Mastite é infecção das glândulas mamárias que atinge humanos e animais

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11/05/2020 Por
Mastite é infecção das glândulas mamárias que atinge humanos e animais

Para a saúde animal ou humana, a mastite é controlada com ordenhas corretas e higiene

Uma inflamação que acomete as glândulas mamárias, a mastite requer atenção e medidas preventivas para evitar tanto a transmissão quanto a ocorrência. Para os humanos, é mais que natural cuidar da higiene, mas uma amamentação errada também é um risco para mãe e para o bebê.

Pelo ponto de vista do setor leiteiro e agropecuário, a mastite gera muitas perdas e prejuízos. Seja na produção ou no alto custo dos tratamentos, é preciso informação para que o agronegócio brasileiro melhore as formas de controle e prevenção da doença. É por isso que, com um manejo adequado, cuidado sanitário e processo de ordenha, a doença pode ser reduzida no seu rebanho.

Mastite

O que é mastite?

Mastite é uma das mais dispendiosas e complexas doenças que prejudicam a indústria leiteira brasileira, visto que sua prevalência é alta e os prejuízos são relevantes para o agronegócio. Além do mais, sua presença pode ser notada pela baixa produção animal e as prováveis alterações em relação à composição do leite.

Por outro lado, a mastite também pode representar um grande risco à saúde pública. Afinal, devido à presença de patógenos e das toxinas produzidas por microrganismos do leite, ela ainda pode causar diversas zoonoses relacionadas a infecções microbiológicas ou mecânicas.

Enfim, para compreender melhor o conceito sobre o que é mastite, ela apresenta duas classificações: subclínica e clínica. No caso da mastite subclínica, as alterações só podem ser visíveis microscopicamente. Já a mastite clínica é definida pelas alterações que podem ser visíveis a olho nu.

Com isso, é vital que haja uma maior conscientização de produtores em relação aos prejuízos causados pela doença. Além do mais, é preciso uma atualização profissional para a adequação de novas técnicas de manejo. Em poucas palavras, a palavra-chave para controlar a patologia é prevenção.

De qualquer forma, podemos conceituar que a mastite é uma patologia que causa inflamação dos seios, tanto nos humanos quanto nos animais. Dessa forma, ela pode afetar um ou os dois seios e apresenta relação possível com os períodos de amamentação.

Contudo, ainda há casos em que sua causa está ligada à forma errônea ao amamentar o bebê. Em outras palavras, a principal causa é obstrução dos dutos mamários, embora ainda existam casos em que há contaminação por bactérias ou uma congestão das glândulas.

Ou seja, nos humanos, a doença é um dos problemas mais usuais em fases de amamentação. Até porque as estatísticas comprovam que ela chega a atingir cerca de cinco das mulheres lactantes.

Quais os sintomas da mastite?

Entre os humanos, os sintomas da mastite podem variar de pessoas para pessoa. Aliás, conforme o grau da infecção, um especialista pode prescrever o tratamento mais adequado.

No geral, há a prescrição de massagens para produzir e estimular ocitocina, o que ajuda a aumentar a fluidez do leite. Após cada massagem, ainda é indicada uma ordenha, repouso e a ingestão de muito líquido.

Mastite

Enfim, o médico também pode prescrever analgésicos, antibióticos e antitérmicos. Assim, confira abaixo alguns sintomas da mastite nos humanos:

  • Vermelhidão;
  • Cansaço;
  • Dor;
  • Áreas da mama enrijecidas;
  • Sensibilidade;
  • Febre;
  • Inchaço das mamas;
  • Mal-estar;
  • Calafrios.

Já nos casos dos animais, ainda mais em vacas com bezerros em fase de amamentação, a doença pode ser diagnosticada de forma clínica. Basta fazer uma avaliação do aspecto do leite e suas características. Após isso, ela recebe as classificações de aguda, superaguda, crônica, gangrenosa e subaguda.

Assim, em animais, você pode notar a presença de sintomas como:

  • Aspecto endurecido das glândulas mamárias;
  • Alterações nas glândulas;
  • Vermelhidão local;
  • Aumento da temperatura corporal.

Vale lembrar que os casos superagudos podem estar associados a infecções via agentes ambientais, gerando inflamações intensas e sintomas como dispneia, febre, prostração, anorexia e até hipotensão.

Já na forma aguda, os mesmos sintomas podem estar presentes, embora seus sinais sejam mais discretos e sua evolução seja mais lenta. Por outro lado, os casos subagudos são marcados pela presença de coágulos na urina, mesmo que sejam mais discretos que os sintomas inflamatórios.

Enfim, a doença crônica é marcada por uma infecção resistente que pode durar dias, meses ou anos. Além disso, podem ocorrer fibroses e, em certos casos, elas podem ser seguidas de fístulas e até atrofia local.

A mastite bovina na produção leiteira

Além de um dos grandes entraves para o aumento da bovinocultura leiteira brasileira, a mastite bovina representa muitos prejuízos econômicos para o setor agropecuário. Isso porque ela é resultado de processos inflamatórios nas glândulas mamárias, geralmente causados por fatores e ambientes inerentes ao animal e outros patógenos.

Ou seja, a mastite é uma doença frequente entre a técnica da bovinocultura, o que ocasiona em muita perda econômica devido à redução na qualidade e produção de leite. Sem contar com o provável aumento em relação a custos com medicamentos, serviços veterinários, descarte precoce de animais e até de mão-de-obra.

Mastite

Conforme já citamos, um dos grandes problemas de um rebanho leiteiro é a prevalência da mastite subclínica. Isso porque, por ser silenciosa, gera perdas de até setenta por cento, enquanto a mastite clínica costuma ocorrer em apenas trinta por cento de um rebanho.

Uma causa dessas perdas está ligada à forma de manejo do gado, tanto após quanto durante os processos de ordenha. Por isso que é importante que haja uma melhor conscientização do profissional em relação ao procedimento para esse trabalho.

Ou seja, é preciso estudo e experiência para que a ordenha seja feita da forma correta. Sem contar com a higienização adequada e desinfecção total do animal, do local, de todos os utensílios empregados e até mesmo do profissional.

Por outro lado, ainda vale lembrar que a doença pode significar problemas referente à saúde pública. Até porque a presença de bactérias nocivas em produtos derivados do leite põe a nossa saúde em risco.

Enfim, para humanos e animais, os casos de mastite podem ser controlados e até reduzidos. Até porque a qualidade de vida costuma refletir tanto na qualidade do leite animal quanto na qualidade de vida humana.

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