Cupins se alastram facilmente e podem ser nocivos para plantações

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21/07/2020 Por
Cupins se alastram facilmente e podem ser nocivos para plantações

Existem mais de 2 mil espécies de cupins e cerca de 10% são nocivas para plantações

Os cupins são considerados pragas urbanas porque têm a capacidade de se alimentar de madeira, pondo em risco a estrutura de objetos e construções, mas também algumas espécies oferecem riscos a plantações por atacarem plantas.

No entanto, apesar de serem conhecidos por consumirem madeira e serem um transtorno em centros urbanos e na produção agrícola, os cupins cumprem função ecológica na natureza. Para exterminar cupins, além da aplicação de venenos específicos, é possível usar algumas soluções caseiras.

Cupins

O que são cupins?

Cupins são insetos pertencentes à família de Isoptera, onde “Iso” é o mesmo que “igual” e “pteras” é o mesmo que “asas”.

Por serem insetos, os cupins são invertebrados e são parecidos com formigas, minhocas e até humanos em termos de biomassa e quantidade de indivíduos por espécie. Quantidade que coloca os cupins entre os animais mais numerosos do planeta.

São insetos semelhantes às abelhas no que diz respeito ao estabelecimento de uma organização social. Prova disso é que são separados por castas, como os ápteros (os sem asas) e os alados.

Existem 2 mil espécies catalogadas. Desse total, 10% provocam grandes estragos em plantações por se proverem de plantas.

No entanto, essa classe de animal é mais conhecida por se alimentar de madeira, gerando grandes prejuízos econômicos para moradores de centros urbanos.

Estruturas de madeira são consumidas, se não totalmente, parcialmente, mas o suficiente para inutilizá-las ou colocá-las sob risco. O mesmo quanto a móveis como camas, mesas e estantes.

Características dos cupins

Os cupins têm cabeça livre e de formatos e tamanhos variados. Suas antenas são moniliformes, o que significa dizer que se parecem com pequenos rosários.

Em suas formas aladas, seus olhos são compostos. Já nas formas ápteras, geralmente têm olhos menores, também conhecidos como ocelos.

Possuem aparelho bucal mastigador e par de asas membranosas. Seus abdomens têm 10 segmentos.

Organização social

Como dito acima, os moniliformes são similares a abelhas e formigas por terem uma organização social que estabelece uma hierarquia, castas que executam determinadas funções para todo o coletivo.

Essa característica já deixa claro que é uma espécie de inseto que vive em bandos, apesar de não ser impossível avistar alguns espécimes solitários, eventualmente.

A divisão social dos moniliformes tem como critério a idade.

Os adultos se separam em dois grupos:

  1. alados sexuados: as fêmeas dessa categoria de adulto exercem função de disseminar a espécie fora do cupinzeiro. Nessa categoria se encontram o rei e a rainha da colônia que se reproduzem em seu interior;
  2. cupins ápteros: também são conhecidas como “obreiros”, “operárias” e “soldados”, nomes que definem muito bem a função desses cupins, que são o verdadeiro baixo clero da organização social, os “peões”. São encarregados das principais funções como construção, limpeza, alimentação e também de proteção no caso de ataques.

Cupins

Importância biológica dos cupins

A importância dos cupins em termos ecológicos é a capacidade de transformação de matéria e energia. São consumidores primários.

Eles auxiliam na aeração e nutrição do solo ao transportar nutrientes, abrindo galerias subterrâneas.

A maioria das espécies de cupim não traz qualquer tipo de prejuízo ao homem.

Consumindo plantações

A espécie que provoca mais danos na agricultura é o cupim subterrâneo. Ele cava fundo na terra e pode destruir as raízes de café, abacaxi, eucalipto, bem como sementeiras, tubérculos e cereais.

É no período de agosto a outubro que os chamados cupins com asas acabam saindo em revoada em busca de novos cupinzeiros para depois realizar a cópula. Durante esse período, precisam ficar em contato com a madeira ou com o solo.

Tipos de cupins

A seguir, mais detalhes de duas das principais espécies de cupins, ao menos aquelas que exigem mais de nossa atenção para evitarmos prejuízos dentro de casa e na lavoura.

Rhinotermididae: os cupins das plantas

São os cupins que oferecem perigo às plantações por formarem ninhos subterrâneos. Apesar da quase totalidade das colônias permanecerem no solo, algumas espécies podem exercer atividades na madeira, sendo possível atacar acima do solo.

É o tipo de cupim que mais provoca danos em escala mundial.

Kalotermitidae: os cupins de madeira

São o tipo de cupim mais popular, os cupins de madeira.

A espécie forma colônias pequenas, em pequenos espaços, mas suficientes para promover grande estrago e se multiplicar de forma incrível.

É urgente se livrar desses cupins para preservar as estruturas de madeira não só do ambiente, como da casa inteira.

Cupins

Como acabar com cupins?

Se você se deparou com uma infestação de cupins na sua casa, notou móveis de madeira se deteriorando muito depressa, tem que agir rápido para acabar com esse “incêndio”.

Mas como acabar com cupins?

O primeiro passo é identificar as colônias, pois são os criadouros, ou seja, matar alguns cupins não vai resolver o problema se não atacar a fonte.

Para identificar onde está instalada a colônia de cupins, basta identificar o rastro de dejetos que podem ser fezes (se parecem com pontos pretos) e micro pedaços de madeira.

Identificando e seguindo essa trilha, encontrará, em dado momento, a entrada nos buracos de alguma madeira no ambiente.

A solução mais forte são os venenos industrializados específicos para eliminação de pragas urbanas como cupins. Você pode encontrá-los em lojas especializadas  para controle de pragas de animais e pela internet.

Contudo, essas soluções não são as mais práticas e, principalmente, não são as mais indicadas para quem tem animais domésticos.

O veneno é tão forte que necessita que os moradores ou frequentadores do local fiquem fora do lugar por algumas horas, assim como os animais.

Cães e gatos são os que mais sofrem riscos, pois é altamente tóxico e certamente virão a óbito se inalarem ou lamberem o produto despejado no local.

Soluções caseiras

Para evitar o transtorno, soluções caseiras como vinagre, óleo de cravo, óleo de laranja e querosene são mais indicadas, pois não são tão tóxicos e matam os cupins. Mesmo assim, pode ser necessário aplicar mais de uma vez para dar conta do recado.

Tente usar reservatórios com spray para aplicar diretamente na colônia e também aplique na trilha de dejetos, pois certamente é o local que os insetos costumam caminhar com mais frequência.

Mas atenção: se a infestação de cupins for muito grande, estiver generalizada pela casa, será um esforço em vão aplicar sozinho o veneno, seja de origem industrial ou caseira. O mais indicado é contratar uma dedetizadora especializada.

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