Sabiá poca (ou sabiá-branco) é comum na América do Sul

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02/10/2020 Por
Sabiá poca (ou sabiá-branco) é comum na América do Sul

Apesar de ser pouco popular como demais parentes, o sabiá poca também é um símbolo de beleza da fauna nacional. Conhecer a fundo nossa flora e fauna ajuda a contribuir para uma melhora na conscientização e gestão ambiental de todos. Sem falar que esse debate gera um maior crescimento intelectual e abre novos leques de informação sobre milhares de seres vivos de nosso planeta. Este é o caso do nosso anfitrião do artigo: o sabiá poca.

Embora não seja tão famoso e conhecido do grande público, o sabiá poca também enfrenta os mesmos problemas de todos os outros. Isso quer dizer que beleza e belos cantos não os livrarão de maus-tratos e riscos de extinção. Assim sendo, deixamos nossa contribuição para a classe dos sabiás e vamos direto falar sobre nosso protagonista do artigo.

Sabiá poca

O que é sabiá poca?

Sabiá poca é uma entre as dezenas de variedades de sabiá que existem. Aliás, ele é muito conhecido pela população brasileira tanto pelo seu canto melancólico quanto pelo seu aspecto físico. Isso porque suas principais características são a fácil identificação através de uma mancha negra e até escura entre o bico e os olhos.

Além do mais, a maioria dos espécimes apresenta o crânio achatado, dando a impressão de que seu bico está na mesma linha da testa. Contudo, a papada branca e pequenas listras podem variar de ave para ave. Sem falar que algumas variações do sabiá poca podem apresentar uma espécie de “gola” branca que separa essas listras da área do peito.

Já em relação aos filhotes, assim que deixam o ninho, possuem as costas e asas pontilhadas de marrom claro, bem como ventre e peito com bolas esverdeadas e marrons. De qualquer forma, essa plumagem pode chegar até a maturidade, que já seriam os primeiros anos de vida.

Sobre seu tamanho, o sabiá poca pode chegar a ter mais de vinte centímetros de altura, mas são seus grandes olhos cercados por uma marca negra que chamam a atenção. Afinal, essa região entre o olho e o bico dá um toque de agressividade ao pássaro, juntamente a seu bico forte, pouco curvo e longo.

Falando sobre sua fase de reprodução, a ave tende a manter o bico em um tom bem amarelo, o que marca sua fase reprodutiva. Por outro lado, os exemplares mais adultos e jovens fora de fases de acasalamento costumam apresentar bico com variações amarelas ou tons bem mais escuros.

Enfim, sua grande popularidade é devida à sua ocorrência nas mais distintas regiões do Brasil, podendo apresentar uma série de nomes em cada localidade, como:

  • Bico-de-osso;
  • Sabiá-branco;
  • Sabiá-do-peito-branco;
  • Sabiá-bico-amarelo;
  • Sabiá-bico-de-osso;
  • Sabiá-bico-de-louça.

Sabiá poca

Comportamento do sabiá poca

Em relação à sua alimentação, uma ave da espécie sabiá poca costuma alimentar-se tanto de pequenas frutinhas quanto de pequenos insetos e invertebrados em geral. Por gostar de caminhar pelo solo, a ave ainda adora ingerir frutos oriundos da aroeira.

Até porque, assim como demais espécies de sabiás, a prática de usar o bico para escavar o chão e ciscar folhas secas é mais que comum. Neste caso, ao procurar presas, para cada movimento que faz com seu bico para as laterais, ele costuma dar um pequeno salto para trás.

Para fechar essa técnica de caça, esse sabiá ainda tende a ficar alguns segundos totalmente imóvel para conseguir alimentar-se. No entanto, caso essa técnica não funcione, ele salta à frente e volta a ciscar tudo de novo, retornando à posição original.

Por outro lado, se frutos de árvores com as figueiras estão dando mole ao cair no chão, basta que ele fique concentrado sob essas árvores para se empanturrarem à vontade.

De qualquer forma, seja no chão ou pousado em galhos altos, o sabiá poca possui um hábito interessante: o de balançar sua cauda no sentido vertical e de forma rápida e agitada.

Aliás, vale lembrar que seu pio vem do nome indígena em tupi que foi traduzido para “poca”, ou barulho. Fora este som, ele pode emitir até mesmo uma espécie de “miado” característico e bem baixinho.

Por certo, apesar de ser uma espécie de ave que tem hábitos quase florestais, o sabiá poca costuma ter ótima adaptação em locais arborizados de áreas urbanas. Para comprovar essa sua presença, basta que você o ouça cantar, o que acontece nas épocas de acasalamento.

Canto do sabiá poca

Assim como vários outros tipos dessa família de aves, o canto do sabiá poca também faz muito sucesso pela beleza. Um dos motivos de tanto encanto é que esses cantos de aves geralmente estão ligados aos processos de sedução e cortejo das fêmeas em épocas de reprodução.

Em contrapartida, para os humanos, toda essa sonoridade é compreendida como raros presentes da mãe natureza. Aliás, são tão belos que nos proporcionam a sensação de paz, serenidade e tranquilidade.

Por isso, assim como o sabiá poca, conheça outras espécies de aves que apresentam cantos belíssimos:

  • Curió: espécie de ave popular e nativa do Brasil;
  • Sabiá-laranjeira: ave comum na América do Sul e imortalizado pelo canto em músicas e poemas;
  • Uirapuru-verdadeiro: uma das aves típicas que ocorrem em regiões amazônicas.

Sabiá poca

Tipos de sabiá

Embora o sabiá laranjeira seja a espécie mais famosa por ser a ave símbolo do Brasil, ainda existem vários tipos de sabiá que você deveria conhecer.

Primeiro, saiba que grande parte dos sabiás pertence a um grupo de aves classificada como pássaros canoros, ou família dos Passeriformes. Como grandes exemplos de sabiás, temos algumas variedade populares:

  • Ferreiro;
  • Barranco;
  • Laranjeira;
  • Do campo;
  • Coleira;
  • Norte-americano.

Em linhas gerais, a exemplo do sabiá poca, essas aves costumam medir cerca de vinte e cinco centímetros na fase adulta, pesando em torno de oitenta gramas. De qualquer forma, para manterem suas linhagens, as épocas de acasalamento costumam abranger os meses de setembro a novembro.

Aliás, assim como acontece com a espécie sabiá poca, a grande marca dessa fase de reprodução é a presença da cantoria dos machos logo nas primeiras horas do dia e também aos fins de tarde. Assim, além de atrair e conquistar fêmeas, ele aproveita e demarca seu território.

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