3 Corações é gigante cafeeira presente em 6 países da América do Sul

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09/08/2019 Por
3 Corações é gigante cafeeira presente em 6 países da América do Sul

3 Corações é líder de mercado no setor cafeeiro do Brasil

A 3 Corações é uma líder de mercado quando o assunto é café moído e torrado. A empresa alimentícia é o resultado de uma parceria dupla e repleta de potencial. Seus congêneres são a São Miguel Holding, proprietária da empresa brasileira Santa Clara, e a israelense Strauss, dona da marca Café Três Corações.

A indústria de alimentos estende sua atuação pelos mais variados segmentos do mercado. Entre seus investimentos principais estão o café 3 Corações, cápsulas Três Corações, achocolatados, temperos, refrescos, derivados do milho e máquinas multibebidas.

3 Corações

O que é 3 Corações?

3 Corações é uma marca alimentícia especializada em café e produtos diversos. De acordo com a ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), quando se refere ao setor cafeeiro, a 3 Corações assume o posto de maior empresa do Brasil. Apenas no ano de 2016, o faturamento da marca atingiu o lucro de 3 bilhões de reais.

A história do grupo 3 Corações

A história dessa empresa tem início há cerca de sessenta anos, em 1959. Sua origem remete ao Rio Grande do Norte, especificamente à cidade de São Miguel. Foi nestas terras que seu fundador, João Alves Lima, investiu seu primeiro lance no ramo da venda de café verde.

Decerto, à época, Alves Lima não imaginava a proporção que a iniciativa tomaria, tampouco o rumo que ela daria ao futuro de seus negócios. Nas décadas seguintes, as vendas de café cresceram copiosamente ao ponto de lançá-lo ao pódio. De fato, a empresa, que iniciou de modo modesto, a partir de um homem, se transformou em um império cafeeiro.

A 3 Corações se tornou a líder brasileira no setor cafeeiro de grãos torrados e moídos. Atualmente, a empresa conta com um total de cinco fábricas distribuídas pelo Brasil. Suas filiais podem ser encontradas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e no Ceará.

O potencial da marca 3 corações

De fato, João Alves Lima deu o primeiro movimento rumo ao topo em 1959. Contudo, foi apenas no ano de 1961 que ocorreu sua entrada no ramo do varejo.

A estreia foi possível devido à aquisição de um moinho, local voltado para as atividades de moer e torrar os grãos de café. Em seguida, veio o lançamento do café Nossa Senhora de Fátima. O café passou por uma renomeação na década de oitenta, quando passou a se chamar café Santa Clara.

Sem dúvida, este evento foi um divisor de águas para João e para o futuro de sua estimada marca. O marco foi responsável pelo pontapé inicial ao sucesso da indústria de café torrado.

A partir desse ponto, a marca se expandiu exponencialmente a partir de aquisições. A principal delas, sem dúvida, aconteceu em 2005, com a adquirição da joint venture com a israelense Strauss Group. À época, esta detinha a marca 3 Corações, que seria promovida, a partir desse momento, a carro chefe da empresa de João Alves Lima.

Cinco anos depois, uma nova atualização seria de suma importância para o que a empresa representa atualmente. No ano de 2010, a joint venture, que até o presente momento atendia pelo nome de Santa Clara Participações, adotou para si o nome de 3 Corações.

3 Corações

A expansão da 3 corações pelo Brasil

Apesar das aquisições, o processo de expansão nacional da marca alimentícia teve início nas décadas anteriores. Em suma, o primeiro feito de filiação ocorreu no final da década de oitenta. Neste ano em especial, uma fábrica vinculada à marca foi inaugurada no Ceará, na cidade de Eusébio. A cidade abriga também a sede da companhia, garantindo, desse modo, que o café chegue às regiões Norte e Nordeste do Brasil.

O alcance ao Sudoeste, por sua vez, ocorreu em 2003, propiciado pela aquisição da marca Pimpinela, localizada no estado do Rio de Janeiro. Todavia, a ascensão atingiu patamares mais altos a partir da união com a empresa Strauss.

Pode-se dizer, assim, que este foi o fator decisivo para seu alcance em escala nacional. Afinal, a mesma época foi acompanhada pelo princípio de internacionalização da 3 Corações. Isto é, a partir deste feito, a marca passou a investir na exportação de café verde, bem como na de café moído e torrado.

As aquisições da empresa 3 Corações

Mas as aquisições não pararam por aí. A empresa continuou seu processo de expansão, visando novos territórios e patamares cada vez mais altos. Entre as aquisições subsequentes encontram-se a Companhia Iguaçu, no ano de 2016; a Itamaraty, no ano de 2014; a Fino Grão, adquirida em 2011 pelo valor de cinquenta milhões; e, por fim, o Café Letícia, obtido durante o ano de 2009.

No ano de 2013, a marca 3 corações lançou uma máquina multibebidas, nomeada como TRES. A máquina é pensada para o preparo de café expresso em cápsulas. Sua criação foi fruto de uma parceria com a Caffitaly, empresa italiana de máquinas de café.

A associação com a marca italiana Caffitaly foi vital para favorecer o investimento em cápsulas 3 Corações. Com o capital de cinquenta milhões de reais, foi construída, em Montes Claros, Minas Gerais, uma fábrica de cápsulas. Atualmente, a fábrica é encarregada pela produção mensal de seis milhões de cápsulas de café – um número que, decerto, reverte lucros à empresa alimentícia.

3 Corações

3 Corações: muito além do café

Apesar de liderar o setor cafeeiro, engana-se quem pensa que as atividades da empresa se restringem ao café. Seu portfólio de produtos é variado e a companhia está envolvida, desde 2009, com o mercado de refrescos. A entrada no segmento ocorreu com a aquisição da marca Tornado da Unilever, bem como da marca Frisco.

Os produtos derivados do milho também recebem certo protagonismo. Afinal, o grupo é proprietário das marcas Kimimo, Dona Clara e Claramil. Através delas, provém ao mercado derivados como amido de milho e farinha de flocos. Os produtos são muito populares no Norte e Nordeste.

Receita bilionária

João Alves Lima talvez não soubesse, na década de cinquenta, que estava dando início à trajetória bilionária da 3 Corações. De fato, seu investimento formaria uma receita opulenta, faturando 3,1 bilhões de reais em 2016. Ou seja, um aumento de 22,15% em comparação ao ano de 2015, superando até mesmo a crise econômica.

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