Fungicida: o que é, para que serve e quais tipos existem

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22/03/2019 Por
Foto: fungicida
Fungicida: o que é, para que serve e quais tipos existem

Dentre os pesticidas existentes, o fungicida é um dos mais utilizados no controle de fungos em plantações

A utilização de fungicida no plantio ocorre desde a antiguidade. No século XVIII, era muito comum o uso de cloreto de mercúrio para erradicar fungos de plantações.  Os gregos, por exemplo, utilizavam enxofre para combater o que chamavam de “pragas”, mesma substância que a Inglaterra oficializou como composto fungicida.

Atualmente, existem diversas fórmulas diferentes de fungicida no mercado, naturais e sintéticas, devido ao constante avanço da indústria química. Mas, afinal, o que é fungicida, quais seus tipos e para que serve?

Fungicida

O que é fungicida?

Fungicida é um tipo de pesticida utilizado com o intuito de combater a ação de fungos que atacam a agricultura. Todo composto químico com este fim pode ser denominado fungicida. Apesar de o fungicida ser extremamente utilizado na agricultura convencional, esta substância é tóxica e perigosa. Por conta disso, seu uso pode ocasionar diversos riscos, tanto ao ser humano quanto ao meio ambiente.

No caso da agricultura orgânica, não há a utilização de fungicidas e, por isso, a ação dos fungos é inibida através de produtos naturais e técnicas específicas de manejo. Para conter a situação, também pode-se utilizar do melhoramento genético e da rotação de culturas.

Este é apenas o significado de fungicida, um dos diversos tipos de pesticidas existentes.  Dentre os tipos de pesticida mais conhecidos, temos:

  • bactericidas;
  • inseticidas;
  • vermicidas;
  • fungicidas;
  • acaricidas e outros.

Para que serve o fungicida?

Sua função é impedir que os fungos ataquem plantações, como a fruticultura, por exemplo,  seja destruindo ou inibindo sua ação.

Além das plantas serem fonte nutricional dos seres humanos, elas também são das pragas, bem como dos fitopatógenos. Portanto, sempre há o risco de  epidemias de doenças e, por conta disso, tomar medidas para controlar essa situação torna-se necessário.

Os fungos podem destruir diversas áreas cultivadas e, com isso, diminuir a rentabilidade da produção. Por isso, quando se perguntar para que serve o fungicida e por que ele ainda é aplicado, lembre-se que, apesar de tóxico, muitas pessoas ainda o utilizam porque é uma forma de aumentar os lucros e a quantidade produzida.

Vale ressaltar que a  substância química não necessariamente mata os fungos. Pode-se ocorrer o controle apenas ao inibir o crescimento miceliano ou esporulação, impedindo a produção de esporos. Estas substâncias são conhecidas como:

  1. fungistáticas
  2. antiesporulantes

Tipos de fungicidas

Existem dois tipos de fungicidas: os protetores e erradicantes (também chamados de sistêmicos).

  • Fungicidas protetores

Os protetores funcionam apenas se forem aplicados antes dos fungos terem penetrado no tecido da planta. Estes  formam uma barreira tóxica que impede a entrada do fungo, ao impossibilitar a germinação de esporos.

Estes devem ser utilizados em conjunto a outros fungicidas, não substituindo-os. Seu lado positivo é que, por atuar em diversas enzimas de um fungo, ele possui uma boa eficácia. Por conta disso, possuem menor risco de resistência, sendo, portanto, uma solução duradoura.

Os protetores devem ser insolúveis em água, caso contrário,  pode-se desfazer a barreira tóxica de proteção do hospedeiro.

  • Fungicidas erradicantes

Neste caso, a planta absorve o fungicida, tornando-a capaz de inibir a proliferação dos fungos mesmo em áreas distantes da de aplicação.

Ao contrário dos protetores, os erradicantes devem ser solubilizados em água. Dessa forma ele torna-se capaz de entrar em contato com as células do hospedeiro.

Em termos comparativos, os erradicantes são mais eficientes que os  protetores, pois:

  • possuem maior poder de eliminação dos fungos;
  • fornecem ação de proteção;
  • possuem ação imunizante;
  • há menor necessidade de doses e pulverizações e
  • são menos tóxicos.

Independentemente do tipo, a utilização frequente de fungicida pode ocasionar em resistência dos fungos à substância, havendo a necessidade de fungicidas mais fortes e doses maiores. Tal fator polui ainda mais o meio ambiente, deixa resíduos nos alimentos e pode, inclusive, provocar diversos danos à saúde humana.

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