados básicos de prevenção e, quando a doença já se instalou, um veterinário deve ser procurado. Há métodos de tratamento eficazes que ajudam na estabilização e na cura da doença. Por isso todo cuidado e tratamento deve ser feito o quando antes, para que o quadro não venha a desenvolver-se ainda mais.

Sintomas da frieira

Frieira: métodos de tratamento

A frieira bovina apresenta-se em sintomas específicos e claros. Entre eles, a manqueira é o principal. O animal sente dificuldade para locomover-se devido a claudicação, que consiste em dor geralmente causada pela insuficiência do fluxo de sangue nas pernas.

Sendo assim, o animal passa a ficar deitado por períodos longos, sem fazer esforços. Além disso, começa a não se alimentar corretamente, deixando os poucos de ingerir qualquer alimento. Logo, o animal começa a perder peso e seu bem estar é prejudicado. A presença de pus também é manifestada.

Além disso, devido a má alimentação, o bicho começa a ser menos produtivo. Em caso de frieiras em vacas e ovelhas, por exemplo, a produção de leite é reduzida de modo significativo.

O animal também pode apresentar quadros de dores, febres e ter sua fertilidade comprometida. Em alguns casos o animal sofre descarte, dependendo do nível em que a doença está avançando.

Causas da frieira

Como dito anteriormente, as principais causas da frieira são as bacterianas e  o excesso de umidade.

A incidência da doença é intensa em períodos chuvosos, pelo fato dos animais ficarem em áreas muito úmidas. O grande contato com solo úmido possibilita que os cascos sejam amolecidos e sirvam de passagem para possível podridão.

Essa abertura nos cascos bipartidos fazem com que outras doenças sejam causadas, como, por exemplo, a bicheira ou a miíase. Uma alimentação à base de carboidrato também enquadra-se como principais causas.

Tratamento para frieira

As principais formas de tratamento para frieira são, basicamente:

  • Evitar o contato dos bichos com pisos muito rígidos e duros. O concreto serve como via para transmitir o impacto do solo para os casos, contribuindo para a ocorrência das contusões;
  • Em casos de vacas confinadas ou criadas a pasto, é liberado o contato com pisos de terra, que sejam bem drenados e não haja tipos de resíduos;
  • Evitar que os bichos fiquem em pé por muito tempo em pisos de concreto, durante a ordenha, por exemplo;
  • Optar por formas de nutrição ricas em cálcio, zinco, vitaminas E e D, além de fibras.

Além disso, o tratamento deve ser todo voltado para a higienização dos cascos lesionados. O uso de antibióticos também é recomendado.

Os animais infectados devem ficar isoladas em locais com umidade adequada, para que a disseminação da doença seja evitada.

O tratamento deve ser iniciado logo na fase inicial da doença, visto que o problema é mais fácil de ser resolvido e evita a fase crônica. Há também vacinações comprovadas que auxiliam no tratamento.

Um dos métodos de tratamento importante é o pedilúvio. Técnica que consiste na passagem dos animais em uma mistura de água com produtos desinfetantes, podendo ser usado sulfato de cobre, sulfato de zinco ou formol. Os animais sadios devem ser os primeiros a passar pelo caminho, seguido dos animais infectados. Todo o casco deve ser imergido na água.

Doenças comuns no gado

Além das frieiras há outras doenças comuns em atacar o gado e prejudicarem seu bem estar. Quando instaladas em grandes rebanhos o controle é mais difícil de ser realizado, acarretando em grandes prejuízos econômicos.

Entre elas, as doenças mais comuns no setor pecuário são:

  • A anaplasmose, também conhecida como babesiose ou “Tristeza Parasitária Bovina”;
  • A brucelose;
  • A clostridiose;
  • A doença dos cascos;
  • A febre aftosa;
  • A leptospirose;
  • A mastite, também conhecido como mamite;
  • A tuberculose animal;
  • As verminoses em geral.

As consequências da frieira na pecuária

Frieira: doenças de cascos

As consequências de doenças no gado tem ganhado mais visibilidade por parte dos criadores e do setor agropecuário. É significativo o impacto que as enfermidades causam no mercado econômico e na produtividade dos animais. Assim, o número de perdas econômicas, principalmente na pecuária leiteira, muito intensivo.

Além da baixa produtividade leiteira, as doenças comprometem a eficiência de reprodução do gado e a incidência de outros tipos de enfermidades. O gasto com tratamento é alto, visto que as frieiras requerem um maior cuidado com os bichos e com o local em que são manejados.

Este tipo de doença é muito comum em muitas propriedades e, por nem sempre serem notadas, os prejuízos são altos, agindo sobre a lucratividade e a efetividade econômica do segmento da pecuária. São poucos os criadores que sabem o tratamento correto e as etapas a serem feitas para controlar a doença.

Dessa forma, muitos animais acabam contraindo frieiras que prejudicam sua saúde e, consequentemente, pode apresentar grande risco de morte.

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