Regeneração pode ocorrer tanto no ecossistema quanto em seres vivos

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20/08/2020 Por
Regeneração pode ocorrer tanto no ecossistema quanto em seres vivos

Algumas partes do corpo podem ser reparadas muito bem após uma lesão, mas em outras não há reparo. Obviamente, não podemos crescer um braço ou uma perna inteira. Entretanto, em determinados animais, pode ocorrer a regeneração do corpo inteiro. O que podemos aprender?

Existem muitos animais que podem regenerar partes complexas do corpo com função e forma completas após amputação ou lesão. O verme, por exemplo, tem a regeneração da cauda ou até da cabeça. Os sapos podem regenerar o tecido dos membros, cauda, ​​cérebro e olhos ao longo de suas vidas.

Regeneração

O que é regeneração?

Regeneração é a capacidade dos tecidos, órgãos ou mesmo organismos se renovarem. Ainda melhor, é a capacidade de se recomporem após danos físicos consideráveis.

Isso se deve à capacidade das células não afetadas de se multiplicarem. E, em acordo com a necessidade, de se diferenciarem, a fim de recompor a parte lesionada.

A regeneração celular

Às vezes machucamos determinadas partes do corpo, sendo um ferimento superficial ou mais profundo. Imediatamente o corpo dá início a um processo chamado “regeneração celular”.

Este processo é um dos mais importantes para que seja feita uma manutenção funcional e física dos seres vivos. Este processo permite que a parte gasta, danificada ou perdida seja substituída.

A pele possui como função proteger órgãos e tecidos, bem como fazer a regulagem da temperatura corporal. Considerada o órgão humano de maior extensão, produz cerca de 1250 células diariamente para cada um dos cm² de pele nas situações normais.

A regeneração celular divide-se em dois tipos: fisiológica e por substituição. A fisiológica garante uma renovação das partes do corpo gastas continuamente. Por exemplo, a camada externa da pele que está em constante atrito. A regeneração feita por substituição não se mostra comum para todos os seres vivos.

No ser humano, a regeneração tem o papel essencial para uma boa manutenção dos organismos. Isso se dá por meio do processo de mitose, que é a divisão conservativa celular.

Quando ocorre um machucado tem-se o processo da cicatrização, que se realiza por miofibroblastos. Estes fazem a regeneração que migra para os ferimentos, produzindo fibras colágenas. A partir daí, as áreas danificadas já são cobertas.

Graças a esse processo constante, sempre nos mantemos bem com o corpo, afinal, a exposição a situações arriscadas e doenças também é constante. Assim, a pele se apresenta como um escudo imprescindível para tais condições.

A regeneração óssea

Em uma fratura sempre ocorrem hemorragias locais por conta lesão de vasos sanguíneos dos ossos e periósteo. Ocorre também uma morte das células ósseas e da matriz junto à parte fraturada.

A regeneração óssea ocorre com os restos da matriz e celulares sendo removidos por conta dos macrófagos. O endósteo e o periósteo que estão próximos ao local fraturado respondem com intensas proliferações, formando tecidos ricos em célula osteogênica. Estas formam um colar em volta da fratura, penetrando entre a extremidade óssea rompida.

Neste colar ou anel conjuntivo, surge um tecido imaturo ósseo. Assim ocorre a ossificação endocondral dos pedaços pequenos da cartilagem, ou seja, a ossificação intramembranosa.

Regeneração

A regeneração da pele

A pele possui 3 camadas: a epiderme, a derme, bem como a subcutânea. Todas essas camadas são capazes de ter a regeneração da pele, mas os processos diferem de uma para a outra.

Quando algo prejudica sua integridade, a inflamação é uma resposta imediata dada pelo do corpo. Os ditos glóbulos brancos saem dos respectivos vasos sanguíneos para a parte interna da ferida, que pode se mostrar sendo um corte, um arranhão ou queimadura.

Posteriormente, diversas células imunes – que incluem células T, mastócitos e Langerhans – liberam as substâncias químicas, citocinas e quimiocinas. Essas substâncias acabam atraindo outras células, tal como os macrófagos, para essa área.

Como resultado tem-se a liberação do óxido nítrico, bem como de outras substâncias que passam a conduzir o estágio inicial da angiogênese. Assim, criam-se vasos sanguíneos novos em substituição aos danificados no acidente precipitante.

A regeneração natural

A regeneração natural não ocorre somente em animais ou humanos, pelo contrário. Este é o processo pelo qual as florestas são reabastecidas por árvores que se desenvolvem a partir de sementes que caem e germinam in situ.

Durante a maior parte dos últimos dois ou três séculos, os silvicultores reabasteceram e criaram florestas usando transplantes cultivados em viveiros.

A regeneração natural raramente era usada até o final dos anos 80. Posteriormente, passou a ser comumente popular, pois havia uma combinação de fatores que incluíam:

  • O desejo de “fazer as coisas com mais naturalidade”;
  • A necessidade de uma mudança na estrutura de doações.

No entanto, poucos gestores florestais tinham alguma experiência no uso bem-sucedido da regeneração natural. Isso era muito menos previsível do que o reabastecimento usando transplantes.

Regeneração

O reabastecimento florestal

O reabastecimento por regeneração natural costuma ser insatisfatório, frequentemente por razões desconhecidas. Isso demonstra a necessidade de pesquisas para entender os processos que ocorrem. Após pesquisas, que tentaram definir o estado das florestas, foram iniciados estudos dos seguintes tópicos:

  • Os danos causados ​​pelas tempestades às florestas e a investigação do reabastecimento por este processo regenerativo concluído recentemente;
  • O desenvolvimento da flora do solo podendo ser extenso após as operações florestais realizadas para promover as regenerações naturais.

Essas mudanças na flora do solo em parcelas temporárias e permanentes foram observadas em vários locais. Fez-se isso a fim de investigar como elas podem influenciar a sobrevivência e o crescimento de mudas de árvores e arbustos.

O estabelecimento de mudas de algumas espécies foi observado seguindo alguns critérios:

  • O crescimento das espécies arbóreas;
  • A sobrevivência das plantas que crescem após operações silviculturais para promover uma regeneração de cunho natural.

Os danos causados por conta do habitat de alguns animais são um problema sério na maioria das florestas de várzea. Estes podem retardar ou impedir a renovação natural satisfatória. A influência do dano no crescimento e sobrevivência das mudas deve ser verificada de tempos em tempos para que as soluções sejam previstas.

A competição com outra vegetação pode inibir o crescimento ou causar a morte de mudas de árvores. Estudos em viveiros investigaram a competição entre mudas de árvores e grama. Entretanto, as soluções para esses problemas relacionados à regeneração natural são amplamente aplicadas.

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