Biossegurança assegura as condições dos trabalhadores e pacientes

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21/03/2019 Por
Biossegurança assegura as condições dos trabalhadores e pacientes

Como age e no que consiste a biossegurança?

Associada e confundida com a segurança do trabalho, a biossegurança visa, principalmente, a prevenção e preservação dos trabalhadores e pacientes envolvidos no ramo da saúde e da medicina.

Biossegurança está diretamente relacionada aos cuidados que devem ser tomados para que possíveis riscos sejam evitados. Dessa forma, garantindo a integridade física de todos os envolvidos no processo.

Biossegurança: laboratórios

O que é biossegurança?

Biossegurança é o nome dado às ações norteadas pela prevenção, proteção do paciente e do trabalhador. A redução de riscos específicos nas atividades de ensino, produção, pesquisa, desenvolvimento operacional e tecnológico também fazem parte  desse conjunto. Ele atinge, também, o campo de qualidade e de proteção ambiental.

Ou seja, toda a importância da biossegurança está voltada para os serviços de saúde. Ela refere-se a medidas de prevenção contra infecções, para que os funcionários sejam protegidos, além de exercer papel essencial na comunidade em que se faz presente – com os incentivos de consciência sanitária.

Preserva as condições ambientais em favor do descarte e manipulação correta de elementos químicos, tóxicos e infectantes, diminuindo também os riscos à saúde e possíveis acidentes. A biossegurança caracteriza-se como um processo progressivo, que deve ser planejado, supervisionado e atualizado constantemente para que mantenha sua eficiência.

Sendo assim, pode-se dizer que ela envolve diretamente as relações entre tecnologia, risco e o homem. O risco é sempre proporcionado por inúmeros fatores, e isso faz com que seja necessário um controle focado no propagação de informações. Além de medidas adequadas de práticas de segurança, tanto para os pacientes e profissionais quanto para o meio ambiente.

Objetivo da biossegurança

O objetivo da biossegurança é, principalmente, garantir a segurança das condições de trabalho aos trabalhadores, fazendo o monitoramento para que o dia a dia seja livre de grandes riscos. Além disso, busca estabelecer medidas que evitem possíveis acidentes ocupacionais.

Todas atividades desenvolvidas para os profissionais da área da saúde devem visar o aprendizado e crescimento dentro das ações realizadas no cotidiano de trabalho.

Todo cuidado deve ser tomado para que os trabalhadores dos laboratórios, da limpeza, o meio ambiente, os equipamentos, materiais e o descarte sejam garantidos e façam parte das Boas Práticas em Laboratório Clínico (BPLC), de acordo com todas as regras de biossegurança estabelecidas.

Conceitos que envolvem a biossegurança

Organismos geneticamente modificados (OGM) e pesquisas científicas com células tronco embrionários são os processos que estabelecem a biossegurança, segundo a Lei de Biossegurança N.11.105 de 24 de março de 2005, regulamentada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

O foco desta Lei está nos riscos ao realizar técnicas e manipular os organismos geneticamente modificados, como por exemplo os alimentos transgênicos desenvolvidos pela engenharia genética.

Embora esteja diretamente interligada com a engenharia genética, a biossegurança também é encontrada em locais carentes de biotecnologia moderna, como, por exemplo:

  • Laboratórios de análises clínicas;
  • Laboratórios de saúde pública;
  • Hemocentros;
  • Universidades;
  • Hospitais;
  • Indústrias.

Muitas vezes é confundida com a engenharia de segurança, medicina do trabalho, higiene industrial, engenharia clínica, infecção hospitalar e saúde do trabalhador. A biossegurança assegura os riscos gerados principalmente por fatores físicos, ergonômicos e químicos.

Definição dos fatores de risco

Os principais fatores de riscos são:

  • Risco de acidentes: risco de algo negativo e maléfico, que pode resultar em lesões ou danos materiais, como, por exemplo, queimaduras, perfurações e cortes.
  • Risco ergonômico: risco de fatores que interferem nas particularidades psicofisiológicos do profissional, que pode resultar em danos à saúde e desconfortos, como, por exemplo, dor nas costas devido a postura inadequada, movimentos repetitivos, etc.
  • Risco físico: risco de fatores que podem ficar expostos ao indivíduo, como, por exemplo, pressões anormais, vibrações, ultrassom, temperaturas altas, radiações ionizantes (Iodo 125, Carbono 14 e Raio X), radiações não ionizantes (luz ultravioleta, infravermelha, laser, microondas), etc.
  • Risco químico: risco de exposição a substâncias e agentes químicos, sejam eles líquidos, gasosos, mini partículas, poeiras vegetais e minerais, que podem facilmente entrar no organismo através da via respiratória ou serem absorvidos pela pele ou ingestão. Como, por exemplo, produtos de limpeza e desinfecção, corantes, medicamentos e solventes.
  • Risco biológico: risco relacionado com o manuseio ou contato direto com materiais ou animais infectados que possam ser nocivos ao meio ambiente, à outros animais e aos humanos.

Biossegurança veterinária

Na biossegurança veterinária o médico veterinário tem as mesmas cargas de responsabilidades comparadas aos outros profissionais na área da saúde. Ela visa analisar profundamente os possíveis riscos dos ambientes, com o intuito de reconhecer, evitar e criar novas medidas de manuseio e técnicas seguras de trabalho.

Por isso faz-se importante que todos os profissionais que atuam nesta área veterinária tenham conhecimento das recomendações necessárias de implementação e implantação de práticas boas, adequadas e propícias de biossegurança.

Antes do atendimento ao paciente, é preciso que o ambiente seja preparado e higienizado, para evitar possíveis riscos de contaminação.

Algodão, recipientes de gaze, negatoscópio e maçanetas podem tornar-se local para agentes infectantes alojarem-se. Isso faz com que por meio do contato os microrganismos sejam passados diretamente para a boca, olhos ou nariz. Portanto, a higienização reduz significantemente os riscos de infecção e contaminação, tanto do paciente quanto do profissional.

Principais riscos na biossegurança veterinária

Biossegurança veterinária

Como dito anteriormente, fatores químicos, físicos e ergonômicos são os principais riscos em que a biossegurança age sobre, trata-se de riscos ocupacionais.

Os riscos ocupacionais englobam:

  • Os riscos físicos;
  • Os riscos químicos;
  • Os riscos biológicos;
  • Os riscos ergonômicos;
  • Os riscos de acidentes.

As principais causas comuns de acidentes ocupacionais envolvem:

  • Desconhecimento das regras de segurança;
  • Desconhecimento dos fatores de risco;
  • Treinamento insuficiente da equipe, como, por exemplo, estratégias de incentivo;
  • Fadiga / estresse;
  • Incapacidade física para o trabalho.

Portanto, as medidas propícias e adequadas para que os acidentes ocupacionais sejam evitados são:

  • Higienizar as mãos;
  • Usar luvas;
  • Usar máscaras;
  • Usar protetores oculares quando for preciso (EPIs);
  • Acomodar adequadamente o paciente;
  • Transportar de modo seguro o paciente;
  • Fazer descarte adequado dos resíduos e materiais utilizados.

Sendo assim, as principais vias de transmissão são, basicamente, através do contato direto entre veterinário e paciente, paciente e veterinário e, até mesmo, paciente e paciente. Já o contato indireto acontece através de gotículas de saliva, sangue, urina, fezes, secreções, excreções, sêmen, etc.

Alimentos, água, medicamentos e materiais podem ser entendidos como veículos comuns na biossegurança. Enquanto os insetos, moscas e formigas são compreendidos como os vetores.

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