Desbaste: o significado e a sua influência no plantio

Inicio » Agricultura » Desbaste: o significado e a sua influência no plantio
22/02/2019 Por
Desbaste: o significado e a sua influência no plantio

No setor da agricultura o processo de desbaste é muito útil como forma de aproveitar melhor a plantação, e está presente no campo agrícola como auxiliar do cultivador.

O processo desbaste representa ao produtor um plantio forte e saudável, ajudando para que suas colheitas sejam mais fartas e cheias de qualidade.

  1. O que é desbaste?
  2. Qual é a importância do desbaste?
  3. Quais são os tipos de desbaste?
  4. Vantagens do desbaste
  5. Como fazer desbaste de plantas?
  6. Quando fazer o desbaste?
  7. Como é feito o desbaste?
  8. Onde o desbaste pode ser aplicado?
  9. Conceitos de árvores no desbaste comercial
  10. Desbaste por baixo (ou desbaste ordinário)
  11. Desbaste pelo alto
  12. O que é a área basal no desbaste comercial
  13. Significado de desbaste
  14. Desbaste na usinagem
  15. Qual a diferença entre desrama e desbaste?

Desbaste

O que é desbaste?

Desbaste é o processo de retirada de ervas daninhas e pragas que tendem a infestar plantações. Para que isso seja feito, existe um processo de seleção das melhores plantas que estão sendo cultivadas – de modo que estas tenham espaço suficiente para desenvolvimento.

Este procedimento é realizado porque é muito comum que algumas mudas sejam infectadas ou fiquem fracas por não absorverem nutrientes em uma plantação. Por este motivo, o desbastamento é necessário e bastante eficiente.

Esta atividade agrícola está diretamente ligada à uma questão de densidade entre espécies vegetais de uma determinada área, bem como sua profundidade. Em suma, seu principal papel na agricultura é a manutenção saudável do plantio a partir do corte de vegetais em excesso; bem como ervas daninhas e pragas.

Qual a importância do desbaste?

O processo de desbaste serve para uma série de funções que ajudam a qualidade e o desenvolvimento de uma plantação. Entre elas:

  • Mantém o plantio limpo
  • Permite melhor seleção de espécies vegetais mais saudáveis
  • Torna o plantio mais produtivo
  • Conserva a saúde da plantação ao evitar a propagação de doenças
  • Reduz a quantidade de espécies de plantas

O último item – referente à diminuição da variedade de espécies -, para muitos especialistas é uma das maiores vantagens da atividade. Isso porque carrega a possibilidade de melhoras efetivas na captação de luz, também permitindo que a irrigação se torne mais bem distribuída.

Devido à estes fatores, as plantas são enriquecidas com nutrientes do solo e sua produtividade aumenta consideravelmente.

Quais são os tipos de desbaste?

Existem três maneiras em que o desbaste florestal pode acontecer.

  • Desbaste seletivo

Este tipo de atividade acontece quando há uma seleção de qual planta será retirada e qual permanecerá. É considerado um formato efetivo, pois a analise é demorada e cuidadosa.

O desbaste seletivo é aplicado, costumeiramente, em florestas heterogêneas. A remoção costuma se centrar em espécies de tipo dominante, codominante, doentes e principalmente mortas.

A extração das árvores citadas do povoamento ocorre para favorecer as espécies de extratos menores.

  • Desbaste sistemático

A retirada das plantas é feita a partir de maquinários agrícolas, tendo a linha da plantio (e não a espécie vegetal) como base de seleção. É conhecida como sistemática porque seu processo trabalha com a repetição de movimentos.

Promove remoção em florestas com árvores de desenvolvimento uniforme. Florestas com tal condição pedem uma seleção que se baseia na posição ou no talhão do povoamento.

Exemplos: linha inteira de árvores retiradas após uma ou duas linhas de plantio remanescente. Outro método seria a extração por linhas alternadas.

As árvores de maior estrato retiradas abrem espaço para as inferiores receberem mais sol. Dessa forma, reduz a competição ferrenha por nutrientes. Árvores melhores nutridas, sem dúvida, desenvolvem-se melhor e naturalmente recebem valor comercial alto.

Contudo, é primordial monitorar o desenvolvimento da floresta periodicamente. É preciso primeiro calcular a área basal, pois com esse cálculo é possível identificar os momentos mais adequados para desbastes. Veremos sobre área basal mais à frente.

  • Desbaste combinado

É  processo mais procurado pelos agricultores como forma de melhorar a qualidade da plantação, e se caracteriza pela junção dos métodos sistemático e seletivo.

É importante lembrar que cada tipo de desbaste atende um tipo de produtor específico. Os processos são bem demarcados e cada fase se aplica em um determinado tipo de plantação (pequeno à grande porte).

Desbaste

Vantagens do desbaste

Dentre suas principais vantagens, o fato de eliminar pragas é o que mais se destaca. Isso porque, além de acabar com doenças que atinjam as plantas, também as previne do surgimento de outras novas.

Em um mercado consumidor que procura investir em alimentos de alta qualidade, optar pelo processo pode colocar o produto na frente – pois o método possibilita a colheita de mercadorias mais bem selecionadas.

Como fazer desbaste de plantas?

E como realizar esse procedimento de extração de ervas daninhas? Garantir que ervas daninhas ou com algum problema não germinem é o primeiro passo.

E como ter essa garantia? Plante duas a três sementes em espaço que corresponda a uma.

Sementes em excesso evitam que, no solo, cresçam apenas as ervas que fornecem produtos de má qualidade.

No entanto, o crescimento de várias ao mesmo tempo não é recomendado, pois com o tempo uma irá disputar com a outra os principais nutrientes para o desenvolvimento: água, sol, minérios, etc.

Aplica-se desbaste por isso. Uma seleção das ervas menos favorecidas, principalmente as daninhas, para serem extraídas.

Mas quando fazer esse procedimento? Outra questão não menos importante: como fazer?

Quando fazer o desbaste?

Faz-se o desbaste, sem dúvida, quando as plantas estão um pouco desenvolvidas. O procedimento certamente não faz sentido se assim não for.

As ervas germinadas dão indícios da qualidade do desenvolvimento. É pela observação de suas folhas que mede-se o momento adequado para se fazer o desbaste.

As plantas têm que ser extraídas quando apresentarem 3 (ou, no máximo 4, folhas). Para ser mais preciso, esse desenvolvimento ocorre de 10 a 15 dias após a sementeira.

Por que não é aconselhável permitir passar mais que esse tempo? As raízes das plantas podem se entrelaçar depois de 15 dias. O desbaste fica muito difícil de ser executado, caso isso ocorra.

Como é feito o desbaste?

O desbaste pode ser feito de duas formas.

  • Arrancar com a mão;
  • Cortar com uma ferramenta cortante.

A extração feita à mão retira toda a erva do solo. Raízes inclusas. No entanto, essa extração não pode ser feita de maneira “crua”. Primeiro, você precisa regar o solo. Uma alternativa é fazer o procedimento após o cair da chuva.

A vantagem de se fazer no solo úmido é a facilidade de deslocamento das raízes. A água proporciona esse deslocamento. Então, tire as plantas excedentes com cuidado. O descuido danifica as raízes.

Já se optar por uma ferramenta, você precisa escolher uma faca ou tesoura, porque são mais adequadas para fazer extração segura. O corte com ferramenta, aliás, é considerado o ideal para se fazer desbaste.

Desbaste

Onde o desbaste pode ser aplicado?

O desbaste se aplica apenas em ervas ou também pode ser aplicado em árvores?

Sim, grandes vegetais também passam pelo processo de desbaste. A lógica nesse caso não é evitar o crescimento de espécies danosas.

O objetivo é evitar que espécies compitam entre si pelos nutrientes, prejudicando o melhor desenvolvimento de todas.

Mas, isso não deveria ser feito nas primeiras semanas de plantio das árvores para se evitar esse transtorno? Ocorre que árvores não são plantadas em um mesmo espaço, nem muito próximas umas das outras. Justamente para evitar o transtorno e de inviabilizar o desenvolvimento mínimo e saudável com a aglomeração.

No entanto, com o decorrer do tempo, as árvores crescem muito. Quando atingem determinada idade, passam a disputar nutrientes umas das outras, mesmo de suas vizinhas originalmente plantadas a uma distância razoável. É, sem dúvida, a prática corrente no plantio comercial.

Outra prática comum, entretanto, é o desbaste de árvores. Verifica-se quais são as menos eficientes na fotossíntese e respiração para serem extraídas.

Esse processo garante o aumento da produtividade de madeira dos plantios remanescentes de melhor eficiência.

O aumento da produção é garantido porque possibilita a absorção de uma carga maior de nutrientes, água, luz, etc. Tal disposição ajuda a acelerar o crescimento em diâmetro das árvores que permaneceram.

Nas florestas comerciais, há 2 tipos deste processo:

  • Desbaste por baixo (ordinário);
  • Desbaste pelo alto.

No entanto, antes de entrarmos em maiores detalhes sobre os tipos de desbastes dos plantios comerciais, é importante discorrer sobre alguns tipos de árvores.

Conceitos de árvores no desbaste comercial

Há quatro grupos de árvores categorizadas no manual da Forestry Comission. Descreveremos cada uma delas a seguir.

  • Árvores dominantes no desbaste comercial

As árvores dominantes tratam-se de vegetais que apresentaram níveis mais elevados da cobertura do solo.

Portanto, é uma espécie bem desenvolvida. Elas recebem luz diretamente e lateralmente em razão desse grande alcance. Por isso, atingem dimensões maiores em comparação às de tipo médio.

  • Árvores codominantes no desbaste comercial

As árvores codominantes se encaixam nas de perfil médio em relação ao restante da floresta.

Sem dúvida, o porte não é a única diferença em relação às de porte grande. Enquanto a dominante recebe de sobejo luz vinda de cima e lateralmente, a codominante recebe satisfatoriamente apenas a de cima. Lateralmente, então, recebe luz escassa.

  • Árvores subdominantes (ou intermediárias) no desbaste comercial

As subdominantes se encontram em espaços entre as dos primeiros tipos, ou seja, dominantes e codominantes. Outra característica digna de nota é que elas recebem luz direta apenas na extremidade de suas copas. Copas, aliás, menores do que a média geral.

  • Árvores dominadas (ou suprimidas) no desbaste comercial

Por fim, o último conceito de árvores de plantio comercial. A vegetação das dominadas quase não recebe luz. Suas copas, por isso, têm dimensões bem menores em comparação às demais.

Ainda há outro tipo de conceito de árvores, contudo, ela é dispensável para o entendimento dos critérios de desbaste no plantio comercial. Tratam-se das árvores mortas ou que estão prestes a morrer.

Desbaste por baixo (ou desbaste ordinário)

No desbaste ordinário, certamente o alvo preferencial são as árvores com copas baixas, isto é, inferiores às demais no sítio. Escolhe-se, para permanecer no solo, as que farão a cobertura e proteção do mesmo. Portanto, as dominantes são preservadas nesse sistema, junto às codominantes.

As dominadas e sub-dominadas entram na seleção de tipos a serem extirpados da região de plantio para não atrapalhar o desenvolvimento das de maior potencial econômico.

Classifica-se o tipo ordinário por três níveis de intensidade: forte, moderado e leve.

O desbaste leve é a remoção de árvores doentes, prestes a morrer e mortas.

Já a retirada de árvores de intensidade leve mais as dos tipos dominantes e subdominantes é classificada como desbaste moderado.

Considera-se desbaste de tipo forte a retirada de árvores de intensidade leve, mais as moderadas e mais algumas codominantes próximas a dominantes conformadas.

Desbaste pelo alto

O desbaste pelo alto é o tipo de desbastamento que se centra nas árvores mais altas, no entanto, não apresentam dosséis em níveis elevados.

O mesmo quanto ao crescimento do diâmetro. As árvores com essas características retiradas de cena abrem espaço para as de tipo dominante ou codominante predominarem no local.

O principal objetivo do desbaste pelo alto é permitir que árvores de estratos inferiores consigam atingir valor comercial.

Imagine a situação: árvores de maior estrato, mas de dosséis em níveis baixos, impedem a passagem de vegetais de extrato inferior, mas que podem se desenvolver mais. Atente-se para o “podem”. Não é garantia.

É possível que as inferiores demonstrem o mesmo pico de crescimento das anteriores. Isso ocorrendo, contudo, realiza-se outro desbaste em tempo propício para se tentar melhor sorte com outro vegetal de nível inferior.

A exemplo do desbaste por baixo, há diferentes intensidades de desbaste pelo alto. Intensidade leve e forte.

Classifica-se como intensidade leve a extração de todo plantio morto, prestes a morrer, por algum motivo inclinadas ou com copas muita cerradas, extensas. As dominantes também são retiradas, no entanto, apenas as que apresentam algum tipo de defeito.

Algumas árvores codominantes, entretanto, entram também no grau de remoção leve de desbaste pelo alto.

O desbaste de intensidade forte inclui na remoção, além das árvores cortadas de intensidade leve, tipos de classes superiores. As superiores entram no corte quando passam a atrapalhar árvores com aptidão maior para permanecerem até o corte raso da floresta.

Desbaste

O que é a área basal no desbaste comercial?

Área basal trata-se de uma medida ligada à produtividade. É uma área de árvores normalmente medida à altura do peito. O cálculo refere-se ao valor de determinadas áreas cobertas por plantas.

Expressa-se o cálculo fazendo-se uma relação do metro quadrado por hectare.

A medida, além de expressar a produtividade de uma região, também se notabiliza por indicar o nível de competição dos indivíduos. A área basal contribui, dessa forma, para determinar a idade ideal dos desbastes e do corte final.

A competição certamente afeta de forma direta o crescimento do arvoredo e sua capacidade de produção.

Os dados obtidos a partir do cálculo da área basal permitem a formação do inventário florestal. O inventário, sem dúvida, possibilita avaliar o desenvolvimento florestal como um todo.

Significado de desbaste

Qual o significado de desbaste no dicionário?

Define-se o termo como o ato ou efeito de desbastar. Certamente se refere ao ato de cortar, tornar menos espesso.

Outros termos usados para se referir à técnica de remoção:

  • Desbastação;
  • Debastamento;
  • Desbastamento.

Apesar de ser mais comum o seu emprego na agricultura, sem dúvida, não se restringe a essa área. O seu significado de corte, tornar menos denso algo, é aplicável em outros contextos.

Por exemplo, é um termo recorrente na usinagem.

Desbaste na usinagem

Na usinagem, desbaste é referido como o ato ou efeito de remover grandes volumes de material.

Um exemplo ocorre na fabricação de moldes e matrizes. É comum se necessitar de alargamento de furos para se obter cavidades específicas. Desbaste é o nome dado ao processo de alargamento.

Para o orifício ser alargado, faz-se necessário retirar um volume do material.

Desbaste

Qual a diferença entre desrama e desbaste?

O que é desrama? Como se diferencia do desbaste e, principalmente, qual a sua importância para a agricultura?

Desrama é o mesmo que poda, ou seja, cortar os ramos. A diferença em relação ao desbaste é que este corta toda a estrutura vegetal, a extirpando do local em que se encontra para privilegiar uma espécie.

A desrama, ou poda, corta partes da estrutura, mas não a arranca de todo. Preserva o organismo no local de plantio com o objetivo de manter a sua saúde e proporcionar facilidades.

Na plantação comercial, a desrama é recorrida para garantir produção de madeira de qualidade, isto é, sem nós.

A poda é igualmente importante para facilitar o combate e o controle de incêndios florestais. Galhos mais curtos, sem dúvida, evitam a propagação do fogo pela copa de outras árvores vizinhas.

A desrama facilita o acesso e a execução de trabalhos de manejo. Pense, por exemplo, na dificuldade de transitar por ambientes de mata fechada.

Existem dois tipos de desrama.

  • Desrama natural

A desrama natural é o processo de eliminação dos galhos por agentes físicos e biológicos do meio. Isso significa que a desrama ocorre de três formas:

  • Morte dos galhos (começa na parte inferior das copas);
  • Queda dos galhos mortos (quando os galhos morrem, eles são atacados por fungos e insetos que os enfraquecem até quebrarem);
  • Oclusão da ferida (pedaço de galho preso ao fuste).

Agora, vamos ao outro tipo de desrama.

  • Desrama artificial

A desrama artificial é aquela feita manualmente, com auxílio de instrumentos de corte, geralmente antecipando ou acelerando o trabalho de desrama natural.

No plantio comercial, tanto a desrama como desbaste são ações fundamentais. Portanto, é sempre importante saber suas diferenças e o melhor momento para utilizar cada método.

Agro20 | Portal Vida No Campo