Matriz é animal com as melhores qualidades para reprodução no grupo

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12/09/2019 Por
Matriz é animal com as melhores qualidades para reprodução no grupo

Matriz é o exemplar animal utilizado para fins reprodutivos

A escolha da matriz é um processo criterioso que visa melhores características genéticas para as próximas gerações. É através dela que os pecuaristas garantem uma reprodução saudável e satisfatória de suas espécies.

A seguir, você aprende dicas para escolher a melhor matriz para sua propriedade.

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O que é matriz?

Matriz é o exemplar de uma determinada espécie utilizada para fins reprodutivos. A matriz visa o melhoramento das futuras gerações, bem como o aumento de sua população.

Convencionalmente, a seleção das matrizes ocorre considerando suas privilegiadas características genéticas. Isto é, sua capacidade de transmitir tais características privilegiadas às próximas gerações.

Quando o assunto é a matriz animal, o termo é usado para denominar as fêmeas privilegiadas da espécie. Os machos da espécie, por outro lado, são identificados como “reprodutores”.

Além disso, matriz ainda pode se referir a um local onde algo se cria ou é gerado.

Como escolher machos reprodutores

A seleção de machos reprodutores deve ser baseada em critérios rigorosos e precisos. Afinal de contas, o macho reprodutor é responsável por reproduzir mais prole do que qualquer fêmea matriz do rebanho.

Assim, é de suma importância que o macho reprodutor seja saudável, apresentando condições plenas para o acasalamento. Por exemplo, para a realização da cópula, é imprescindível que o macho não apresente nenhuma doença sexualmente transmissível.

Quando for possível, o pedigree da espécie reprodutora deverá passar por análises devidas. Quando se trata de machos reprodutores com idade avançada para a espécie, sua prole deverá ser avaliada. Afinal de contas, os filhotes servem como uma prova viva das transmissões que o animal promove em seus descendentes.

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Características de um bom macho reprodutor

Assim como a fêmea matriz, é recomendado que os machos destinados a acasalar disponham de outras qualidades, tentando, desse modo, evitar a endogamia (cópula com consanguinidade).

Algumas das características que devem ser observadas na matriz animal de um macho reprodutor são:

  • Quando houver utilização de animais registrados, conferir os padrões raciais característicos das raças escolhidas;
  • Aspectos masculinos bem definidos;
  • Aprumos bons e cascos de aparência sadia;
  • Libido boa e saudáveis capacidades sexuais;
  • Ausência de prognatismos, hérnias e demais defeitos de ordem hereditária;
  • Preferência por machos reprodutores desprovidos de cornos, no entanto, com indícios de que foram descornados. Afinal, machos com ausência de mochos tendem a ser portadores de características hermafroditas;
  • Apresentar testículos normais, morfologicamente falando. Isto é, testículos ovais, simétricos e palpáveis nas respectivas bolsas escrotais. Machos com criptorquidia unilateral ou bilateral devem ser dispensados;
  • Ausência de qualquer lesão peniana ou prepucial;
  • Ausência de linfadenite caseosa, isto é, caroço ou demais sinais enfermos.

Qual o tempo de vida ativa do reprodutor?

Em condições apropriadas de manejo, a atuação de um macho reprodutor no rebanho será de aproximadamente oito anos. Contudo, uma das condições para este tempo de atuação é o controle de cobertura no rebanho.

Se não houver controle, é indicado que o macho reprodutor seja substituído por um novo a cada três anos. Desse modo, características genéticas indesejadas, decorrentes da consanguinidade, são evitadas.

Como escolher fêmea matriz?

Assim como no caso do macho reprodutor, a escolha de uma fêmea matriz destinada à reprodução deve passar por critérios severos. De fato, a análise das características e condições sanitárias da matriz é essencial, haja vista que fêmeas com enfermidades são incapazes de reproduzir de acordo com o esperado.

Seja matriz bovina, caprina ou suína – ou seja, porca matriz –, algumas características são cruciais e devem ser consideradas. Entre elas estão:

  • Quando houver utilização de animais registrados, conferir os padrões raciais característicos das raças escolhidas;
  • Aspectos femininos bem definidos;
  • Aprumos bons e cascos de aparência sadia;
  • Estar atento à idade da fêmea matriz, cuja – via de regra – deve estar em conformidade com o ideal reprodutivo. Assim sendo, evitar a adquirição de fêmeas acima de três anos que ainda não tenham parido;
  • Ausência de defeitos físicos, enfermidades e também doenças hereditárias;
  • Preferência pela aquisição de fêmea matriz já parida, prestando atenção a uma satisfatória prolificidade e fertilidade. Levar em conta os históricos de gestação e de partos normais, além das boas habilidades maternas. Tais qualidades serão traduzidas em potenciais leiteiros e aptidões para criar e atender às crias;
  • Para prevenir a aquisição de fêmeas com dificuldades reprodutivas, é indicado que sejam realizados exames adicionais. A exemplo da ultra sonografia, exame complementar que favorece a seleção da matriz, descartando espécies que apresentam patologias ovarianas ou uterinas. O exame deve sempre ser realizado antes de fechar a aquisição da fêmea matriz, a fim de comprovar seu alto potencial reprodutivo e genético.

Assim sendo, é possível concluir que, para uma seleção de melhores fêmeas matrizes e machos reprodutores, basta adotar simples e adequadas práticas de observação do rebanho e escrituração de zootécnica básica.

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Reposição da matriz

A seleção para repor a matriz de espécies destinadas à reprodução deve ocorrer antes do determinado período reprodutivo. A reposição deve ser fundamentada em:

  • Fenótipos, ou seja, as aparências externas dos animais;
  • Genótipos, isto é, os méritos e capacidades genéticas dos animais;
  • Desenvolvimentos corporais, que dizem respeito às condições corporais e idades das espécies;

De modo geral, é recomendado que, anualmente, sejam substituídas aproximadamente 15 a 20% das matrizes. Permanece-se, deste modo, somente com as matrizes novas ou de idade média. Em outras palavras, matrizes com, no máximo, oito ou nove anos, possuindo uma atuação reprodutiva de cerca de quatro a seis anos.

O erro de muitos criadores de matrizes animais é acreditar que o seu gado é melhor que o gado do vizinho. Por superestimarem o seu gado, os criadores podem apresentar resistência na hora de substituir e repor suas matrizes, prejudicando seus negócios.

Em suma, é importante considerar que matizes melhores podem ser adquiridas a fim de melhorar a pecuária. Afinal de contas, algumas fazendas impossibilitam explorações, a não ser a de cria, devido às condições inadequadas de pastagens e solos.

Deste modo, para estes criadores, é ainda mais importante estar atento à reposição e aos critérios adequados de compra. Esta atenção visa substituir a matriz, sempre que necessário, por uma ainda melhor.

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