Variabilidade genética determina as características dos seres

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02/04/2019 Por
Variabilidade genética determina as características dos seres

Variabilidade genética corresponde a qualquer alteração no material genético de um organismo

A variabilidade genética determina o seu conjunto de características morfológicas e fisiológicas. Por isso, é capaz de responder às mudanças ambientais.

A variabilidade genética ocorre através da mutação (fonte primária de toda variabilidade genética) e de recombinações gênicas.

Variabilidade genética

O que é variabilidade genética?

O conceito de variabilidade genética refere-se às variações dos genes entre indivíduos de uma população. Mutação e recombinação genética são responsáveis pela variedade genética. A mutação promove o aparecimento de novos alelos, o que pode alterar a expressão de um determinado fenótipo.

Essa situação promove a variabilidade genética e pode favorecer ou prejudicar a adaptação de uma espécie, relacionando-se com a seleção natural de Darwin. Ela também ocorre por exposição a fatores externos, derivação genética ou novas combinações a partir da reprodução sexuada

Importância da variabilidade genética

É graças à variabilidade genética que ocorre a evolução e a adaptação dos organismos ao ambiente. A variabilidade genética contribui para a persistência evolutiva das espécies.

Variabilidade genética em bactérias

Bactérias são microrganismos com uma alta capacidade de se reproduzir e apresentam basicamente a reprodução assexuada como processo de formação de novos indivíduos. Entretanto, mesmo não apresentando reprodução sexuada, em certas espécies ocorrem processos nos quais a mistura de material genético permite a formação de bactérias diferentes.

Esses processos são conhecidos como recombinação genética em bactérias e podem ocorrer de 3 formas básicas: transformação, transdução e conjugação.

  • Transformação: A transformação bacteriana ocorre pela absorção de fragmentos de DNA presentes no ambiente, originados de outras bactérias mortas e decompostas. Essa molécula ou fragmento será incorporado ao DNA da bactéria através da permuta de bases entre o DNA original e o fragmento absorvido. Caso haja compatibilidade nesta troca, o fragmento passa a fazer parte do material genético da bactéria sendo duplicado e passado durante a reprodução binária. Por exemplo: esse tipo de processo é utilizado em bactérias E. coli para a produção da insulina.
  • Transdução: É quando uma bactéria tem pedaços de seu material genético transportado para outra bactéria, através da ação de vírus bacteriófagos. Para que isso ocorra, é necessário que pedaços do DNA bacteriano sejam incorporados ao material genético viral.
  • Conjugação: A conjugação é o tipo de reprodução recombinante mais conhecido. Neste evento, existe a formação de uma ponte ou pelo que conectará duas bactérias. A bactéria que doar seu material genético não sofrerá modificação, mas a receptora sairá desta conjugação modificada. Essa recombinação, por sua vez, leva à origem de linhagens de superbactérias. Elas são, portanto, resistentes a diversos tipos de antibióticos, como as que caracterizam a infecção hospitalar.

Superbactérias

Superbactérias é o nome dado ao grupo de bactérias que consegue resistir ao tratamento com o uso de uma grande quantidade de antibióticos. Elas geralmente residem no ambiente hospitalar e, além disso, surgem em função do uso de antibióticos de forma incorreta, indiscriminada ou sem prescrição e acompanhamento de um médico.

Variabilidade genética

Superbactérias na criação animal

O uso de antimicrobianos como promotores de crescimento em animais saudáveis acaba aumentando a incidência das superbactérias. As bactérias mais resistentes se multiplicam. Com isso, transmitem a capacidade de resistir ao antimicrobiano para outras bactérias que não possuíam essa função.

Cientes desse aspecto da variabilidade genética, alguns países europeus proibiram a prática. Por outro lado, no Brasil ainda é liberado. Animais saudáveis não precisam de antimicrobianos.

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