Rosa do deserto não se assemelha em nada às rosas tradicionais

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16/06/2020 Por
Rosa do deserto não se assemelha em nada às rosas tradicionais

Mesmo com aparência exótica, a rosa do deserto tem força e beleza para conquistar o mercado

Com origens sul-africanas, a rosa do deserto pode apresentar flores que variam de tons rosa e branco até lilás e a exótica variedade preta. Entretanto, ao falar em excentricidade, saiba que ela, ao ser plantada num vaso, gera grandes raízes e causa a impressão de ser uma arvorezinha.

Com todo esse apelo visual, podemos destacar a rosa do deserto entre as queridinhas do mercado tradicional de paisagismo. Sendo assim, se você é amante dessa variedade ou quer conhecê-la melhor, confira conosco algumas informações e dicas para cuidar e conhecer essa linda rosa.

rosa do deserto

O que é rosa do deserto?

Rosa do deserto é uma flor que anda conquistando o setor de floricultura, além de fazer o devido sucesso entre os apaixonados por rosas. Com origens sul-africanas, ao ser cultivada ambientes naturais, ela chega a ter mais de um metro de largura e atingir uns cinco metros de altura.

Como você já deve ter notado, esse tipo tem fácil adaptação a locais de clima mais quente, até porque é comum em países de clima tropical. Uma característica dessa rosa é a forma grossa da base do caule.

Já que flores nativas de climas desérticos requerem mais estrutura a fim de conservar mais água e também suportar ventos fortes, é preciso ficar atento a esses aspectos. Dessa forma, ainda com raízes à vista, ela chega até a lembrar uma árvore pequena.

Conheça os tipos de rosas

Elas são chamadas de “Rainhas das flores”, com todas as suas variedades de cores, qualidades, perfumes e tamanhos. Isso fez com que milhares de apaixonados e produtores de rosas investissem em lavouras e jardins dos sonhos.

Entretanto, muitos ainda não sabem quais os tipos de rosas que existem. Para isso, confira abaixo que tipos são esses:

  • híbrida de chá;
  • sempre-florida;
  • rasteira;
  • arbustiva;
  • trepadeira.

As mudas de rosa do deserto e a floração anual

Assim como a própria flor, as mudas de rosa do deserto também despertam a curiosidade de muitas pessoas. Aliás, assim como ter uma horta em casa, essa variedade é sempre um sucesso em relação a projetos de ornamentação e paisagismo.

Entretanto, a boa notícia para os apaixonados por plantas e flores é que essa árvore ainda pode ficar florida o ano todo. Ainda mais para os produtores que desejam vender suas mudas por muito mais tempo, essa é uma excelente opção.

Contudo, nas áreas com clima mais temperado e ameno, a rosa do deserto chega a perder suas folhas durante as estações frias, como inverno e outono. Por outro lado, ela ainda irá dar suas lindas floradas.

Isso porque ela está num tipo de hibernação, esperando que a primavera traga sua beleza de volta. Aliás, essa fase costuma ser incomum, pois só ocorre em temperaturas bem baixas.

rosa do deserto

A adubação da rosa do deserto

Para a rosa do deserto das áreas tropicais, os produtores podem contar com belas flores quase que o ano inteiro. Assim, para estimular essa florada prolongada, é preciso investir em técnicas de poda e adubação. Confira quais nutrientes são vitais para isso.

  • Fósforo;
  • Nitrogênio;
  • Cálcio;
  • Potássio.

Mesmo assim, você ainda pode apostar nas adubações com demais elementos. Para isso, veja abaixo outras alternativas orgânicas para potencializar o processo:

  • Farinha de ossos;
  • Farinha de casca de ovos;
  • Casca de banana.

Um fator essencial é você realizar uma bela rega após cada adubação. Por outro lado, anote a dica de que ela tem problemas com muita umidade. Em resumo, realize uma adubação apenas depois de o substrato ficar seco. Por certo, com nossas dicas você terá flores por todo o ano.

Como realizar a poda de rosa do deserto

Ao realizar uma poda nos galhos, você precisa de facas ou tesouras bem afiadas e limpas. Então, comece com cortes precisos e limpos, o que vai evitar a presença de água no local. Uma vez feita a poda, coloque canela em pó para atuar como um fungicida cicatrizante.

Para ser eficiente, esta poda precisa remover todos os galhos e folhas da rosa. Isso vai incentivar os novos brotos, além de deixar a planta saber que precisa de folhas novas para realizar a fotossíntese e respirar.

Aproveite o momento de poda é já pense no formato que quer dar a ela. Ou seja, você pode apostar em copas arredondadas, achatadas e até mais geométricas. Então, é só esperar para começar a surgir os primeiros botõezinhos de flores.

rosa do deserto

Como plantar rosa do deserto

O processo pode até ser simples, mas você deve ter um preparo para aprender como plantar rosa do deserto. Primeiro, ao pensar nas sementes, a planta vai precisar de muita água para ter um desenvolvimento sadio.

Contudo, lembre-se de não deixar a base do solo com excessos. Nesse sentido, plante as sementes da rosa do deserto em vasos com drenagem eficiente da umidade e da água. Depois, antes de pôr as sementes, forre bem o fundo com uma camada de pedras. Essa técnica vai ajudar a evitar que suas raízes escapem.

Enfim, você já sabe que essa rosa é acostumada com áreas semiáridas e aceita bem o calor. Entretanto, é fácil conseguir um substrato adequado para o plantio de sementes dessa rosa. Para isso, nossa dica é combinar areia grossa, húmus de minhoca e terra.

Todo o encanto da rosa do deserto no Brasil

Ela chegou fazendo muito sucesso entre produtores, consumidores e entusiastas do ramo de decoração, já que essa rosa desperta tanto a curiosidade quanto o encanto, assim como bonsais, orquídeas, bromélias e as espécies carnívoras.

Mesmo assim, diferente de outras espécies de plantas ornamentais, ela é pouco difundida na região do Centro-Oeste. Por isso que essa rosa anda mexendo com os olhos e a oportunidade de negócios de quem ama plantas e flores diferentes do comum.

Por outro lado, a região Sudeste mantém uma legião dedicada a cultivar a rosa do deserto, até porque sua beleza conquista pelas belas e diversas cores. Sem contar que a sua produção seduz pelo baixo custo nas lavouras produtoras.

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