DERAL e o funcionamento deste importante departamento

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22/04/2019 Por
DERAL e o funcionamento deste importante departamento

O DERAL é o departamento de economia dos centros rurais do Brasil. Ele serve como ponte entre o produtor e seus consumidores. Seu papel para a comunidade rural é auxiliar para um melhor avanço da cultura e até mesmo influenciar em mudanças no cultivo.

A principal função do DERAL está ligada aos relatórios de pesquisas que são desenvolvidos pelos docentes do campus universitário em que está inserido. Além disso, é um setor muito importante para a sociedade ruralista se situar no andamento dos cultivos em âmbito nacional.

  1. O que é DERAL?
  2. Para que serve o DERAL?
  3. Qual a importância do DERAL
  4. Impacto do DERAL na oferta de alimentos
  5. DERAL e os avanços na pecuária
  6. Pesquisas científicas do DERAL
  7. DERAL na defesa ambiental
  8. Controle biológico do DERAL
  9. Tabela DERAL 2020
  10. Economia rural do Brasil
  11. DERAL PR

DERAL

O que é DERAL?

O DERAL é o Departamento de Economia Rural do Brasil e foi criado em 1926, em Viçosa (MG). No momento atual, este setor integra centros de ciências agrárias nas universidade federais de todo o Brasil. O DERAL mantém a tradição de pesquisa em ações agrárias de ensino desde 1931 nos Estados. Portanto, o corpo docente responsável pelo instituto são doutores em todos os setores do agronegócio.

O setor de economia oferece os cursos de bacharelado em cooperativismo e bacharelado em agronegócio. Também conta com pós-graduação stricto sensu em economia rural e pós-graduação stricto sensu em extensão rural. Além disso, uma das funções mais importantes do setor é a análise do campo rural e a produção de tabelas.

A tabela DERAL serve como ponte entre o produtor e o mercado consumidor. Deste modo, é por meio dela que os agricultores e pecuaristas são capazes de analisar a situação em que o mercado se encontra. Com isso, são capazes de entender qual tipo de criação mais está crescendo e gerando lucro.

Este tipo de informação é disponibilizado em períodos anuais para o público geral. Isso inclui tabelas e gráficos para uma melhor leitura das informações. Sendo assim, a divisão é feita por categorias de criações e cultivos. O objetivo é ter uma melhor exposição dos dados.

Outro ponto importante é o auxílio do Seab – Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento nas pesquisas. Esta instituição do governo agrega nas análises e as tornam mais ricas em informações.

Para que serve o DERAL?

O Departamento de Economia Rural desenvolve diversas pesquisas de interesse para instituições do governo. Então, como forma de realizar tais pesquisas, este setor é vinculado com universidades. Além disso, ele é desenvolvido por docentes de diversas áreas do agronegócio.

Além disso, o financiamento destinado para estes estudos acontece de forma conveniada. Eles servem de subsídio para desenvolver testes de pós-graduação e são de um considerável auxílio para tais ações.

A importância dos estudos feitos para a comunidade rural incluem desde a notoriedade do comportamento das ações agrícolas até o entendimento das melhores maneiras de investir no meio rural. A maior parte dos produtores não acompanha o movimento frequente do mundo do agronegócio. Por meio das tabelas, é possível observar as mudanças mais atualizadas.

As pesquisas do DERAL são objetos de destaque em avaliações anuais propostas pela SOBER – Sociedade Brasileira de Economia Rural. O objetivo dos pesquisadores é avaliar os estudos e como são mostrados ao público. Para os melhores trabalhos, são atribuídos prêmios de mestrado e doutorado em economia e extensão rural.

Qual a importância do DERAL?

Uma das importantes atribuições do DERAL é o trabalho de pesquisa. Contudo, qual a diferença que esse trabalho acaba fazendo no campo?

Na prática, o que muda mesmo? É importante falar sobre os aspectos práticos. Afinal, a agropecuária é a principal mola da economia brasileira.

É seguro dizer que sem trabalhos de pesquisa no campo, o Brasil não conseguiria hoje suprir a sua demanda interna. Menos ainda, conseguiria exportar para outros países.

Logo, enfrentaríamos uma grave crise de falta de alimentos, da maioria que hoje se consome. Também teríamos uma crise econômica ainda mais grave, uma vez sem poder contar com os recursos externos.

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Impacto do DERAL na oferta de alimentos

A demanda por alimentos cresce ano após ano. Se a técnica e, principalmente, a tecnologia empregada no cultivo fosse a mesma de, digamos, 40 anos atrás, a conta entre demanda e oferta não fecharia.

Vamos analisar um exemplo da realidade brasileira, a soja. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que esse grão teve um aumento de produtividade de 86% nos últimos 40 anos.

Se hoje a produtividade da soja fosse a mesma de quatro décadas atrás, seria preciso cultivar 68 milhões de hectares.

Hoje, com o avanço da tecnologia de técnicas por meio de pesquisa, podemos cultivar apenas 36,8 milhões de hectares para atender a demanda atual, bem maior do que a de décadas passadas.

Ou seja, o avanço da técnica e dos recursos da tecnologia possibilitou maior produtividade em menos espaço. Isso permite mais plantio do alimento nas áreas que não foram ocupadas ou até plantio de outros tipos de alimentos.

A oferta aumentou e a variedade do plantio também, beneficiando produtores e consumidores.

Isso sem falar na questão ambiental. Uma vez que não se necessita ocupar grandes áreas para se atingir a produtividade esperada, menos áreas precisam ser desmatadas.

DERAL e os avanços na pecuária

Estudos realizados e incentivados por instituições como a DERAL trazem avanços também na pecuária.

Em 1990, as pastagens ocupavam uma área da ordem de 192 milhões de hectares. Em 2018 esse espaço foi reduzido para 163 milhões. Lembrando: a demanda sempre tende a crescer com o passar do tempo.

Isso significa que mesmo com a redução da área de pastagens, é possível encontrar soluções para melhorar a produtividade. Com isso, passamos a produzir mais com menos.

E outra vez isso só foi possível por meio de pesquisas que analisaram o método de criação, a biologia animal, a interação com o ambiente, entre outros aspectos, até chegar às melhores práticas possíveis para melhorar o rendimento dos produtores.

Sem esses esforços, seria muito difícil manter o ritmo da demanda e obter melhores resultados no âmbito econômico.

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Pesquisas científicas do DERAL

As pesquisas científicas no Brasil geralmente são patrocinadas por instituições como DERAL e Embrapa. Elas, sem dúvida, se destacam no fomento desse tipo de estudo, no caso, em relação às ações desenvolvidas no campo.

Não podemos nos esquecer das Universidades Federais. O trabalho delas é essencial e contribui muito para o avanço agrícola industrial do país.

As Universidades Federais geram ganhos financeiros inestimáveis e contribuem para o aperfeiçoamento de setores estratégicos para o país.

Depois de destinada verba para as pessoas e instituições mais qualificadas para fazer essas pesquisas, o trabalho dos pesquisadores é realizar uma análise do objeto de estudo.

Sendo o objetivo da pesquisa descobrir métodos mais eficazes da produção de feijão, por exemplo, os pesquisadores farão um estudo minucioso da planta e do grão. Depois, cruzarão com as informações já existentes a respeito, ficando atentos a novas descobertas por meio de testes.

Também ficarão atentos a todas as fases de avanço da espécie. Isso vai desde o plantio de sua semente no solo até a sua maturidade, por exemplo.

Tentativa e erro é comum no campo da ciência

É também preciso jogar luz que muitas pesquisas não têm como objetivo descobrir de imediato técnicas mais produtivas ou que vão render algum benefício a curto prazo ao produtor e consumidor.

Muitos avanços, para serem conquistados, necessitam de passos mais tímidos. Por exemplo, entender o comportamento de uma planta ou animal diante de algum contexto ou diante da interação com alguns elementos.

Muitas vezes, esses estudos podem não levar a conclusão alguma. Mas, o campo da ciência é assim mesmo: tentativa e erro.

Sem testes, não é possível encontrar o caminho certo. Quando um experimento traz resultados bons e que não podem ser contestados, novos testes são feitos tendo em mãos as novas informações até que seja possível alcançar o objetivo traçado de começo.

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DERAL na defesa ambiental

Já mencionamos o benefício, ainda que indireto, que as pesquisas cientificam de órgãos como o DERAL causam ao ambiente ou evitam que mais áreas verdes precisem ser usadas para se atingir a produtividade necessária.

No entanto, os estudos geram outros tipos de impactos ambientais positivos. O avanço dos recursos da tecnologia possibilitou crescer a produção, mas sem causar grande degradação do solo.

Recursos da tecnologia e sistemas de plantio, sem dúvida, são importantes. O avanço e aperfeiçoamento de sistemas de cultura também são fundamentais. Eles causam menos impactos no solo e evitam perdas onerosas aos produtores.

Práticas como rotação de culturas, não revolvimento do solo e solo coberto de maneira permanente com algum tipo de vegetação se demonstraram como os mais adequados sistemas de manejo do solo para as condições de nosso país.

Controle biológico do DERAL

Sem dúvida, o foco das Universidades Federais, do DERAL, da Embrapa e de outros interessados em melhorar a produção no campo está no investimento de pesquisas para a área de controle biológico de pragas, por exemplo.

O país perde bilhões de reais por ano em razão de perdas em relação a doenças e pragas. Estudam-se formas mais eficazes de combater e prevenir o ataque de insetos, mas, sem comprometer o solo e os alimentos sob mira.

É um verdadeiro desafio. Apesar de ainda não termos chegados ao controle ideal, conseguimos avanços com o decorrer de décadas. Com o tempo, vamos conseguir novos avanços, desde que o trabalho de pesquisa não seja interrompido.

Por isso, trabalhos como o que o DERAL promove são muito importantes para as ações no campo.

Tabela DERAL 2020

Como explicamos, então, a tabela do DERAL é um guia de preços. Ela faz a ponte entre o produtor e o mercado consumidor. Todos os anos, o Departamento de Economia Rural disponibiliza a tabela para consulta pública.

A tabela DERAL expõe os preços médios das terras agrícolas.

Desse modo, os que estiverem interessados em adquirir terras para iniciar trabalho de plantio ou para ampliar sua capacidade produtiva conseguem ter uma estimativa do quanto precisarão desembolsar para adquirir as propriedades.

Cada município cobre valores diferentes por hectares de terra e esses valores estão baseados, naturalmente, na qualidade da terra, localização, procura, etc.

A tabela DERAL, portanto, acaba servindo como um bom norte para se estudar as melhores possibilidades e assim elaborar um planejamento que renda bons frutos.

Economia rural do Brasil

O sentido de existir de um órgão como o DERAL é o setor agrícola, as ações no campo, a economia rural do Brasil.

E como está esse setor no momento atual? Qual a sua importância para a economia nacional e como está lidando com esses últimos anos de crise? Lembrando que estamo falando de uma crise não só no âmbito doméstico causado pelo tumultuado ambiente político, mas também externo.

O mundo, apesar de ter se recuperado razoavelmente bem da última grande crise de 2009, não estava atravessando o que se podia chamar um grande momento nos últimos anos.

Com a oferta de empregos, um desafio permanente e sem solução à vista, bem como o endividamento crescendo, economistas apontavam a iminência de uma nova grande crise do capitalismo a estourar a qualquer momento e, de quebra, o mundo prendia a respiração com a tensão crescente entre as duas maiores potências mundiais da atualidade: China e EUA.

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Parceria comercial com a China

Como se não bastasse, a diplomacia brasileira deu verdadeira guinada com a troca de poder. Assim, passou a assumir posições e emitir opiniões com potencial de causar abalos com o nosso principal parceiro comercial: a China.

O gigante chinês, com a sua população na casa do bilhão, é um grande cliente do Brasil. Afinal, precisa de muitas toneladas para alimentar os seus habitantes.

Um corte de relações com um parceiro desses seria catastrófico para o país, para a economia rural do Brasil.

Ainda há a questão das queimadas e do desmatamento que vem derretendo o prestígio do Brasil no cenário internacional. Isso, sem dúvida, pode comprometer o desempenho dos produtos brasileiros no exterior. Inclusive, produtos agrícolas.

Para piorar, a pandemia provocada pelo novo coronavírus surpreendeu o Brasil e o mundo. Esse vírus obrigou a economia mundial a frear pela necessidade de medidas de isolamento social.

Diante desse panorama todo, como a economia rural do Brasil tem se saído?

Trazemos essas e outras questões a seguir. Então, confira os próximos tópicos.

Economia rural do Brasil

Pelos dados mostrados pelo setor no ano de 2019, é possível então afirmar que a economia rural do Brasil reagiu muito bem à instabilidade política que assaltou o país nos últimos anos.

O Produto Interno Bruto do agronegócio cresceu 3,8% em comparação ao ano anterior. O setor responde por mais de 20% do PIB do nosso país. 21,4%, mais precisamente.

A pesquisa realizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Escola de Estudos Agrários da USP (ESALQ), leva em conta toda a cadeia do agronegócio, setor de serviços e agroindústrias.

Assim, os setores rurais que mais se destacaram no último ano foram:

  • Os insumos, com mais de 5% de aumento;
  • Os agrosserviços, com 6,77% de aumento;
  • A agroindústria, com quase 5% de aumento.

No entanto, o setor primário teve queda para 3,03%. É um dado importante, considerando que a agricultura o pressionou para baixo. Mas, a mesma pesquisa apontou a pecuária com ótimo desempenho.

Colocando na balança

Esses números em relação à economia rural do Brasil mostram que o setor se manteve como um dos mais importantes para a economia do nosso país. Sim, ele manteve seu viés de alta.

A resiliência e pujança do setor são muito grandes. Sem dúvida, ele se beneficia das qualidades de nosso território. Afinal, temos um país rico em terras férteis e de clima temperado.

No entanto, não é imune a quedas. Ainda não é possível ter uma dimensão exata dos efeitos que a pandemia causou no setor.

Nota-se que o aumento de exportação de alguns víveres teve alta considerável. Países como a China decidiram investir para estocar alimentos e se precaverem quanto aos efeitos da pandemia.

Isso, sem dúvida, irá influenciar de modo favorável os números das exportações no final do ano de 2020. Contudo, essa alta teve impactos na produção e no suprimento para a demanda interna.

O arroz, por exemplo, teve alta de preço considerável no mercado interno. Isto porque passamos a ter menos oferta para suprir a demanda. O motivo? Começamos a direcionar a maioria da produção para as exportações.

Quanto à crise de imagem que o país sofre, hoje, no exterior, em razão das queimadas e desmatamento, ainda é preciso mais tempo para se avaliar possíveis consequências. Elas podem existir, sem dúvidas.

DERAL PR

O DERAL de Viçosa, de Minas Gerais, não é o único existente no país. O estado do Paraná conta com órgão de mesmo nome, no entanto com função um pouco mais abrangente.

O DERAL mineiro está mais focado em fomentar produção científica. Outor objetivo é gerar melhor desempenho na produção no campo. Já o DERAL paranaense também atua nesse sentido, mas está mais concentrado em gerar, colher e analisar dados das ações do setor.

O órgão acompanha o avanço de diversas cadeias de importância dentro do estado.

Por meio dessa coleta e análise de dados, o DERAL PR se propõe a elaborar políticas agrícolas.

O órgão é composto por 3 divisões:

  •  DEB – Divisão de Estatísticas Básicas;
  •  DCA – Divisão de Conjuntura Agropecuária;
  •  DPA – Divisão de Planejamento Agrícola.

O DEB coleta os dados do setor agrícola do Paraná. O DCA cuida de analisar os dados fornecidos pelo DEB. Por fim, o DPA desenvolve estudos para definir custos e benefícios das ações rurais. Sem dúvida, o DERAL do Paraná contribui de grande forma para o avanço do agronegócio do estado.

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