Maricultura é a criação de espécies marinhas com fins comerciais

Inicio » Agronegócio » Maricultura é a criação de espécies marinhas com fins comerciais
08/11/2020 Por
Maricultura é a criação de espécies marinhas com fins comerciais

Com o crescimento do mercado voltado ao consumo de moluscos, maricultura vem ganhando destaque. A maricultura visa cultivar organismos marinhos, como peixes, alguns invertebrados e algas, que são muito utilizados no nicho de ornamentais, por exemplo.

Porém, a maricultura, em sua maior parte, é voltada para o cultivo de pequenos animais marinhos que serão destinados ao consumo humano. Essa atividade é realizada nas regiões costeiras e pode também ser desenvolvida em mar aberto, que exige um pouco mais de estrutura para o cultivo.

Maricultura

O que é maricultura?

A maricultura é um ramo da aquicultura, sendo, mais especificamente, a criação ou cultivo de organismos e pequenos animais marinhos, normalmente com objetivo de comércio para o consumo humano. Essa é uma atividade que vem crescendo em todo o mundo, devido ao aumento da procura por estes alimentos, como os camarões, mariscos e ostras.

Essa atividade se caracteriza pelo cultivo controlado de organismos aquáticos, ou seja, de uma forma que não acontece espontaneamente na natureza, sendo realizado em um ambiente controlado.

Assim, a criação de espécies que não são nativas de um local, podem ser introduzidas de forma proposital, para se adaptar e povoar um ambiente, diversificando as espécies cultivadas.
As ostras por exemplo, são transportadas, inclusive acidentalmente, e tem sido cultivadas em águas distantes da região de origem, com fins comerciais. Dessa forma, várias espécies marinhas foram levadas para várias partes do mundo. Entretanto, com práticas mais modernas da maricultura, o problema da introdução acidental de espécies tem diminuído.

Maricultura no Brasil

A maricultura no Brasil cultiva, principalmente, os crustáceos e moluscos nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país. As principais espécies cultivadas são:

  • o mexilhão perna perna – encontrado em quase litoral brasileiro;
  • a vieira Nodipecten nodosus ou vieira de pata de leão;
  • ostras da espécie Crassostrea rhizophorae, conhecida como ostra de mangue ou ostra nativa;
  • Crassostrea gigas, também chamada de ostra do Pacífico, já que é nativa da regiões costeiras do Oceano Pacífico.

No Brasil, o estado de Santa Catarina se destaca na produção de mexilhões, ostras e também vieiras, sendo responsável por boa parte da produção nacional.

Em alguns estados, como em Santa Catarina, é possível encontrar curso de maricultura, que normalmente são oferecidos pela Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina).

De acordo com Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Cedap/Epagri), em 2018, Santa Catarina foi responsável por produzir cerca de 14 mil toneladas desses organismos.

Maricultura

Atividades como a maricultura podem ajudar na melhoria da qualidade de vida dos envolvidos nessa cadeia produtiva, gerando empregos e fonte de renda, além de ajudar a produzir uma fonte de alimento para uma população crescente no mundo todo.

Ademais, para evitar uma maior degradação dos recursos marinhos, é preciso investir em formas de se propagar essas espécies, tanto para a natureza quanto para manter o emprego de muitas populações litorâneas.

Assim, esse segmento é visto como uma forma econômica para suprir a demanda comercial desses alimentos, preservando estoques naturais dos recursos pesqueiros. Os maiores produtores mundiais de maricultura são a China, Peru, Japão, Índia e Estados Unidos.

Compartilhe sua opinião

Agro20 | Portal Vida No Campo