Naja é serpente peçonhenta mais comum na África e do sul da Ásia

Inicio » Meio Ambiente » Naja é serpente peçonhenta mais comum na África e do sul da Ásia
19/10/2020 Por
Naja é serpente peçonhenta mais comum na África e do sul da Ásia

Naja é cobra venenosa imponente e ameaçadora. A naja, com seu capuz ameaçador e postura ereta intimidadora, é alguma das cobras mais emblemáticas da Terra. Sua elegância, postura orgulhosa e picada venenosa fizeram com que fosse tão respeitada quanto temida. Em suma, as najas ocorrem em toda a África, Oriente Médio, Índia, Sudeste Asiático e Indonésia. No entanto, há alguma discordância sobre o que exatamente é uma naja. Assim, o número de espécies varia de 28 a cerca de 270, dependendo de como uma naja é definida.

Esta espécie é frequentemente mantida pelos “encantadores de serpentes” da Índia. Essa forma de entretenimento tende a ser bastante misteriosa, pois a naja parece dançar a melodia da flauta do encantador de serpentes. Na verdade, as najas não conseguem ouvir. De fato, elas são provocadas a uma posição marcante e mantidas em um esforço concentrado para seguir as mãos e a flauta do encantador, o que resulta em seu movimento de “dança”. Conheça mais sobre essa fascinante espécie abaixo!

Naja

Cobra naja

Naja é uma espécie de serpente peçonhenta pertencente à família de cobras (Elapidae). As características mais conhecidas da naja são a larga faixa preta na parte inferior do pescoço e seu design, que mostra semi-aneis em ambos os lados.

É uma cobra de escama lisa, com olhos pretos, pescoço e cabeça largos e corpo médio. Sua coloração varia de preto a marrom escuro a um branco creme. O corpo geralmente é coberto com um padrão branco ou amarelo que, às vezes, forma faixas irregulares.

Em suma, as najas podem crescer de 1,8 a 2,2 m.

Reprodução da naja

As najas se reproduzem sexualmente pela união de gametas masculinos e femininos e produzem ovos. A maioria das najas não presta muita atenção aos ovos, mas esse não é o caso da naja. Os ovos, geralmente de 12 a 20 anos, são depositados em uma árvore oca ou na terra, e a fêmea guarda esses novos durante todo o período de incubação, deixando-os apenas para se alimentar.

Os filhotes das najas eclodem depois de aproximadamente 50 dias. Imediatamente se libertando do ovo, um filhote é capaz de se erguer, abrindo seu capuz e golpeando.

Afinal de contas, é quando se sente ameaçada que a naja assume sua postura característica. Ela eleva a parte frontal, com um terço do corpo suspenso, e alonga as costelas flexíveis do pescoço junto da pele frouxa para formar seu capuz. Na parte traseira do capuz, exibe duas manchas parecidas com olhos.

Hábitos alimentares

A naja se alimenta de roedores, lagartos e sapos. Ela morde rapidamente e depois espera enquanto seu veneno danifica o sistema nervoso da presa, paralisando e frequentemente matando-o.

Como todas as najas, a N. naja engole sua presa inteira. Além disso, esta espécie às vezes entra em edifícios em busca de presas de roedores.

Naja

Importância da naja

De fato, a naja é importante pois come ratos e camundongos que carregam doenças e comem comida humana. Além disso, o veneno de cobra é uma fonte potencial de medicamentos, incluindo medicamentos anticâncer e analgésicos.

Por outro lado, é sabido que essa espécie é altamente venenosa e sua picada pode ser letal. Por caçar roedores que vivem em lugares com fluxo humano, é frequentemente encontrada por acidente e muitas pessoas morrem a cada ano pelas picadas de naja.

Conservação da naja

Embora as najas não sejam uma espécie ameaçada de extinção, foi recentemente procurada por sua pele diferenciada para a produção de bolsas. Por isso, é classifica como uma espécie ameaçada e que precisa de proteção.

Cobras peçonhentas

As cobras peçonhentas têm glândulas e dentes especiais projetados para injetar veneno em suas presas. No total, calcula-se que existam cerca de 700 espécies diferentes de cobras venenosas.

Cerca de 250 delas são capazes de matar um humano com uma mordida. Além de atacar presas, as cobras venenosas também usam veneno em legítima defesa.

A maneira mais comum de tratar eficazmente as picadas de cobras peçonhentas é com antídotos. Afinal de contas, o veneno de cobra pode conter neurotoxinas que atacam o sistema nervoso.

Naja

Cobras venenosas

Além das najas, existem outras espécies bastante populares de cobras venenosas. São elas:

Cascavel

Existem muitas espécies de cascavéis. Elas podem atingir com rapidez e precisão um terço ou mais do comprimento do corpo em qualquer posição, seja em espiral ou esticadas.

As cascavéis podem usar seus chocalhos como um aviso quando se sentem ameaçadas, embora nem sempre chocalhem antes de morder.

Além disso, as cascaveis podem ser encontradas tomando sol perto de troncos, pedras ou áreas abertas. Essas cobras podem ser encontradas na maioria dos habitats, incluindo montanhas, pradarias, desertos e praias.

O antídoto é recomendado para o tratamento de sinais de envenenamento progressivo (por exemplo, agravamento da lesão tecidual local, sintomas sistêmicos, entre outros).

Serpente-mocassim-cabeça-de-cobre

Agkistrodon contortrix, também conhecida como serpente-mocassim-cabeça-de-cobre, varia em cor de avermelhado a dourado.

As faixas coloridas em seu corpo são tipicamente em forma de ampulheta. Elas têm um vinco facial profundo entre cada olho e narina. A maioria das cobras adultas tem entre 45 e 91 centímetros de comprimento.

Essas cobras geralmente não são agressivas, mas algumas vezes congelam quando assustadas e atacam em defesa se ameaçadas, contatadas ou interagidas. É mais provável que as pessoas sejam mordidas quando, sem saber, pisam na cobra ou passam muito perto dela.

Essas serpentes são frequentemente encontradas em florestas, áreas rochosas, pântanos ou perto de fontes de água, como rios.

A administração precoce do antídoto resulta em recuperação mais rápida dos membros e redução da incapacidade dos mesmos após o envenenamento por Agkistrodon contortrix.

Cobras corais

As cobras corais são um grande grupo de cobras elípidas que podem ser subdivididas em dois grupos distintos: as cobras corais do Velho Mundo e as cobras corais do Novo Mundo.

Existem 16 espécies de cobras corais do Velho Mundo em três gêneros (Calliophis, Hemibungarus e Sinomicrurus) e mais de 65 espécies reconhecidas de cobras corais do Novo Mundo em três gêneros (Leptomicrurus, Micruroides e Micrurus).

Estudos genéticos descobriram que as linhagens mais basais são asiáticas, indicando que o grupo se originou no Velho Mundo. Às vezes, essas cobras são confundidas com a chamada “falsa coral”, que têm faixas coloridas semelhantes, embora em um arranjo diferente.

As cobras corais tendem a se esconder em pilhas de folhas ou escavar no chão, possuindo uma picada venenosa tal como a naja.

Compartilhe sua opinião

Agro20 | Portal Vida No Campo