Solo é recurso fundamental para o universo agrícola e sua produtividade

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29/07/2019 Por
Solo é recurso fundamental para o universo agrícola e sua produtividade

Solo pode ser caracterizado de diferentes maneiras, conforme as suas condições de plantio

O solo apresenta inúmeros minerais que são essenciais para as plantas. Portanto, compreendem os critérios de direto ou indireto. O solo direto precisa fazer parte de algum tipo de composto ou reação, que, de fato, a planta não consegue viver sem.

Já o solo indireto é definido pelo elemento que não pode sofrer a substituição por outros. No caso, esses elementos são conhecidos como macronutrientes. São eles N, K, Ca, P, S e Mg. Esses minerais são exigidos em quantidades grandes por culturas.

Solo

Existem também os micronutrientes. Eles são B, Cu, Fe, Cl, Zn, Mo, Mn, (Ni) e (Si). A exigência desses minerais são mínimas para as culturas. Em razão do clima, grande parte das áreas tropicais possuem nível de acidez alto e médio, bem como um grau baixo de elementos essenciais.

O que é solo?

Solo é o resultado da manifestação da natureza durante um longo período tempo; em que fragmentos orgânicos e minerais são depositados em espaços horizontais. Toda a composição ocorre em virtude do efeito da chuva, frio, vento, calor e organismos como bactérias, cupins, fungos, minhocas e até formigas; elementos capazes de desgastar rochedos lentamente pelo relevo terrestre.

Para se ter uma noção maior desse processo lento, explica-se que é preciso uma média de 400 anos para que aconteça a formação de 1 centímetro do solo.

Tipos de solo

Há tipos distintos do solo, que favorecem ou não determinadas plantações. Entre os principais exemplos de solo, podemos citar os seguintes:

Solo

  • solo humoso: é comum em áreas de grande concentração de húmus; materiais orgânicos que estão se decompondo; trata-se de um solo agrícola, porque apresenta muita fertilidade para a plantação;
  • solo argiloso: tem consistência fina e impermeabilidade à água; o comum é a terra roxa e se trata, também, de um solo excelente para a agricultura;
  • solo arenoso: consiste num solo granuloso, parecido com a areia; é comum nas áreas nordestinas brasileiras; tem permeabilidade à água;
  • solo calcário: composto por fragmentos rochosos; é seco e provoca calor ao estar em contato com o sol; não é conveniente para o setor agrícola.

Características do solo

Os aspectos que colaboram para caracterizar um solo são os seguintes: os raios solares, o clima, o rochedo que deu origem ao solo, a cobertura vegetal, os materiais orgânicos, etc.

É um tipo de camada da superfície da crosta da Terra, composto, basicamente, pelos minerais aglomerados e pela matéria orgânica que se decompõe de plantas e dos animais. O solo é essencial para a vida de diversas plantas, animais e seres em geral de diferentes espécies.

Ele atua como uma fonte de nutrientes para plantas e seus compostos geram interferência direta na produção da agricultura.

Solo

As características principais são suas próprias funções, considerando a importância para nutrir vegetais e se fixar à terra. É essencial para que se produza matéria-prima e alimentos. A camada terrestre recebe grandes quantidades de resíduos que provém da atividade humana e tem uso na manufatura, construções civis e demais áreas.

Como se forma o solo?

Ele se forma a partir do tempo, com efeito do sol, da água, ventos e as temperaturas distintas. Essas rochas têm transformação em fragmentos pequenos como o pó e a areia.

As partículas pequenas se misturam com resíduos de animais e plantas, compondo, então, esse elemento. Trata-se da camada da superfície terrestre. É composto por materiais minerais e materiais orgânicos.

Degradação do solo

A degradação do solo é um tipo de processo de esgotamento, pelo qual acontece a perda de nutrientes. Esse aspecto pode ser causado por condições naturais ou ação humana inadequada. As principais razões para que essa camada terrestre fique degradada, são as seguintes:

  • lixiviação: situação causada por desmatamento, chuva intensa ou, ainda, uma união dessas ações. O processo retira boa parte de seus nutrientes;
  • assoreamento de rios: ao retirar vegetação das margens, várias sedimentações são levadas e depositadas na profundidade deles; ao chover intensamente, os rios assoreados geram inundação;
  • erosão do solo: desmatamento gera deslizamento das terras e retira a fertilidade dos solos;
  • esgotamento: práticas de agricultura inadequadas; uso em excesso dessa camada terrestre sem que tenha o tratamento correto;
  • salinização: acontece em regiões quentes, porque a evaporação intensa das águas deixa a superfície endurecida de sal;
  • laterização: é um processo que causa a composição endurecida do hidróxido de alumínio ou, ainda, de ferro nas camadas superficiais; desmatamentos aceleram esse processo e inviabilizam práticas agrícolas;
  • voçorocas: acontece em áreas que têm chuvas fortes; sem a proteção de vegetais, o solo compõe sulcos extensos.

Essa degradação, portanto, pode tornar a camada terrestre infértil ou, ainda, com pouca quantidade de nutrientes. Isso dificulta ou inviabiliza toda a prática agrícola. Além disso, acelera a desertificação em regiões específicas, desfigurando a paisagem natural.

Degradações provocam deslizamentos de encostas e, portanto, podem bloquear rodovias e estradas. Esse transtorno também pode acontecer nas regiões em que há casas, causando soterramentos e óbitos.

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Conservação do solo

Existem várias técnicas que facilitam a conservação do solo, como a adubação orgânica que preserva a camada ao longo dos cultivos. Outra técnica é o afolhamento, que recupera a terra de forma gradativa, sem interrupções da produção.

O plantio direto também evita expor a camada terrestre a situações climáticas e desgastes, combatendo à erosão e promovendo um aumento da produção. É importantíssimo para a agricultura. Para tanto, é preciso conservá-lo, aderindo às seguintes ações:

  • conservar toda a vegetação natural;
  • combater à erosão;
  • plantar árvores, reflorestar;
  • aderir à rotação de cultura – depois da colheita, a área em descanso recebe plantio.

A rotação de cultura, ao oposto da monocultura, elabora um sistema rotativo que alterna a produtividade. Se hoje plantou-se o trigo, amanhã planta-se a soja, e por conseguinte o milho. Essa técnica controla pragas, repõe nutrientes na terra e melhora as condições dessa área, beneficiando agricultura e meio ambiente.

Portanto, atitudes como esta podem tornar o solo mais resistente a qualquer tipo de intervenção e beneficiar o agricultor, bem como os consumidores, que somos todos nós. Desmatar é uma ação que traz prejuízos não apenas para o setor agrícola, mas para toda a sociedade que depende de toda a natureza para sobreviver.

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