Animais detritívoros ajudam no equilíbrio do ecossistema

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17/03/2021 Por
Animais detritívoros ajudam no equilíbrio do ecossistema

O papel dos animais detritívoros no meio ambiente é conhecido por ajudar a balancear o ecossistema, de maneira geral. A dieta “diferenciada”desses animais também é uma das características que fazem com que sejam conhecidos, já que se alimentam de restos orgânicos.  e o reaproveitamento de nutrientes.

Isso acontece porque, após a ingestão destes restos (que podem ser tanto de plantas quanto de animais mortos), os animais detritívoros devolvem esse material e os seus nutrientes à natureza; permitindo que sejam reaproveitado por outros organismos vivos.

  1. O que são animais detritívoros?
  2. Exemplos de animais detritívoros
  3. Importância dos animais detritívoros
  4. Como funciona a cadeia alimentar?
  5. O urubu na cadeia alimentar
  6. Qual a diferença entre necrófagos e detritívoros?
  7. Qual a diferença entre decompositores e detritívoros?
  8. Alimentação dos animais detritívoros
  9. O boto é um animal detritívoro?
  10. Benefícios dos animais detritívoros
  11. Saprofagia
  12. A importância do equilíbrio do ecossistema
  13. Animais detritívoros trazem algum risco?

animais detritívoros

O que são animais detritívoros?

Os animais detritívoros fazem parte do grupo dos heterotróficos, ou seja, não produzem seu próprio alimento e para obter energia utilizam a de outros animais. São conhecidos como necrófagos pois se alimentam de matéria orgânica, ou seja, restos mortais de seres.

Outra nomenclatura utilizada para esta classe de animais é saprófagos pelo fato de se alimentarem organismos mortos. Sua função na cadeia alimentar é transformar matéria orgânica em inorgânica e reaproveitar os nutrientes como alimento tanto aos animais como ao solo.

Exemplos de animais detritívoros

Na cadeia alimentar estes animais são classificados como sujos ou impróprios para o consumo humano devido aos hábitos alimentares. Dentro do grupo destes animais podemos encontrar: Aves, mamíferos, peixes e insetos.

O mais comum deles por ser muito representado nas telas de cinema como o maior necrófago da cadeia de alimentar é o corvo. Sempre encontrado em cemitérios ou perto de cadáveres no meio da florestas. Estes animais são importantes consumidores de detritos pois impedem que os mesmos se degradam na natureza.

Outro animal é urubu, muito encontrado no cerrado brasileiro. São responsáveis pelo consumo de 95% dos organismos, consomem até ossos. Se alimenta principalmente de mamíferos, como vacas e porcos sacrificados.

Importância dos animais detritívoros

Esta classe de animais promovem um trabalho importante para que haja equilíbrio ecológico. Atuam no papel de consumir a matéria orgânica que estaria apodrecendo ao longo dos anos.

Sua importância na colaboração com a decomposição é fundamental, pois acelera aproximadamente em quatro vezes mais o processo. Como atividade fundamental, estes animais são responsáveis pela reciclagem de energia, em outras palavras, ao consumir os restos mortais, todos os nutrientes contidos no cadáver passam para o animal.

Outro ponto relevante deste processo é o fato de que os dejetos destes animais servem como adubo rico em nutrientes ao solo e recuperam a fertilidade do mesmo. Atividade que auxilia não apenas o meio ambiente como o agricultor.

Como forma de cultivar um solo mais saudável, sem o auxílio de adubo químico, utilizar animais detritívoros é uma ótima maneira. As minhocas realizam fertilização natural e proporcionam troca de energia com o meio.

Apesar de não serem bem aceitos na sociedade como a barata, o urubu e as hienas, o trabalho que estes animais provêm na sociedade é essencial. São sempre associados com doenças e locais com muita sujeira.

Por este motivo, não se é dado a devida importância do trabalho que eles oferecem além de infestar seus ambientes com pesticidas para controlar sua propagação. Contudo, pesquisas indicam que regiões que possuem poucos animais detritívoros são propensas à terem solo menos férteis. Além disso, os cadáveres dessas regiões demoram consideravelmente mais para se decompor.

Dito isso, fica clara a importância dos animais detritívoros na cadeia alimentar. Por isso, é pertinente que os mesmos sejam valorizados por manterem o equilíbrio ecológico.

Como funciona a cadeia alimentar?

Define-se como cadeia alimentar uma sequência linear de transferência de energia. Isto é, organismos vivos que servem de alimentos para outros, obedecendo a uma hierarquia de classes.

Um animal se alimenta de uma semente ou planta e depois servirá de alimento para o seu predador natural. O predador natural do primeiro animal também servirá de alimento para o seu predador e assim sucessivamente até se completar um ciclo, ou seja, a cadeia alimentar.

A cadeia alimentar é composta por três categorias de organismo:

  • Produtores;
  • Consumidores;
  • Decompositores.

Os produtores se tratam de organismos capazes de gerar o próprio alimento. Sem dúvida, o maior e melhor exemplo de organismo dessa categoria são as plantas.

Os consumidores são aqueles que se alimentam de produtores e consumidores. Recebem classificação conforme a categoria de seus alimentos.

Por exemplo, se um animal consome um organismo produtor, ele é considerado consumidor primário. Se o animal consome um consumidor primário, ele é classificado como secundário e assim por diante.

Por fim, temos os decompositores. Eles se tratam de organismos que tiram energia da matéria orgânica para sobreviver. Certamente, os maiores exemplos da categoria são os fungos e as bactérias.

O ciclo da cadeia alimentar passa por essas três categorias de organismo. Assim, se inicia com um produtor e fecha com um decompositor.

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O urubu na cadeia alimentar

Já que estamos falando sobre animais detritívoros, em qual posição se situa o urubu dentro de uma cadeia alimentar?

E por que escolhemos logo o urubu como objeto de curiosidade?

Avalie: o urubu, como bem sabe, não produz o seu próprio alimento. E também não o caça vivo. Ele come os restos de um organismo, tenha ele sido morto por causas naturais ou não. Sendo assim, em que lugar da cadeia alimentar ele pode ser enquadrado?

O seu caso é bem particular, mas não difícil de entender.

Como vimos acima, os organismos que não produzem seu próprio alimento, e por isso precisam tirar energia de outros seres, são chamados de produtores.

O urubu não faz o seu próprio alimento e depende de tirar a energia de um terceiro para se alimentar. Portanto, se encaixa na categoria de consumidor.

Mas, como também vimos acima, dentro dessa categoria há outras que usam como principal critério a posição do organismo consumidor dentro da cadeia alimentar. Se ele se alimentar de um reprodutor, primário. Se de um primário, secundário; e assim por diante.

O urubu se alimenta de organismo mortos, certo? Considerando que dificilmente, na natureza, um animal morre de causas naturais, significa que ele foi alvo de outro organismo.

Então temos a seguinte sequência: o animal morto se alimentava de alguém inferior à sua posição na cadeia alimentar. Portanto, ele seria um consumidor primário. Ele foi morto por alguém acima de sua posição. Esse animal que o atacou seria um consumidor secundário. O urubu seria um consumidor terciário.

Contudo, a posição de terciário, secundário ou quaternário depende muito do ciclo da cadeia alimentar em questão. Pode ocorrer de haver mais ou menos consumidores na cadeia de ações.

Qual a diferença entre necrófagos e detritívoros?

Até aqui, imaginamos que já tenha ficado claro o que significam os animais detritívoros e que também são chamados de necrófagos.

Contudo, esses termos não são irmãos gêmeos, isto é, não são sinônimos. Apesar de se referirem à mesma classe de animais, se referem a tipos específicos dentro dessa categoria.

Os animais detritívoros se alimentam de restos orgânicos. Os animais necrófagos se alimentam de matéria orgânica já morta. Ou seja, ambos se alimentam do mesmo tipo de alimento.

E mesmo assim não são sinônimos?

Não são.

Então, afinal, qual a diferença entre os dois?

A diferença está no que eles fazem com o alimento após ingeri-los.

Os animais detritívoros reciclam a matéria orgânica morta e a devolvem para a cadeia alimentar. Desse modo, ela pode ser reaproveitada por outros organismos vivos.

Tal dinâmica não ocorre com os necrófagos. Eles se alimentam de animais mortos ou em decomposição e não fazem reciclagem, não devolvem algo que possa ser integrado à cadeia alimentar novamente.

Esta, portanto, é a principal diferença entre os animais detritívoros e necrófagos.

O urubu, sem dúvida, é o maior representante dos necrófagos.

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Qual a diferença entre decompositores e detritívoros?

Aqui temos uma diferença mais sutil. Os detritívoros já foram largamente abordados e acreditamos que suas principais características estejam frescas na sua memória. Já os decompositores, citamos há não muito, porém com menos destaque.

Por isso, vale reforçar mais um pouco sobre qual tipo de organismo se trata.

O organismo decompositor se insere no último estágio da cadeia alimentar, costuma encerrar o ciclo. Isto porque ele acelera o processo de decomposição dos seres e os reinserem na natureza. Ou seja, fazem uma ação bem parecida com a dos detritívoros.

E qual seria a diferença entre um e outro?

A diferença é que os animais detritívoros se alimentam dos restos de organismos e os expelem de volta à natureza para que possam ser reaproveitados.

Os decompositores também fazem isso, mas, seguem um método diferente. Em vez de literalmente abocanharem a matéria, eles aceleram o processo de degradação, reciclam a matéria e a devolvem ao ambiente natural.

Sem contar que é um processo mais abrangente, pois degradam não só restos mortais como também fezes de detritívoros e outros organismos.

Alimentação dos animais detritívoros

Os animais detritívoros alimentam-se de restos de organismos, como já foi exposto aqui. O que vem à cabeça, de imediato, são os restos de animais.

Sim, restos de animais constituem a principal fonte de energia para muitas espécies. No entanto, será que se tratam da única fonte de energia?

Para essa informação, vamos analisar a frase: “animais detritívoros se alimentam de restos de organismos”.

Perceba que não usamos o termo “animais”, mas “organismos”. Isso, sem dúvida, é importante, pois responde em grande parte a pergunta.

Organismo se refere a toda forma individual de vida, um corpo constituído por órgãos, organelas ou outras estruturas. Ou seja, toda forma de vida que conta com funções biológicas para garantir sua autonomia é um organismo.

Os animais, sem dúvida, são organismos vivos, mas não são os únicos. Há outros. Plantas são o maior exemplo.

Portanto, os animais detritívoros se alimentam de restos de animais, mas também de vegetais. Alimentam-se, até, de fezes de outros animais.

Em conclusão, os animais detritívoros não se alimentam apenas de restos de animais, mas sim de restos de organismos, que incluem uma boa variedade de alimentos.

O boto é um animal detritívoro?

Em qual classe se localizaria o boto na cadeia alimentar? Seria ele um animal detritívoro? Vamos, mais uma vez, relembrar a conceituação de animais detritívoros: animais que se alimentam dos restos de organismos.

Portanto, esse tipo de animal não precisa necessariamente ocupar o topo da cadeia alimentar para se prover, pois não tem necessidade de duelar com um oponente. Não precisa literalmente lutar pela sua comida, a não ser com outros da mesma espécie que queiram disputar os mesmos restos.

Quando um animal se encontra no topo da cadeia alimentar, não precisa ter que aguardar ou caçar organismos para sobreviver. Por estar no topo, significa que conta com atributos físicos para superar a maioria dos animais, sendo assim predador ao invés de presa. Pode, portanto, sair à caça para se satisfazer.

O boto se trata do último caso. Ele está no topo da cadeia alimentar. Ele consome a maioria dos animais da área que domina. Por isso, ele é usado como referência para saber o grau de poluição de uma região específica.

Por ingerir a maioria dos animais da região, o boto acaba consumindo não só suas calorias e nutrientes, mas também o material poluído que eventualmente consomem. Esse material acaba se concentrando em grande quantidade no organismo do boto, dando uma amostra do estado de poluição do local.

Ou seja, se o organismo do boto apresentar grande concentração de mercúrio, por exemplo, significa que a região está muito poluída. Se baixa, bom sinal, pois a região deve estar bem preservada.

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Benefícios dos animais detritívoros

Podemos dizer que os animais detritívoros limpam o ambiente e são capazes de evitar doenças?

A resposta é sim. E isso não deveria causar surpresa. É bastante lógico.

Ora, os animais detritívoros não consomem os restos de organismos, principalmente de animais? Isso significa que, de certo modo, eles “limpam” o ambiente certo?

Afinal, um animal morto, uma carcaça, é um ímã de outros animais, principalmente insetos, como moscas. Um ímã de bactérias que podem provocar doenças, contaminar um ambiente ou outros animais.

Quando esses restos são retirados do ambiente, por serem devorados, diminui a concentração de insetos e de bactérias potencialmente nocivas.

Portanto, desse modo, mesmo indiretamente, os animais detritívoros acabam limpando e evitando a propagação de doenças. Isso, sem dúvida, traz um grande benefício ao ecossistema e demonstra a importância dessa categoria de animal para o equilíbrio ambiental.

Saprofagia

Anteriormente mencionamos que outra forma de se referir aos animais detritívoros é por “saprófagos”.

Esse termo faz alusão a saprofagia. Assim, se trata de uma ação, um processo natural biológico, que tem como função principal a degradação de matéria orgânica. Os principais agentes são os fungos e bactérias saprobiontes. Eles são os chamados “engenheiros” desse processo.

A alteração de organismos no solo exerce um papel importante por contribuírem com a mudança de substâncias como celulose e lignina. O apodrecimento desses materiais libera biomassa proteica. Elas também acabam servindo de alimento para outras formas de vida.

A decomposição é fundamental para o desenvolvimento de flores, plantas e árvores, por exemplo. A ação quebra os organismos em dióxidos de carbono e nutrientes como o nitrogênio.

Os vegetais usam nutrientes como o nitrogênio para criar novos tecidos. Além disso, sem a decomposição, muito nitrogênio ficaria preso às plantas. Dessa forma, não haveria nutrientes suficientes para a formação de novos tecidos. O solo ficaria cheio de folhas e galhos, acumulando-se de forma indefinida.

Portanto, a saprofagia se refere à ação de decomposição de agentes como bactérias e fungos. Por isso, os animais detritívoros também recebem esse nome.

A importância do equilíbrio do ecossistema

O equilíbrio do ecossistema, sem dúvida, é de grande importância para todos os tipos de seres. O desequilíbrio do ecossistema pode inviabilizar a sobrevivência de várias espécies, de toda uma coletividade.

A extinção de uma determinada espécie, por exemplo, é capaz de prejudicar o fornecimento de alimentação para outra espécie. Essa, por sua vez, pode ser também extinta e afeta outras em efeito cascata.

Cada ser afetado ou extinto naturalmente deixa de cumprir funções na natureza e isso torna possível gerar consequências para o Homem. Por exemplo, no campo, a extinção de uma espécie predadora natural de pragas certamente contribuirá para deixar as plantações mais desprotegidas.

Outro exemplo é o já citado caso da não decomposição de organismos mortos por parte de animais detritívoros, por saprófagos. Sem a ação destes, as plantas não teriam de onde obter nutrientes para formar novos tecidos e, assim, expandirem.

O chão ficaria forrado de plantas e galhos e inviabilizaria a vida vegetal e animal no solo. Tudo está interligado na natureza, cada ser vivo, por menor que seja, tem a sua importância para manter o equilíbrio dos ecossistemas.

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Animais detritívoros trazem algum risco?

Como vimos até aqui, os animais detritívoros são essenciais em termos ecológicos. A sua falta provocaria consequências desastrosas para todos os ecossistemas, afetando a vida de milhões de seres. Portanto, seus benefícios são muitos.

Contudo, não significa que ofereçam nenhum tipo de risco, principalmente aos humanos. No caso, o potencial problema que oferecem não está relacionado, ao menos não diretamente, ao trabalho exercido no ambiente, mas à questões sanitárias.

Animais detritívoros têm contato com propriedades nocivas aos humanos. Alguns exemplos de animais do tipo são ratos e baratas. Apesar de não atacarem diretamente os humanos, podem transmitir doenças.

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