A vegetação brasileira é muito rica em biodiversidade devido ao clima favorável
A vegetação no Brasil é muito abundante em diversidade em razão do clima e solo favoráveis ao cultivo. Por isso, o solo brasileiro é conhecido como muito fértil e adaptável para diversos tipos de vegetações.
A vegetação é um ecossistema que depende diretamente do tipo de clima do local. Dessa forma, quanto mais estável for a condição climática do local, maior a chance de uma vegetação rica em nutrientes ser cultivada.
O que é vegetação?
A vegetação é um termo utilizado para denominar todo tipo de vida vegetal de um local, ou seja, todas as formas de vida presentes no solo. Qualquer tipo de estrutura que tenha características botânicas é reconhecida como vegetação. A vegetação de um local é algo mais amplo que o termo flora, pois implica todos os tipos de um conjunto de plantas; em qualquer local e de qualquer espécie. Ao passo que a flora diz respeito aos vegetais, flores e frutos.
Além disso, para que a vegetação se desenvolva, é necessário que o local disponha de certos elementos. Fatores como a umidade, variação de temperatura, alcance solar e solo favorável, por exemplo, facilitam o crescimento de uma vegetação mais saudável e de forma contínua.
Entre os principais tipos de vegetação do mundo, podemos citar:
- deserto
- estepe
- floresta temperada
- floresta tropical
- savana
- vegetação de montanha
- floresta de coníferas
- tundra
Em meio a estes tipos, os mais comuns no Brasil são os caraterizados pela abundância do crescimento de plantas. Isso pode ser explicado pelo fato de que o tipo de vegetação de um local é determinado pelo seu tipo de clima.
Vegetação do Brasil
As vegetações brasileiras podem ser divididas em oito tipos bem demarcados, em razão do clima típico tropical. Cada um deles é nativo de uma região justamente pelas suas necessidades morfológicas. Portanto, em razão disso, grande parte das vegetações do Brasil serve como referência mundial e desperta a curiosidade de diversos agricultores quanto ao solo fértil e facilidade de cultivo.
Os oito tipos de vegetação presentes no Brasil são os seguintes:
Floresta Amazônica
Este tipo de vegetação apresenta clima equatorial e comporta milhares de espécies de animais e vegetais. A flora do local é muito rica em biodiversidade devido às suas condições climáticas. A floresta amazônica é considerada uma floresta Latifoliada e apresenta folhas largas em suas árvores.
Caatinga
Este tipo de vegetação fica localizado Nordeste brasileiro e é bastante comum em climas semiáridos. Além disso, é comum encontrar plantas espinhosas e com poucos nutrientes no ambiente. Contudo, nos últimos anos, este tipo de vegetação vem sofrendo desmatamento. Este fenômeno dificulta que a região tenha um desenvolvimento contínuo.
Mata Atlântica
No caso da mata atlântica, sua característica mais marcante é o clima tropical úmido. Isso faz com que sua vegetação seja rica em biodiversidade e abrigue vários tipos de animais. Contudo, este tipo de vegetação é o que mais sofreu com danos por desmatamento no país, em razão de uma alta exploração que, por vezes, pode ser prejudicial ao ambiente. A região brasileira com maior índice deste tipo de vegetação vai do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul.
Cerrado
O cerrado é uma vegetação típica do Planalto Central do país e seu clima é denominado como tropical semiúmido. Esta formação vegetal é a segunda maior no Brasil. Embora a sua paisagem seja composta por árvores de pequeno porte, o cerrado é considerado a vegetação com maior diversidade em todo o mundo. Uma das plantações mais comuns que se pode encontrar nele é a de cana-de-açúcar. Outro ramo do agronegócio que se interessa por este ecossistema é a pecuária, justamente pelo caráter de uma plantação com árvores mais baixas, ideal para criação do gado.
Pantanal
O pantanal do Brasil é notado nas regiões do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Este tipo de vegetação é caracterizado por uma formação heterogênea, ou seja, composta por variados tipos de ecossistemas. É muito comum encontrar este tipo de vegetação em regiões com uma grande incidência de chuvas; o que provoca alagamentos na área, que só se normaliza com o crescimento das plantações.
Mangues
O mangue é comumente encontrado em regiões litorâneas. Em âmbito geral, esta vegetação brasileira é localizada em áreas mais baixas do litoral, e está mais sujeita à ação do oceano e das marés. Dessa forma, pode ser denominada como uma região alagadiça; que, ainda assim, desempenha um papel importante na preservação de espécies vegetais e animais.
Mata araucária
A mata araucária pode se vista em boa parte do estado do Paraná. Seu clima característico é o subtropical, embora seja muito difícil encontrar este bioma em estado natural; principalmente, em razão da alta exploração neste tipo de vegetação. O mercado da madeira é um bom exemplo disso, tendo em vista que a região destaca árvores de alta qualidade que são frequentemente usadas como fonte de lucro.
Pampa
Este tipo de formação vegetal é também denominado como campos sulinos. A pampa é caracterizada por apresentar clima subtropical e uma vegetação de caráter rasteiro. A maior predominância nesse ambiente é de capins e gramíneas – ou seja, vegetação rasa e ideal para a pecuária. Outros tipos de vegetação não fazem parte do solo brasileiro, já que o clima tropical do país não permite a formação de outros tipos de bioma.
Preservação da vegetação
Tendo em vista a grande importância dos diferentes tipos de vegetação para a continuidade da saúde e preservação da fauna e flora, de modo geral; fica claro que optar pela exploração sustentável dos diferentes biomas – seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo – é fundamental.
Isso porque todos os tipos de vegetação destacam uma rica biodiversidade. Por isso, também é importante lembrar que algumas práticas agrícolas podem prejudicar o ecossistema como um todo; buscando uma análise mais profunda em relação ao uso de determinados insumos agrícolas, por exemplo. Fica claro, portanto, que prezar pela manutenção das vegetações locais é importante, assim como encontrar formas de realizar a exploração do ecossistema de maneira consciente; priorizando práticas ecológicas como a do reflorestamento.