OGM: entenda o que são Organismos Geneticamente Modificados

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28/10/2020 Por
OGM: entenda o que são Organismos Geneticamente Modificados

Os OGM contribuem para a conservação e produtividade. Com o avanço da biotecnologia, em meados de 1983 foram desenvolvidos os OGM, Organismos Geneticamente Modificados. Visando mais adaptabilidade e conservação, estes alimentos possuem grande contribuição para amenizar as adversidades naturais.

Os OGM, também conhecidos como transgênicos, possuem alterações genéticas em sua composição. Estas mudanças visam facilitar o cultivo e adaptação de um determinado vegetal, para que o produtor possa mais facilmente produzir e atender à demanda da sociedade.

OGM

O que é OGM?

OGM é um organismo modificado geneticamente, como vimos. Ademais, também chamados de transgênicos, nem sempre um transgênico é igual a um OGM. Desta forma, eles divergem entre si, apesar de serem similares.

Além disso, para serem considerados Organismos Geneticamente Modificados, estes organismos precisam sofrer alterações artificiais em seu genoma, sendo estas feitas por cientistas geneticistas. Estas alterações visam melhorar determinado alimento, planta, semente, inseto ou até animal.

O transgênico é um Organismo Geneticamente Modificado. Isso porque o transgênico teve a sua estrutura genética modificada em laboratório. Mas para ser um transgênico, é necessário que parte do DNA de outra espécie tenha sido incluída.

Ademais, exemplificando, uma banana transgênica precisa conter uma fração do DNA de uma laranja, abacate ou alguma outra fruta. Assim sendo, a banana transgênica poderia possuir alguns traços da laranja (caso usasse seu DNA), como a casca com tom alaranjado em vez de amarela.

Já no caso do OGM, basta que tenha sido alterado o seu DNA, sem necessariamente ter sido incluído o DNA de alguma outra espécie existente. Desta forma, para uma banana ser um OGM, ela precisa sofrer alguma mudança nas suas informações genéticas.

Outrossim, para melhor compreender o que é OGM, podemos analisar mais detalhes sobre as suas aplicações e exemplificar alguns casos e alimentos. Sempre salientando que a presença destes produtos está dentro de nossas casas e muitas vezes nem os percebemos.

Alguns exemplos de OGM

Veja uma lista contendo alguns exemplos de OGM que foram desenvolvidos pelos cientistas e pela CNTBio:

  • Tomate longa vida;
  • Milho, com cerca de 18 variedades aprovadas para consumo no país;
  • Soja, com quase 1/3 da produção nacional e cinco variantes da planta;
  • Mamão papaya.

Além destes citados acima, temos exemplos em alimentos como queijos, óleos de cozinha, abobrinha, arroz, feijão, entre outros. Além disso, a variedade é grande, e hoje já estamos consumindo ingredientes geneticamente modificados em pães e bolos e nem percebemos.

Entre outros exemplos, temos diversos OGMs em nosso dia a dia e nas nossas mesas. Inclusive, temos o caso do salmão americano que foi modificado geneticamente para crescer mais rápido, desta forma, ajudando a suprir a demanda americana por peixes.

Também nos Estados Unidos, temos os casos de alguns OGMs que não deram certo. São estes vegetais como o tomate “Flavr Savr Tomato” e a batata “New Leaf Potato”. Eles foram desenvolvidos, mas não emplacaram no mercado por questões econômicas.

O Brasil é o segundo maior produtor de organismos geneticamente modificados do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Ademais, mais da metade da produção agrícola nacional é composta de alimentos modificados geneticamente.

A soja lidera, em nosso país, como o alimento que mais possui variedades transgênicas. Segundo os dados da agência Celeres, na safra de 2012/13, 88,8% da produção nacional foi composta de soja OGM.

OGM

A história dos OGMs no Brasil

Foi justamente na década de 90 que os OGM começaram a ser produzidos no Brasil. No ano de 1998, foi proibida a comercialização de produtos OGMs pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, sendo liberada novamente só em 2003.

No ano de 2005, foi criada a Lei 11.105/05. Esta lei permite que sejam usados transgênicos sem que sejam feitos estudos de impacto ao meio ambiente. Além disso, neste mesmo ano foi criada a CNTBio, que é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

É a CNTBio que cuida do setor de biotecnologia nacional, sendo responsável por tudo que envolva OGMs. Em 2011, a CNTBio aprovou o primeiro produto desenvolvido exclusivamente com tecnologia nacional pela EMBRAPA. Este produto é o novo feijão carioca.

Quanto aos impactos dos OGMs na saúde humana, o Brasil possui poucos estudos sobre este assunto. Além disso, existem algumas controvérsias e até mesmo declarações polêmicas quanto a isso. Somente depois de desenvolvido este ponto, as opiniões serão mais claras.

Desde o ano de 2008 até agora, meados de 2020, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Outrossim, devido a isso, o país possui inúmeras leis que regulamentam o uso destes produtos em solo nacional.

OGM

OGMs e a economia

Os impactos do uso de Organismos Modificados Geneticamente em território nacional são muitos. Segundo a EMBRAPA, a necessidade do uso de transgênicos é alta, justamente porque aumentam a produtividade, melhoram condições de cultivo e reduzem custos de produção.

Isso facilita a vida do produtor rural, que recebe em mãos uma semente que se adapta mais facilmente às condições climáticas, possíveis pragas e até maior resistência ao uso de agrotóxicos. Além, é claro, de sua produção possuir maior conservabilidade.

Para a CNTBio, o uso de sementes modificadas geneticamente é fundamental. Isso porque nosso país possui clima tropical e úmido, que favorece o aparecimento de pragas e mosquitos. As modificações deixam as plantas mais resistentes a agrotóxicos, pragas e condições climáticas.

Isso porque a produção agrícola corresponde a 15% de todo o PIB nacional, tornando o uso dos OGMs uma coisa fundamental para o bom andamento da produtividade. Isso fora dito pelo então presidente da CNTBio, Flávio Finardi, no ano de 2013.

É evidente que os efeitos do uso de OGMs no país atingem intensamente a economia, de forma positiva. Porém, há controvérsias quanto à saúde pública. Segundo Gabriel Bianconi, pesquisador da AS-PTA, os efeitos são negativos.

Gabriel afirma que anos após a liberação do uso de produtos geneticamente modificados, o país tornou-se o maior usuário de agrotóxicos do mundo. Isso é visto por ele como um ponto negativo, já que pode ser prejudicial à saúde.

Assim sendo, existem controvérsias sobre os pontos positivos e negativos, mas com certeza o uso e liberação dos OGM é um assunto de extrema importância em nosso país e deve ser levado muito a sério pelas autoridades competentes.

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