Erva daninha pode prejudicar produtividade agrícola

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01/03/2019 Por
Erva daninha pode prejudicar produtividade agrícola

Quer manter a sua plantação saudável e sem prejuízos ocasionados pela disputa de água, eliminação e nutrientes entre as plantas? Então, você precisa conhecer o significado de erva daninha.

Conhecida como a planta que não estava no planejamento, a erva daninha pode parecer apenas um matinho qualquer. Mas, traz sérios problemas para o cultivo. Confira neste conteúdo o que é uma erva daninha e como eliminá-la o quanto antes.

  1. O que é erva daninha?
  2. Características da erva daninha
  3. Desvantagens das ervas daninhas
  4. Como eliminar a erva daninha?
  5. Prejuízos causados por ervas daninhas
  6. Manejo de erva daninha
  7. Quais são os tipos de ervas daninhas?
  8. Apaga fogo (Althernanthera ficoidea)
  9. Buva (Conyza spp)
  10. Caruru (Amaranthus viridis)
  11. Tiririca (Cyperus haspan)
  12. Guanxuma (Sida glaziovil)
  13. Significado de erva daninha
  14. Como se livrar da erva daninha na grama ou jardim?

Erva daninha

O que é erva daninha?

Erva daninha é a planta que nasce “do nada” em um lugar e momento indesejados, interferindo negativamente na agricultura. Por isso mesmo, é conhecida até mesmo por apelidos negativos como planta daninha, peste e mato.

Entretanto, é importante saber que não é uma definição restrita apenas a plantas que interferem com os objetivos do produtor agrícola. Mas que, principalmente, prejudicam o crescimento e desenvolvimento de outras espécies. Quer ver um exemplo? Um pé de milho que aparece em uma plantação de cana-de-açúcar pode ser considerado como uma erva daninha. Isso porque vai prejudicar a plantação.

Se na pecuária, o carrapato age como sanguessuga preso à pele dos bovinos e se alimentando de seus nutrientes; na agricultura a erva daninha é ainda mais potente. Afinal, nasce e cresce junto com as outras plantas, mas rouba delas a água e os nutrientes necessários para que possam crescer saudáveis.

No entanto, existem algumas ideologias que afirmam que ela também pode ter significado positivo e conviver com culturas comerciais. Mas, não vamos nos ater a elas. Vale lembrar que elas podem surgir a partir de sementes, partes do caule, folha, raiz ou transferência de espécies vegetais.

Características da erva daninha

A erva daninha conta com características comuns bastante conhecidas. Crescimento rápido, fácil adaptação climática, rapidez entre floração e germinação, grande longevidade e produção são as principais delas. Em outras palavras, os produtores podem, sim, considerar a erva daninha um tipo de praga.

Desvantagens das ervas daninhas

Porque, além de causarem uma competição com as plantas desejadas, por luz, água e nutrientes, também podem facilitar a instalação de doenças e pragas nas espécies vegetais cultivadas. E quando alcançam grande porte, como no caso das trepadeiras, acabam dificultando até mesmo a aplicação de adubo e fertilizantes nas áreas em que devem ser inseridos.

Como eliminar a erva daninha?

Apesar de se espalharem com facilidade e em uma velocidade que impressiona, existem medidas para controlá-las. Entre elas, as que mais se destacam são o uso de agroquímicos e pesticidas.

Mas, segundo especialistas o controle biológico deve ser realizado sem o uso de produtos de origem química. Afinal, eles podem causar problemas de saúde para pessoas e animais. Então, apesar de ser o mais demorado, o melhor caminho para o produtor é controlar e eliminar essas plantas indesejadas de modo manual. Ou seja, literalmente, cortar (ou arrancar) o mal pela raiz para que não floresça de novo.

Uma prática muito utilizada principalmente no cultivo de soja é o uso de uma manta de palha sobre a terra. Além de dificultar o crescimento da erva daninha, também favorece a umidade do solo.

Erva daninha

Prejuízos causados por ervas daninhas

A disputa da erva daninha por espaço, luz e água gera prejuízos terríveis para a agricultura brasileira. No caso da produção de grãos, por exemplo, a erva chega a causar perdas de 13% a 15%, podendo chegar a 90% em outros tipos de lavouras.

Para expressar esses prejuízos em valores monetários, peguemos como exemplo a soja, um dos principais cultivares do país e um de nossos principais itens de exportação.

O custo médio da resistência de erva daninha no Brasil, apenas para a soja, é da grandeza de 5 bilhões de reais por ano. Levando em conta as perdas nas lavouras, esse valor pode subir para 9 bilhões de reais.

Certamente isso explica o esforço dos produtores em erradicar esse mal tão logo o avistam se proliferando nas suas lavouras.

Os departamentos de pesquisas ou fomentadores de pesquisas científicas voltadas para o campo, como o Departamento de Economia Rural (DERAL), o Embrapa e as Universidades Federais investem milhões por ano para descobrir formas de evitar e eliminar a erva daninha das plantações de maneira mais eficiente e sem provocar impactos ambientais.

Mas, não é só o prejuízo financeiro que motiva o esforço para se livrar desse transtorno. A erva daninha também pode atrair doenças por serem hospedeiras incomuns.

Manejo de erva daninha

O que torna complicado o manejo de erva daninha é o fato de ser a primeira espécie a despontar em terreno cujo habitat foi alterado, por algum motivo.

Por exemplo, se há uma queimada, uma erosão, algo que altere as características da vegetação, do solo, da área, esse espaço passará por um processo de renovação, um recomeço.

Por ser uma planta pioneira, a erva daninha é a primeira espécie que surge nesse solo.

Uma característica dessa planta é a rápida propagação pelo solo, uma incrível capacidade de colonização.

O seu desenvolvimento e agilidade de propagação se deve às seguintes condições: clima favorável, solo fértil e outros fatores os quais encontram de sobejo no país que é um dos maiores produtores agrícolas do mundo justamente por ser privilegiado quando ao clima e ao solo.

Ou seja, é uma faca de “dois legumes”: solo rico e clima bom igual garantem produção farta, no entanto, também é o local ideal para o desenvolvimento e expansão de ervas daninha.

Quais são os tipos de ervas daninhas?

Atualmente existem mais de centenas de espécies de ervas daninhas, mas algumas despontam com mais frequência em nosso território.

Saiba quais são as principais espécies a seguir.

Erva daninha

Apaga fogo (Alternanthera ficoidea)

O aumento dessa erva daninha nas lavouras do Brasil é recente, por isso é preciso ter cuidado redobrado com ela, pois ainda não se tem muita prática no seu combate ou como evitá-la, mas certamente há meios de fazer isso.

A apaga fogo, nome recebido devido à massa úmida do vegetal dificultar a progressão do fogo, é anual ou perene e se trata de uma espécie nativa do Brasil.

Sem dúvida, a erva daninha pode ser enquadrada como herbácea, prostrada ou ascendente. Mede de 0,5 a 1,2 metros de comprimento.

Ela se alastra pelo enraizamento dos nós quando em contato com o solo. Suas sementes são de cor castanho-avermelhada ou castanho-amarela e são lisas e brilhantes.

A apaga fogo costuma infestar mais frequentemente a área do Brasil Central.

As culturas que costuma afetar são:

  • Cana-de-açúcar;
  • Milho;
  • Soja;
  • Algodão;
  • Arroz irrigado;
  • Arroz.

Buva (Conyza spp)

A buva é nativa da América do Sul e se propaga pelas sementes que se dispersam facilmente pelo vento. No Brasil, duas espécies de buva se destacam: a Conyza canadensis e a Conyza bonariensis.

Sem dúvida, se tratam de espécies anuais e de estilo herbáceo. Seus caules são folhosos, densamente. A espécie canadensis mede de 80 a 150 cm de altura e suas folhas apresentam margens denteadas.

Uma característica importante de se apontar sobre essa erva daninha é que estudos já demonstraram que ela é resistente ao glifosato, um herbicida.

As principais culturas que a buva ataca são:

  • Girassol;
  • Cana-de-açúcar;
  • Algodão;
  • Arroz irrigado;
  • Arroz;
  • Soja;
  • Feijão;
  • Pastagens.

Caruru (Amaranthus viridis)

A caruru é uma erva daninha que mede de 30 a 40 cm de altura e 30 a 50 cm de comprimento. Ela é herbácea, uma planta anual e se desenvolve bem entre a primavera e outono, no entanto, em melhor condição na região meridional do Brasil.

Um detalhe é que ela é apropriada para consumo humano. É comum consumi-la na forma de saladas e refogados.

A caruru se propaga apenas por sementes, que são brilhantes e lisas.

Ela surge e se propaga com mais facilidade e agilmente em lavouras perenes. Alguns exemplos dessas lavouras são cafezais, canaviais e pomares.

As pessoas também costumam encontrar a Amaranthus viridis em terrenos baldios e em lavouras anuais. A principal condição para o seu desenvolvimento e despontar no solo: fertilidade e sombreamento.

Erva daninha

Tiririca (Cyperus haspan)

A tiririca é uma erva daninha que, além de ter grande capacidade de reprodução, de competir por cada centímetro de solo com outras espécies, também causa efeito inibidor em algumas culturas, com destaque para a cana-de-açúcar, um dos plantios mais comuns e importantes do Brasil.

Contudo, ela tem um ponto fraco natural. Em regiões de temperaturas baixas, seu crescimento é mais vagaroso. Além disso, é muito sensível ao sombreamento.

Ela se propaga principalmente por tubérculos, mas, também, via rizomas, bulbos e sementes.

A tiririca é uma erva daninha perene, de altura que varia de 10 a 65 cm. É herbácea e tem coloração que varia de vermelho a vermelho-acastanhado.

É nativa da Índia e está presente em mais de 92 países, entre eles, claro, o Brasil.

No país, ela afeta todos os tipos de lavoura, pois se adapta a diferentes tipos de solos e climas, com exceção das temperaturas muito baixas. Como o Brasil é conhecido pelo seu clima tropical, o seu campo de ação é vasto praticamente durante o ano todo.

Guanxuma (Sida glaziovil)

Planta de 30 a 80 cm de altura. Perene, anual, com caule e ótima capacidade de rebrota. Essas são as principais características da guanxuma, uma planta originária do Continente Americano e de grande incidência em lavouras pelo Brasil.

A sua propagação se dá por meio de sementes e é vista em grande escala em cultivos de cereais, principalmente no sistema de semeadura direta.

Seu alvo preferencial são culturas anuais. Surge com frequência em meio a espaços com cultivo de cana-de-açúcar, mas também marca presença em meio a cafezais, eucaliptos e pomares.

Significado de erva daninha

Sim, já explicamos anteriormente o significado de erva daninha, uma planta que nasce em local indesejado e passa a disputar terreno e recursos naturais com outras plantas pra desenvolver-se, mas atrapalhando o crescimento de outras.

Por ter rápida propagação, geralmente consegue suplantar as plantas de cultivo ou dividir espaço de modo a torná-las inúteis.

No entanto essa é a explicação do sentido literal, mas há outra que é de sentido figurado.

Ela é usada, muitas vezes, no sentido na Bíblia. Quem não se lembra da parábola da erva daninha no meio do trigo?

O problema da erva daninha não é nem a sua disputa de terreno com outros tipos de vegetais, mas, sim, o fato de ser imprestável, não ter utilidade comercial e nem medicinal, servindo apenas para ocupar espaço no lugar de outras e não trazer nenhuma vantagem para o coletivo.

Essa característica é importada para a associação de sentido figurado.

Uma erva daninha, quando se trata de uma referência a uma pessoa, significa um tipo que destoa do conjunto, de um todo, inibe o florescer de boas ideias em razão da disputa pelo espaço, causando sempre conflitos e nada de produtivo.

No sentido figurado, então, é um tipo que pensa apenas em si, nos seus próprios interesses. A “pessoa erva daninha” contamina o ambiente. Assim, precisa ser combatida antes que se fortaleça e ponha tudo a perder.

Como se livrar de erva daninha na grama ou jardim?

Erva daninha na grama ou jardim é o mal maior a ser evitado por quem trabalha na manutenção dessas áreas, pois quando elas surgem em tais lugares, se desenvolvem e se propagam de maneira muito rápida, deixando o gramado ou o jardim com aspecto de abandono. Sem dúvida, não passa uma boa impressão.

Há várias espécies de erva daninha que podem invadir gramados e jardins, mas, certamente, a espécie que mais desperta temor é a tiririca.

A seguir vamos passar algumas dicas rápidas de como combater a erva daninha em gramados e jardins.

  • Saiba escolher o melhor momento

Há momentos mais adequados que outros para retirar erva daninha de gramados e jardins, pois são ocasiões que a planta se encontra em condição mais favorável para ser extraída.

Dias secos e depois de chuva são os melhores, porque a terra nesse estado fica fofa e facilita a sua extração do solo.

O mais indicado para iniciar a coleta é na primavera, pois o solo costuma ficar mais úmido. O outono e o inverno oferecem melhores condições de limpeza.

  • Reutilize as ervas daninhas removidas

Se o tempo estiver seco quando você for retirar a erva daninha, você pode deixá-las sobre o local e aproveitar uma das principais características da natureza: reaproveitar os elementos que a constituem.

Quando você deixa as ervas daninhas sobre a terra para se decompor, elas viram adubo. Use para essa finalidade as folhas superiores depois de arrancá-las.

Só tenha o cuidado de não deixar cair sementes no solo, pois isso favorecerá o crescimento de outras ervas daninhas.

  • Use ferramentas adequadas para remover a erva daninha

Para fazer o trabalho de extração de erva daninha, é importante que utilize ferramentas adequadas para retirá-las com rapidez e sem afetar muito o solo e as plantações do entorno.

O melhor instrumento para esse trabalho é a enxada, pois com ela é possível arrancar as raízes com rapidez.

Reforçamos a recomendação de fazer a limpeza em épocas úmidas. No entanto, caso não seja possível fazer esse trabalho nesse período, tire o talo das plantas que restaram, pois isso evitará que voltem a semear.

  • Retire as sementes de novas ervas daninhas

Se você avistar sementes de erva daninha brotando do solo ao revolver um canteiro, não precisa agir imediatamente. Aguarde que elas nasçam, mas cuide de tirá-las imediatamente.

Erva daninha

  • Água fervendo mata as raízes da erva daninha

A erva daninha pode nascer em diversos lugares porque é muito resistente. Lugares que não são raros de avistar uma erva daninha são em fendas de muros e calçadas.

Se elas surgirem nesses lugares e, por algum motivo, te incomodarem, você pode dar um jeito nesse problema. E de maneira simples.

Aplique água fervendo nesses locais. O líquido ajudará a retirar as raízes por inteiro.

Contudo, depois dessa extração, o recomendável é bloquear a fenda e a rachadura com cimento. Dessa forma, evita-se que novas ervas possam crescer em tais lugares novamente.

  • Vinagre branco é um ótimo produto para acabar com ervas daninhas

Existe um produto que é ótimo para lidar com erva daninha: vinagre. Vinagre branco, mais especificamente.

Basta apostar em uma solução que pode ser feita em casa e aplicar no local acometido por essa vegetação indesejada. A solução é composta apenas por água e vinagre branco. As doses de cada elemento devem ser homogêneas.

Após fazer a mistura, basta aplicar sobre as raízes ou pulverizar. No entanto, fique atento para não atingir as flores ou áreas próximas de cultivo.

Um macete para acelerar processos é jogar sal sobre as raízes para que elas sequem, contudo, essa é uma prática que tem sido cada vez mais desconsiderada, pois acaba desequilibrando o pH do solo se aplicada em porções exageradas.

Para evitar esse tipo de transtorno, jogue apenas uma pitada sobre o solo.

  • Sem luz natural, a erva daninha não sobrevive

Vimos que algumas espécies de erva daninha não se dão bem com sobreamento, com a falta de luz, mas toda espécie de planta sofrerá consequências se não receber iluminação solar. Isto porque uma das fontes de alimentação delas, se não a principal, é a luz do sol. É por meio delas que as espécies se desenvolvem.

Bloqueando o acesso ao sol, o destino delas será o definhamento contínuo e absoluto.

Para impedir a propagação da espécie pelo “corte de sol”, faça uma camada sobre a terra com folhas, palha ou cobertura vegetal com pelo menos 5 cm de espessura.

Essa camada extra priva a erva daninha de luz, a sentenciado a um fim por inanição.

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