Infravermelho é radiação usada em diagnósticos e tratamentos de saúde

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31/05/2019 Por
Infravermelho é radiação usada em diagnósticos e tratamentos de saúde

Infravermelho é uma radiação relacionada ao calor

Infravermelho é, em síntese, uma radiação eletromagnética de comprimento de onda entre 1 e 500 micrômetros, aproximadamente. É muito eficiente no processo de transmissão de calor por irradiação, e provoca o aquecimento de um sistema quando por ele absorvida.

O infravermelho é uma onda eletromagnética que apresenta frequência menor que a da luz vermelha. Por causa disso, não é visível ao olho humano. O infravermelho não é uma radiação ionizante, ou seja, não oferece riscos à saúde humana.

Infravermelho

O que é infravermelho?

A radiação infravermelha tem origem na vibração das moléculas, que por sua vez, provocam oscilações nas cargas elétricas dos átomos. Esse processo provoca a emissão de radiação. Por essa razão, esse tipo de radiação está diretamente associada ao calor.

Ao colocar a mão nas proximidades de uma chapa de ferro quente, por exemplo, é possível sentir o calor. Isso acontece porque o corpo recebe as ondas de infravermelho que emanam do objeto aquecido.

As radiações, não apenas a infravermelha, estão presentes no nosso dia a dia. Cada uma possui um comprimento de onda diferente e, em função disso, energias diferentes.

Raio invisível

As cores são radiações mais claramente percebidas por nós, todavia existem ainda outros tipos de radiações. A radiação infravermelha é uma das invisíveis ao olho humano.

O infravermelho é considerada, por sua vez, uma radiação baixa. Se encontra, portanto, na faixa de energia necessária para fazer os átomos de uma substância vibrarem sem provocar uma reação.

Descoberta do infravermelho

Descoberta em 1800 pelo astrônomo inglês William Herschel (1738-1822), a radiação infravermelha tem uma infinidade de utilidades.

Depois de reproduzir um experimento realizado por Isaac Newton, que consistiu em dispersar a luz solar com a ajuda de um prisma, Herschel buscava a cor de maior temperatura incidindo os feixes de luz sobre o bulbo de um termômetro. Dessa forma, ele percebeu que a região de frequência um menor que a da luz vermelha era a região mais quente.

Sendo assim, o nome infravermelho origina-se do fato de a frequência da radiação ser menor que a frequência da luz vermelha, a qual, por sua vez, é a menor frequência captada pelo olho humano.

Como a radiação infravermelha é emitida?

A radiação infravermelha é emitida sobretudo por meio de corpos quentes, como o sol. Embora não possa ser vista pelo olho humano, essa radiação é sentida por nós, humanos, e pelos outros animais na forma de calor.

Segundo estudos, cerca de 70% dos raios solares emitidos para o planeta Terra conseguem chegar à superfície terrestre. Desse total, uma parte é absorvida pelo planeta e outra parte é refletida sob a forma de radiação IV.

Além disso, parte dessa radiação refletida é absorvida pelas nuvens, assim como pelo CO2 presente na atmosfera. Esse processo, em síntese, é responsável por gerar um efeito estufa que mantém a terra aquecida, além de evitar grandes variações da temperatura entre o dia e a noite.

Radiação solar

A radiação, quando vinda do sol, não provoca impactos significativos no organismo humano, uma vez que sua energia e seu poder de penetração na pele são baixos.

Por outro lado, a exposição excessiva ao raio infravermelho pode causar queimaduras na pele. Os corpos, inclusive o corpo humano, são emissores desse tipo de radiação.

Em virtude disso, quanto maior for sua temperatura, maior será a emissão de radiação infravermelha.

Para que serve o infravermelho?

O infravermelho pode ser usado para detectar a temperatura de objetos distantes e, por essa razão, é muito útil à astronomia.

Uma das formas de aplicá-lo é na troca de informações entre computadores, celulares e outros eletrônicos por meio do uso de um adaptador USB. Além disso, os controles remotos enviam as informações aos receptores por meio da radiação infravermelha.

Outro exemplo é o uso em mísseis teleguiados, uma vez que eles são programados para seguir a radiação infravermelha das turbinas de aviões inimigos.

Infravermelho na medicina

O infravermelho também é usado na medicina. As fotografias térmicas utilizadas para diagnosticar, por exemplo, doenças como a aterosclerose, que consiste no bloqueio dos vasos sanguíneos.

Isso é possível porque a região mal irrigada das veias apresenta menor temperatura, emitindo, portanto, menos radiação infravermelha do que as regiões irrigadas normalmente.

Além disso, é usada no tratamento de alterações na pele, como infecção por fungos, e em caso de psoríase.

O uso do infravermelho na pecuária também é cada vez mais comum, ajudando a definir diagnósticos e o desenvolvimento de processos inflamatórios, por exemplo, antes que se tornem evidentes e prejudiquem, de fato, o rebanho.

A avaliação do bem-estar em relação às condições térmicas das instalações que abrigam o gado também é possível por meio do uso do infravermelho. E, com isso, saem em vantagem tanto o agronegócio como a medicina veterinária.

Lâmpadas de infravermelho

A medicina utiliza ainda lâmpadas de infravermelho para tratar problemas como lesões esportivas. Essas lâmpadas incandescentes refletoras são, por exemplo, uma ferramenta para o tratamento com calor para aliviar dores musculares. Elas podem ser utilizadas ainda para tratar dores reumáticas.

Os benefícios dessa forma de terapia com calor resultam na melhora da circulação sanguínea na pele causada pela vasodilatação. Ela, por sua vez, aumenta a taxa de transporte de compostos bioquímicos.

Ainda há os benefícios decorrentes da profunda penetração do calor, que tem um efeito de aquecimento suave e agradável.

Infravermelho

Infravermelho na fisioterapia

A terapia com luz infravermelha é amplamente usada na fisioterapia. Uma das funções é provocar o aumento da temperatura de forma superficial e seca no local a ser tratado. Dessa maneira, promove a vasodilatação e aumenta a circulação sanguínea, favorecendo assim a reparação dos tecidos.

A luz infravermelha penetra no corpo e atua dilatando os pequenos vasos sanguíneos, além de atingir as terminações nervosas.

O uso de raios infravermelhos para curar dores é uma técnica utilizada com resultados satisfatórios na fisioterapia. É aplicado, por exemplo, na cura de dores musculares e tendinites. Além disso ela atua no relaxamento, aumenta a circulação e retarda o envelhecimento da pele.

O infravermelho fisioterapia é indicado ainda para:

  • Alívio da dor.
  • Aumento a mobilidade das articulações.
  • Relaxamento muscular.
  • Melhora na cicatrização da pele e dos músculos.

A luz infravermelha usada na fisioterapia varia entre 50 e 250 W. Por essa razão, a profundidade da pele que atinge varia entre 0,3 até 2,5 mm, de acordo com a lâmpada utilizada nos tratamentos.

Câmaras de luz

Existem ainda as câmaras de luz infravermelha. Elas são encontradas principalmente em SPAs e hotéis. Semelhantes a uma sauna seca, essas câmaras também promovem o relaxamento dos músculos após uma lesão desportiva, por exemplo.

Estes equipamentos têm uso restrito, ou seja, não é recomendável a exposição excessiva a eles. O ideal, sendo assim, é o uso por cerca de 15-20 minutos, no máximo. Além disso, eles não são indicadas para pessoas com problemas de pressão arterial.

Infravermelho como apoio aos astronautas

Surpreendentemente, uma pesquisa realizada pela NASA demonstrou que o infravermelho ajuda a manter o coração dos astronautas em condições ideais para a sobrevivência nas estações espaciais.

O infravermelho também aumenta a atividade enzimática no sistema digestivo, além disso, ele ajuda a acelerar o metabolismo.

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