Ameixa seca é petisco popular e usada no combate à prisão de ventre

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21/09/2019 Por
Ameixa seca é petisco popular e usada no combate à prisão de ventre

A ameixa seca é um petisco repleto de nutrientes e bastante saudável, podendo ser utilizada para complementar qualquer refeição

Embora a ameixa seca não tenha um aspecto de grande beleza, ela é extremamente nutritiva e vantajosa para quem a consome regularmente.

Com efeito, a ameixa seca apresenta inúmeras propriedades interessantes, tais como a existência de compostos antioxidantes capazes de proteger as células dos danos, melhorando a saúde e proporcionando uma agradável sensação de bem-estar.

Ameixa seca

O que é ameixa seca?

Ameixa seca é uma “apresentação” da ameixa. Em outras palavras, a forma mais rápida de entender o que é ameixa seca consiste em lembrar que se trata de uma fruta desidratada.

A despeito do fato de que ela é amplamente reconhecida como um poderoso estimulante intestinal, suas propriedades não param por aí. Os benefícios da ameixa seca para a saúde são surpreendentes.

Por ser desidratada, a fruta ajuda no combate a certos tipos de anemia, à medida que possui substâncias que auxiliam na absorção de ferro – um nutriente essencial para o correto funcionamento do organismo.

Ademais, ela reduz as chances do desenvolvimento de osteoporose, já que suprime as taxas de absorção ósseas, sendo rica em vitaminas C, B2 e A (sob a forma de betacarotenos). Ameixas secas possuem, também, potássio e mais fibras do que quaisquer outras frutas, legumes ou hortaliças.

Como é feita a ameixa seca?

Há uma série de passos para a produção da ameixa seca, conforme você confere a seguir.

Secagem da ameixa

A secagem da ameixa, tal como a produção de passas, envolve práticas utilizadas para aproveitar os excedentes de produção. Além de agregar mais valor aos produtos, prolongam sua vida útil, uma vez que permitem o armazenamento e a comercialização fora dos períodos de safra.

Com suas peculiaridades, a ameixa é um fruto apropriado para a obtenção de produtos finais de alta qualidade, sendo extensamente distribuída e cultivada por quase todo o território nacional.

No que tange à produção da ameixa seca, os registros dos produtos dependem de soluções e alternativas técnicas de secagem. Distintos requisitos voltados à higiene somam-se aos fluxos de produção e, sobretudo, à administração desse processo.

Tais atividades não são facilmente cumpridas pelos produtores. Não obstante, para as grandes empresas, os requisitos podem ser cumpridos por equipes especializadas e profissionais pontualmente contratados para atender a funções específicas.

Processamento da ameixa

Para desidratar ameixas, a relação entre graus de maturidade das frutas e seus teores de açúcar é um dos elementos mais relevantes. Tenha em mente que as ameixas secas têm o aroma e o sabor acentuados sem que, para tanto, quaisquer quantidades de açúcares sejam realmente adicionadas.

Isso ocorre porque o açúcar presente nas ameixas que, antes do processo, encontrava-se dissolvido em água, aparecerá concentrado. Segundo a avaliação desses parâmetros, o mais indicado é trabalhar com frutas em seu ponto exato de maturação. Logo, os processos industriais evitam aquelas consideradas “verdes”.

Caso contrário, os produtos finais obterão uma tonalidade clara, sendo menos doces e pouco saborosos. Por outro lado, as ameixas amadurecidas além do ponto fornecem produtos de coloração escura e sujeitos à fermentação.

Em termos comparativos, basta lembrar que frutas como a banana e a pera (assim como a ameixa) podem ser colhidas antes de amadurecer e levadas às câmaras frias, a fim de que atinjam as quantidades desejadas de açúcar. Outros frutos, como damasco e pêssego, devem amadurecer no pomar.

Ameixa seca

Recepção

A recepção das ameixas, assim como em qualquer processo industrial, deve ocorrer fora da fábrica. Afinal, é imprescindível impedir que eventuais contaminações trazidas do campo cheguem ao seu interior. Os frutos são pesados nesse momento.

Lavagem

As ameixas, ao chegarem às unidades de processamento, passam por lavagens iniciais em água corrente. O que é feito para amolecer e retirar as sujeiras mais grosseiras, como cargas microbianas, terras e restos de folhas. Nessa fase, são cortadas as partes muito maduras ou podres, as folhas e os talos.

Na sequência, a lavagem é efetuada em água clorada. O processo industrial observa uma média de 10 ppm de água sanitária durante 15 minutos. Quanto mais a ameixa estiver afetada pela podridão, tanto maior deverá ser a concentração de água clorada.

Esse procedimento pode ser efetuado por meio da agitação em tanques de plásticos HPED (sigla inglesa para “Polietileno de Alta Densidade”, em tradução livre). Alguns frutos requerem, inclusive, escovação para assegurar uma limpeza adequada.

Desidratação da ameixa

Os tratamentos térmicos, nos processos de desidratação, objetivam eliminar totalmente quaisquer microrganismos remanescentes. Esse procedimento torna o produto estéril comercialmente e aprimora as propriedades da ameixa seca, desde uma perspectiva organoplética. Isso garante padrões adequados de aroma, odor, sabor e textura.

A desidratação, logo, é um dos métodos mais importantes para preservação do alimento. Os sólidos secos, durante a secagem, migram em direção às camadas mais externas da ameixa. Ao se retraírem rapidamente, eles comprimem suas camadas internas que, desse modo, mantêm um maior nível de umidade.

Ao longo de todo o processo de secagem, é possível observar o surgimento de uma pressão intensa. Esse gradiente permanece até o fim da operação, permitindo a uniformidade nos conteúdos de umidade.

A própria velocidade de contração da ameixa seca tende a variar a partir do reposicionamento de seus elementos interiores. Outro fator relevante é o tempo de secagem que se aproxima da superfície, sobretudo no estágio inicial do procedimento.

Composição biológica da ameixa seca

Há variados graus de fatores que influenciam significativamente a composição físico-química e a estruturação biológica das ameixas ao longo dos períodos de colheita.

Durante a maturação, seu comportamento fisiológico evidencia a possibilidade de encontrar importantes variações nas características físico-químicas da ameixa. Sendo assim, não existe um padrão de comportamento em todas as ameixas. Nem mesmo daquelas que são procedentes de um mesmo ponto de safra ou colheita.

Ameixa seca

Portanto, as análises dos conteúdos dos sólidos solúveis tendem, sempre, a indicar variações na unidade de medida Brix. Principalmente, nas amostras que são retiradas de faces opostas de um mesmo fruto.

O principal instrumento usado para essa avaliação é o refratrômetro – aparelho relativamente simples que proporciona uma leitura direta das porcentagens dos sólidos solúveis existentes no caldo da fruta.

À medida que os teores de sacarose se elevam ao crescerem os sólidos solúveis (levando-se em consideração a estreita correlação entre ambos os fatores, principalmente, em frutos maduros) o Brix refratométrico é, de fato, um método correto e fácil de determinar o nível de maturação das ameixas.

As operações consistem na retirada da parte média de uma amostra da fruta. Após serem comprimidas em prensas manuais, as ameixas oferecem gotas de caldo que são pingadas em prismas. A leitura, então, é realizada em uma escala que delimita a distinção dos campos.

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