Horticultura e sua importância para a agricultura no Brasil

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02/02/2019 Por
Horticultura e sua importância para a agricultura no Brasil

A horticultura no Brasil abrange áreas diversas. Estamos falando da cultura de plantas ornamentais, floricultura, olericultura, silvicultura, fruticultura, jardinocultura e cultivo de cogumelos.

No Brasil, sem dúvida, a horticultura tem se desenvolvido levando em conta a atual preocupação em relação a uma alimentação mais saudável. Dessa forma, está ligada ao aumento da modernização de materiais e maquinários e à inovação da tecnologia voltada para os cultivos.

  1. O que é horticultura?
  2. Qual é a importância da horticultura?
  3. Horticultura na economia
  4. Que plantas fazem parte da horticultura?
  5. Qual a diferença entre olericultura e horticultura?
  6. Fruticultura como parte da horticultura
  7. Horticultura ornamental
  8. Qual a diferença entre silvicultura e horticultura?
  9. Classificação das hortaliças na horticultura
  10. Quando surgiu a horticultura no Brasil
  11. Horticultura caseira
  12. Alface na horticultura
  13. Horticultura no Brasil
  14. Floricultura como setor da horticultura

Horticultura

O que é horticultura?

A horticultura é o setor que envolve o cultivo de plantas comestíveis e não comestíveis. Assim, estamos falando do plantio de frutas, hortaliças, verduras, legumes e árvores.

Possui como características o estudo das técnicas de aproveitamentos dos frutos e técnicas de produção. Também engloba a indústria da alimentação e da estética.

O setor da horticultura no Brasil destaca fatores que auxiliam o seu avanço e progresso. Entre eles, estão:

  • Promoção comercial
  • Preço e concorrência
  • Selos e certificações
  • Logísticas
  • Diversificação de produto
  • Tecnologia
  • Agregação de valor
  • Padronização do produto
  • Associativismo
  • Canais de comercialização

Qual é a importância da horticultura?

A produção em larga escala da horticultura está ligada com o comércio. Ou seja, a venda dos produtos sem contar o consumo próprio de horticultores e familiares.

Para a economia, o setor da horticultura é importante. Muito disso é devido à estabilidade que deu para a agricultura em manter vendas e mercados abastecidos no Brasil.

Cada vez mais pessoas estão optando por uma alimentação orgânica, rica em nutrientes e proteínas.

Por isso, as pessoas buscam plantar hortaliças em hortas caseiras. Nesses casos, a ausência de agroquímicos é certa.

Embora parte da sociedade opte por plantar suas próprias hortaliças, muitos ainda preferem a praticidade de adquiri-las em feiras, por exemplo.

Essa procura por um consumo mais saudável tem feito o setor da horticultura crescer ao longo dos anos. Isso, por consequência, aumenta a produção.

O emprego do homem no campo, sem dúvida, tem aberto oportunidades para os novos possíveis horticultores.

Assim, a possibilidade de avanço a partir da diversidade da agricultura familiar tem chamado a atenção para as ações no agronegócio.

Horticultura

Horticultura na economia

A horticultura destaca um elevado número de empregos para sustentar a economia do país. No entanto, os produtores precisam focar em meios que sustentem a produção. Aliás, também devem garantir a qualidade contínua.

Dessa forma, fatores ambientais podem interferir. Alguns são:

  • Cuvas em excesso;
  • Períodos de estiagem e baixas temperaturas;
  • Novas soluções para o avanço da tecnologia no campo;
  • Sustentabilidade estável;
  • Custo de produção.

Esses são fatores a serem observados para manter a alta produtividade na horticultura.

Enfim, outro fator importante para a produção do setor é o avanço da genética dos produtos. Este fator faz com que a busca por produtos específicos seja mais intensa. Ou seja, gera maior reconhecimento e credibilidade da sua qualidade.

Portanto, a horticultura ligada à agricultura garante retorno constante para a economia do Brasil. Isso, claro, quando planejada e executada corretamente.

Assim, os benefícios correspondem não somente ao lucro do comércio, mas também a alimentação saudável e balanceada da população.

Que plantas fazem parte da horticultura?

Essa área da agricultura é tão rica e complexa que, sem dúvida, necessita de mais informações para ser compreendida. Portanto, a partir de agora, traremos mais detalhes sobre a horticultura.

Muita gente pensa, por exemplo, ao se falar de horticultura, que se trata apenas de hortaliças e legumes. Uma impressão, sem dúvida, equivocada, mas bastante comum.

De fato, trata de hortaliças e legumes, mas não somente. A horticultura engloba várias subdisciplinas que se complementam e ajudam a enriquecer umas as outras.

As principais subdisciplinas: floricultura, fruticultura, olericultura e silvicultura.

Vamos comentar brevemente sobre cada uma dessas subdivisões a seguir.

Qual a diferença entre olericultura e horticultura?

Olericultura é a área da horticultura que cuida das plantas conhecidas como verduras e legumes.

Verduras são hortaliças cujas partes consumíveis são as folhas. Por exemplo: espinafre, alface, mostarda e almeirão.

Legumes são a vagem das plantas leguminosas. Por exemplo: lentilha, ervilha e feijão.

Portanto, a olericultura está dentro da horticultura.

Essas hortaliças são amplamente utilizadas na culinária, razão de serem tão conhecidas. Elas são usadas para temperar pratos salgados e aos frutos que se consome como salada.

A olericultura no Brasil teve seu grande momento nos anos da década de 1980. Neste período, se iniciaram as atividades de pesquisas oficiais. O objetivo era estudar formas de fazer lançamentos de cultivares de hortaliças adaptadas às mais diversas condições do clima.

Horticultura

Fruticultura como parte da horticultura

A fruticultura se encarrega do plantio de espécies frutíferas. Ou seja, vegetais produtores de frutos e com alto teor de açúcar. O objetivo da fruticultura é produzir racionalmente frutos de modo a explorá-los economicamente por meio de comércio.

A fruticultura é importante para o homem não só por ser uma fonte de comércio, mas também por ser uma fonte importante de nutrientes.

Exemplos bastante conhecidos: maçã, manga, goiaba, banana, pêra.

O mercado de frutas no Brasil é gigante e só vem aumentando graças às melhorias genéticas propiciadas às frutas e legumes. O mercado brasileiro de frutas chega a movimentar, anualmente, cerca de 750 milhões de dólares.

Uma fruta que se destaca no Brasil é a laranja. O país é o maior exportador mundial da fruta. Banana e mamão são outras frutas que destacam o país na produção e exportação.

Horticultura ornamental

A horticultura ornamental é dividida em duas partes. Ela engloba tanto as espécies floríferas, que compõem a floricultura, como as plantas ornamentais. Estas últimas são aplicadas em paisagismo devido à beleza de suas cores e formas.

Essa área é definida como o setor que se ocupa de todos os aspectos que têm relação com a qualidade de vida proporcionada pelas plantas. Claro, exceto o uso em indústrias e na alimentação. Ou seja, qualquer aplicação de flores que, de alguma forma, propiciem bem-estar.

Exemplo mais comum é o uso no paisagismo. Afinal, as flores são aplicadas de forma a decorar um ambiente para deixá-lo mais personalizado, vibrante e respirável. Aliás, é conhecido o benefício que as plantas causam na qualidade do ar.

Qual a diferença entre silvicultura e horticultura?

A silvicultura é a ciência que se dedica ao estudo de métodos artificiais ou naturais. O objetivo é regenerar e melhorar povoamentos florestais.

Portanto, a silvicultura se encarrega de fazer manutenção, o aproveitamento e o uso racional de florestas. É, portanto, uma das áreas abrangidas pela horticultura, mas não é a mesma coisa.

Classificação das hortaliças na horticultura

As hortaliças são classificadas em 5 grupos:

  1. Tuberosas: as hortaliças tuberosas são as que se consomem as raízes tuberosas, os tubérculos ou bulbos. Ou seja, suas partes consumíveis crescem dentro do solo. Alguns dos exemplos mais famosos de hortaliças tuberosas: cebola, nabo, beterraba, cebola e rabanete;
  2. Herbáceas: são as hortaliças cujas partes consumíveis se encontram acima do solo. Delas se consome, portanto, as folhas, os caules ou as inflorescências. Exemplos típicos do grupo de hortaliças herbáceas: chicória, alface, agrião, acelga, alcachofra;
  3. Frutos: as hortaliças-frutos representam os vegetais que se pode aproveitar os frutos e as sementes. Algumas hortaliças que fazem parte desse grupo são: pimentões, ervilhas, melancias, jilós;
  4. Condimentos: essas hortaliças são muito usadas na medicina doméstica como tempero. Sem dúvida, as espécies mais famosas do grupo de hortaliças-condimentos são: chuchu, berinjela, ervilha, vagem, abobrinha;
  5. Complementares: por fim, as hortaliças complementares são raízes como batata-doce, aipim, cará, batatinha e inhame.

Quando surgiu a horticultura no Brasil?

Costuma se pensar que a horticultura no Brasil tenha nascido somente com a chegada dos colonizadores portugueses. Eles, sem dúvida, aplicaram e transmitiram seus conhecimentos de agricultura já praticados há séculos no velho continente.

Mas, a agricultura não era uma prática exclusiva dos europeus ou de povos mais avançados.

Muitos povos indígenas praticamente vivem do cultivo de plantas e caça de animais. Formas de subsistência primitivas, as mais básicas e até simples de produzir e manter.

Por isso, não surpreende que mesmo antes da chegada dos europeus no novo continente, no Brasil, já existissem povos que praticassem a horticultura.

Povos locais em terras brasileiras já faziam o plantio de batata-doce, mandioca e erva-mate. Também se verificou em terras brasileiras o plantio de frutas como maracujá e caju.

Claro que a chegada dos portugueses ajudou a desenvolver o plantio de horticultura. Depois de 1500, então, foram incluídos outros plantios em solo nacional, de origem estrangeira, como couve e laranja.

Hoje, essas hortaliças estão completamente integradas à alimentação brasileira. Aliás, muitos se espantam ao saberem que elas não são nativas do nosso país.

Horticultura

Horticultura caseira

Diversos fatores têm aumentado o interesse das pessoas em criar uma horta caseira. Dentre eles, podemos citar:

  • Uso exagerado de agrotóxicos pelas grandes empresas produtoras;
  • Preço alto dos produtos no mercado e nas feiras livres;
  • Indisponibilidade de alguns cultivares em certas regiões.

Além disso, o estilo de vida mais saudável e até mesmo o crescimento do vegetarianismo e do veganismo aumentam o interesse nesse tipo de atividade. Assim, a horticultura caseira ganha cada vez mais adeptos.

Mostramos, em seguida, alguns dicas de como obter sucesso com uma horta caseira de temperos. Essa é uma das formas mais fáceis de começar, pois não demanda tanta espaço e os cuidados são mais simples.

Como cultivar temperos em casa?

Sua empreitada começa com o básico: espaço. Para cultivar temperos em casa, basta um local limpo que bata sol. Além disso, você também precisará de acessórios como jardineiras, vasos, regador, terra e utensílios de jardinagem.

Quando falamos sobre bater sol, tenha em mente que esse é um aspecto super importante. Isto porque a luz solar é a principal fonte de energia de qualquer planta.

Portanto, escolha o local com maior luz possível. O indicado é que sua plantação possa receber pelo menos 4 horas diretas de luz solar por dia.

Em seguida, é preciso que você se familiarize com aquilo que deseja plantar. Cada tempero é único. Veja alguns exemplos e dicas:

  • Orégano: se desenvolve de maneira rasteira e pode durar muitos anos;
  • Alecrim: exige que se faça mudas anteriores ao plantio no local definitivo;
  • Pimenta: ideal para regiões mais quentes, a pimenta ama o calor forte. Geralmente cresce bastante, por isso, prefira vasos maiores;
  • Salsa: ao contrário da pimenta, prefere climas mais frescos e precisa de água todos os dias;
  • Manjericão: precisa ser podado com certa frequência para que não cresça sem freios, mas é simples de cuidar.

Alface na horticultura

Agora que você já entendeu o que é horticultura, que tal conhecer um dos alimentos que mais marcam presença na mesa do povo brasileiro? Sim, estamos falando da alface.

Alface é boa para a saúde dos ossos e para o intestino. É boa para os ossos devido à alta presença de vitamina K. Quanto ao intestino, por sua vez, seu benefício se deve às fibras.

Como explicado anteriormente, fibras ajudam a aliviar problemas digestivos. Como elas não se deterioram dentro do organismo e absorvem as enzimas nocivas ao trato digestivo, quando saem do corpo, saem levando consigo essas enzimas nocivas.

As pessoas que querem perder peso igualmente encontram, nas fibras, uma boa aliada.

Elas provocam sensação longa de saciedade. Ao entrarem em contato com o suco gástrico no estômago, causam um certo estufamento. Isto, por sua vez, provoca a sensação de corpo bem nutrido. Não é preciso consumir uma quantidade exagerada de calorias e alimentos.

É por isso, então, que as fibras são importantes na dieta.

A alface ainda é uma boa arma para combater e prevenir anemia.

Anemia é o quadro em que a pessoa está fraca em razão de pouca e má alimentação. Assim, não produz glóbulos vermelhos saudáveis em quantidade ideal no sangue. A alface, como é rica em ácido fólico, ajuda a fortalecer e reanimar essas pessoas.

Horticultura

Horticultura no Brasil

A produção brasileira de horticultura, hoje, fica por volta de 20 milhões de toneladas ao ano. Esse número é da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas, também conhecida como ABCSEM.

Estima-se que quase 2,5 milhões de pessoas trabalhem no setor. A produção de horticultura no Brasil chega a movimentar cerca de 100 bilhões de reais.

Essa produção mostra que, mesmo com eventuais problemas de sazonalidade, a horticultura tem gerado bons negócios.

Enfim, o hectare de hortaliça chega a render de 2 mil a 20 mil reais em campo aberto. Sem dúvida, bons números para quem se interessa pelo setor.

A horticultura em momento de crise

O setor de horticultura no Brasil vem mostrando força. Isso acontece mesmo com o país passando por uma grave crise nos últimos anos. Há pouco, também surgiu a crise em razão da pandemia do novo coronavírus.

O Brasil é um dos líderes mundiais de produção de frutas, ficando atrás apenas de China e Índia. Mas, apesar desse ótimo desempenho na produção, exporta menos de 2,5% do total que produz.

Para efeito de comparação, o Peru, que tem 7 vezes menos o tamanho do Brasil, exporta 4 vezes mais frutas que o nosso país.

O Peru fatura 2,4 bilhões de dólares de receita. Contraste gritante com o Brasil que, por sua vez, fatura apenas 700 milhões de dólares em exportação.

Mesmo o Chile, que tem um território do tamanho da Bahia, fatura muito mais com exportações. São 4 bilhões de dólares anuais.

Isso, sem dúvida, mostra que o país tem um grande potencial de crescimento. Tem, igualmente, capacidade produtiva para aumentar seu leque de opções, atingir novos mercados e elevar suas receitas.

A divisão da cadeia de hortaliças, segundo dados de 2016, é interessante. Pouco mais da metade da movimentação em dinheiro gerada por esse mercado vai para o produtor. Do total gerado, 45% vão para a distribuição e varejo.

Floricultura como setor da horticultura

O crescimento desse setor se manteve bom nos últimos anos. Mas, algo chamou a atenção em 2017. O consumo de flores cresceu cerca de 15% em algumas regiões do país. Entre os estados, São Paulo teve destaque.

A média nacional evoluiu para 8% e atingiu 7,3 bilhões. Cada consumidor de São Paulo gastou, em média, 50 reais. Média superior à do país, que é de 35 reais.

Isso, sem dúvida, evidencia que São Paulo é a principal praça do setor. O estado ajudou a impulsionar de grande forma o setor para cima, apesar da crise no país.

Em 2019 foram criados 209 mil postos de trabalho. Mais da metade foi destinado ao setor do varejo. Para completar, 39% foram para o de produção, 4% para o atacado e 3% para outros setores.

A produção de plantas verdes em vasos vem em uma tendência de crescimento de 12%. Ou vinha, porque todas as projeções em relação a 2020 tiveram que ser revistas em razão do novo coronavírus.

O mesmo ocorre com as espécies para jardinagem. Elas, até então, mantinham aumento de 4%. As flores de corte também mostraram avanço: 2%.

O país conta com mais de 8 mil produtores. Além disso, são 680 atacadistas e prestadores de serviço, 60 centrais de atacado e mais de 20 mil pontos de varejo.

O Brasil mantém uma área de cerca de 15.600 hectares para o cultivo de flores. Enfim, essa abrangência coloca o país no top 10 entre os maiores produtores do planeta – na oitava colocação.

Por fim, outro dado que confirma o viés de alta desse setor da horticultura é o fato de ter, em 2019, gerado 209 mil postos de trabalho.

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