Olericultura é opção sustentável para a comercialização e consumo

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08/03/2019 Por
Olericultura é opção sustentável para a comercialização e consumo

Olericultura impulsiona economia de maneira sustentável

As práticas da olericultura são importantes tanto para o consumo quanto para a economia do país. Usada para a comercialização e produção de alguns alimentos, a olericultura visa suprir as necessidades da sociedade a base do consumo saudável.

Alimentos naturais, livres de agroquímicos, benéficos para a saúde e de produção sustentável estão sendo inseridos nas atividades da olericultura. Isso porque a preocupação dos produtores e da população em relação às práticas saudáveis de alimentação vem crescendo exponencialmente.

Olericultura

O que é olericultura?

Olericultura é um segmento da horticultura que engloba a exploração e produção de legumes, vegetais e hortaliças. Produtos como o chuchu, alface, tomate, cenoura, couve e repolho, além de raízes, tubérculos, caules e frutos variados fazem parte da sua produção. A prática da olericultura tem ganhado credibilidade devido ao sistema de produção sustentável, uma vez que os ciclos biológicos são curtos resultando em mais de um cultivo anualmente.

Além do cultivo de vegetais e legumes, a Associação Brasileira de Hortaliças (ABH) inclui nos plantios alimentos como:

  • o melão
  • a batata doce
  • o inhame
  • o morango
  • a melancia
  • a mandioquinha-salsa
  • a batatinha

A olericultura no Brasil necessita de tratos culturais intensivos e maior uso da mão de obra durante todo o ciclo. Consiste em uma atividade econômica arriscada para o produtor rural que faz uso do sistema convencional, uma vez que as plantações ficam expostas a propagação de doenças e alterações climáticas, podendo ser prejudicadas pela variabilidade de preços durante a comercialização.

Olericultura orgânica

As produções da agricultura orgânica brasileira deram-se a partir do plantio de espécies de olerícolas. A necessidade de um solo fértil, com mais matéria orgânica, de ciclos rápidos feitos em áreas menores, de mão de obra familiar e com valor alto associado era latente. Dessa forma, fez-se importante a elaboração de uma agricultura orgânica que fosse benéfica para as plantações, meio ambiente e apta para consumo.

A olericultura orgânica foi uma das primeiras na comercialização de produtos voltados para a agricultura, vendidos inicialmente em feiras orgânicas e cestas domiciliares.

Antigamente, a comercialização destes produtos era feita a base da confiança entre produtor e consumidor. Isso porque os produtos deveriam estar em ótimas condições e com qualidade quando comparados com os produtos não-orgânicos vendidos.

Esta técnica orgânica utilizada na olericultura e horticultura tem o intuito de estabelecer sistemas agrícolas ecológicos e equilibrados no meio ambiente. Eles devem ser rentáveis em três escalas (pequena, grande e média) e  utilizar recursos naturais na produção.

Dessa forma, o resultado são alimentos mais saudáveis, com alto valor nutritivo, livres de agroquímicos e com qualidade para comercialização.

Produtividade na olericultura

Para manter a alta produtividade, as boas condições do solo, nutrir as plantações e controlar a propagação de pragas, a olericultura orgânica depende de:

  • Culturas rotativas
  • Restos de culturas
  • Estercos animais
  • Adubos verde
  • Resíduos orgânicos
  • Cultivo mecânico
  • Controle de pragas

Olericultura

Toda matéria orgânica utilizada na olericultura colabora para as propriedades biológicas e físicas do solo. Além disso, ela também é responsável por evitar a erosão ao reduzir o escoamento superficial.

Os adubos orgânicos são benéficos as raízes. Isso porque aumentam sua capacidade de absorver os nutrientes, as vitaminas, os minerais e os aminoácidos gerados pelo solo. Com isso, o resultado são plantas mais sadias e livres de ervas daninhas.

De acordo com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento, a olericultura tende a crescer devido às necessidades da sociedade, fazendo com que produtores se especializem em diversas partes do segmento, por exemplo as olerícolas para consumo imediato. O que tem crescido é o uso de mini hortaliças e de mini olericulturas, com o cultivo de frutas vermelhas, permitindo maiores ganhos para o setor.

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