Biota: seres vivos que habitam determinado período ou região

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17/04/2019 Por
Biota: seres vivos que habitam determinado período ou região

A biota é composta de diversos organismos, como fungos e elementos da fauna e da flora. Plantas, animais e outros seres vivos compõem a biota. Ela pode se referir a ambientes restritos, como lagos ou mananciais, assim como grandes habitats, como os oceanos.

biota pode ser encontrada em qualquer espaço sobre a Terra: rios, mares, solo, montanhas e florestas.

  1. O que é biota?
  2. Tipos de biota
  3. Alterações no clima de um ecossistema
  4. Relação com as camadas da Terra
  5. Significado de biota
  6. Diferentes tipos de biota
  7. Biota do solo (fauna)
  8. Flexibilização no Brasil
  9. Mesofauna
  10. Macrofauna
  11. Biota marinha
  12. Seres da biota marinha
  13. Diferença entre bioma e biota
  14. O que é abiota?
  15. Qual a relação de biosfera com biota
  16. O que são corredores biológicos?
  17. Danos da fragmentação florestal
  18. Tipos de corredores biológicos

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O que é biota?

Biota é chamado o conjunto de seres vivos habitam, ou habitavam, determinada região. A palavra biota deriva do grego “bios”, que significa vida. O termo ou o conceito de biota, então, pode ser utilizado de diversas maneiras e é bastante abrangente. Podem ser chamados de biota, por exemplo, seres vivos de um determinado habitat em particular, como um rio, ou manguezal.

O conceito também pode ser utilizado para determinar regiões mais amplas de vida, como os organismos de um continente ou até da Terra.

Tipos de biota

Biota é entendida, então, como o conjunto de seres vivos que compõem um ambiente, como flora, fauna e fungos.

O termo é utilizado para descrever a vida em algumas regiões ou habitats. Portanto, pode variar conforme os organismos a que se refere, incluindo:

  • Biota Marinha
  • Aquática
  • Terrestre
  • Estuarina
  • Lagunar
  • Bentônica

Alterações no clima de um ecossistema

Sendo a biota todos os organismos e seres vivos que fazem parte de um ecossistema, consequentemente, eles sofrem alterações se ocorrem mudanças no habitat. As variações climáticas ou geográficas de determinada região, portanto, podem afetar na reprodução das espécies.

Relação com as camadas da Terra

Aqui entra o trabalho dos paleontólogos. Especialistas são capazes de descobrir quais organismos viveram em determinada época, com base no estudo das camadas terrestres.

Através da bioestratigrafia é possível, portanto, estudar não só os seres vivos que já passaram pelo planeta, mas também as variações ambientais que ocorreram no passado. Sendo assim, a história dos ecossistemas e fenômenos climáticos fica registrada nas rochas e estruturas da Terra.

Com isso, então, é possível traçar as características de uma biota e entender, através de comparações, que fenômenos ocorreram para a mutação ou extinção de algumas espécies.

Uma área de marinha, por exemplo: a salinização do oceano ou a mudança de temperatura pode alterar a adaptação dos seres. A partir daí os organismos podem não sobreviver ou, ainda, se adaptarem.

Sendo assim existem dois caminhos: a extinção de uma espécie em determinado habitat, ou a mutação, modificação e adaptação dos seres vivos.

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Significado de biota

Dentro da ecologia, já vimos que o conceito é utilizado para denominar o conjunto de todos os organismos de um local: seres vivos, fungos, elementos da fauna e da flora que vivem em um espaço ou no mesmo período.

A palavra, entretanto, pode ser utilizada com outros significados:

  • Ediacarana: é o conjunto de seres que viveu entre o período Ediacarano. Estes elementos são estudados até hoje através de fósseis encontrados pelo mundo. São seres de aspecto tubular muito semelhantes aos seres primitivos, talvez um dos primeiros a habitarem a Terra.
  • Taxonomia: em relação à taxonomia da palavra, o termo se refere ao superdomínio que engloba os demais níveis de organismos.
  • Espanha: Biota também é um pequeno município da Espanha, na província de Saragoça.

Diferentes tipos de biota

Geralmente, a biota de uma região é formada por diferentes camadas que isoladamente são insuficientes para garantir a sustentabilidade de um ecossistema, mas juntas criam as condições necessárias para a vida produtiva e são referenciadas como biota.

A seguir vamos esmiuçar um pouco dessas camadas dos principais tipos de biotas existentes em nosso planeta.

  • Biota do solo (fauna)

A biota do solo é simplesmente essencial à preservação dos ecossistemas, pois está em linha reta com os principais nutrientes sem os quais seria impossível o surgir e florescer de florestas e plantações agrícolas.

A fauna que constitui o solo é dividida em 3 camadas que são diferenciadas por suas dimensões.

Por exemplo, organismos que medem menos de 0,1mm, como os protozoários, são classificados como microfauna.

Já organismos de 0,1 a 10 mm, como ácaros e collembolas, integram a mesofauna.

Por fim, temos a macrofauna, composta por organismos maiores de 10 mm, como é o caso da Lumbricidae.

  • Microfauna

A chamada microfauna do solo é composta por animais pequenos como é o caso de ácaros, insetos, nematoda entre outras classes.

Esses tipos de animais exercem papel de grande destaque nos chamados ciclos biogeoquímicos, pois acabam controlando a presença de fungos e bactérias presentes no solo.

Isso é possível por se alimentarem de matéria orgânica em decomposição, incluindo os fungos e bactérias.

  • Mesofauna

A mesofauna é formada por animais que se encontram na zona intermediária, entre os micro-organismos e macro-organismos. Novamente, ácaros marcam presença nesse grupo.

As principais classes de animais da mesofauna são acari e collembola, classes que perfazem de 72% a 97% de toda a fauna de artrópodes do solo.

Esses organismos desempenham função importante para a ciclagem de nutrientes e no fluxo de energia no solo. Ainda sobre esse grupo de animais, eles têm a capacidade de desenvolver seus próprios ciclos vitais no solo, seja parcial ou integralmente.

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  • Macrofauna

Já a macrofauna inclui os animais mais conhecidos, até porque podem ser vistos com mais facilidade. Estamos falando de animais de tamanho grande como minhocas, cupins, formigas, centopeias, grilos e as temidas e asquerosas baratas.

Esses animais são denominados na biota do solo como “engenheiros do ecossistema”, pois são eles que, digamos, fazem o trabalho mais braçal, como escavar, ingerir e transportar material mineral e orgânico do solo.

Ou seja, já teve ter visto ou ouvido falar dessa dinâmica: um animal perfura, ingere ou expele algo que fica no solo que acaba se tornando um alimento para outra classe de animal ou um adubo que será importante para o desenvolvimento de outro organismo.

Essa é basicamente a importância desse grupo de animais para a biota da terra.

A macrofauna inclui mais de 20 grupos taxonômicos que consomem de tudo um pouco:

  • Solo (geófagos);
  • Serapilheira (detritívoros);
  • Madeira (xilófagos);
  • Matéria orgânica (humívoros);
  • Animais (parasitas e predadores).

Entre outros.

  • Biota marinha

Saindo do solo e entrando na água. O Brasil é dono de 7.491 quilômetros de costa litorânea, extensão que o coloca como o 16º maior país em termos de litoral.

Tamanha extensão faz o país ser extremamente rico em matéria de biodiversidade marinha.

Para que tenha uma noção, estima-se que apenas de algas, plantas e animais existam mais de 9 mil espécies no litoral brasileiro.

Mais de 9 mil espécies registradas, registra-se, porque o ambiente marinho ainda é um dos territórios que o homem tem menos conhecimento, pois é muito complicado alcançar e explorar toda a profundidade dos oceanos.

Esse conjunto de organismos, espécies, compõem a chamada biota marinha.

Seres da biota marinha

Ter conhecimento sobre a totalidade dos seres que formam a biota marinha e suas camadas, e continuar sempre a pesquisa para descobrir possíveis novos seres, é de grande importância principalmente para as ocasiões que se necessita recuperar uma região degradada.

Identificar os seres e as suas funções dentro de um ecossistema ajuda a entender quais são as condições necessárias para que o ecossistema em questão volte a ser funcional e se recuperar dos estragos provocados por fatores externos.

Estragos que são recorrentes e em boa parte provocados pela ação do homem.

Esses estragos ocorrem com frequência por meio de despejo de diversos poluentes, como petróleo, esgoto doméstico, lixo, metais pesados.

Pesquisadores para analisar a biota marinha costumam se valer das seguintes técnicas:

  • Amostras de recifes: análise em laboratório de amostras de recifes para se determinar a riqueza, densidade e diversidade de organismos existentes;
  • Plâncton: também se realiza coleta de plâncton com o objetivo de se analisar a sua densidade e estágio;
  • Raspagem e registro fotográfico: esse trabalho é realizado para determinar o tamanho da extensão de substratos naturais;
  • Análise de mamíferos: outra das etapas para conhecimento de uma biota marinha é fazer a captura, análise e monitoramento de espécies determinadas de mamíferos.

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Diferença entre bioma e biota

Uma das confusões clássicas envolvendo o termo biota é entendê-lo como o mesmo que bioma ou achar que bioma é o mesmo que biota.

Apesar da grafia parecida e temáticas muito próximas, sem dúvida, são bichos diferentes, com características muito próprias.

Como vimos mais cedo, biota é um grupo de seres naturais de determinada região que a habita no momento ou vieram a habitá-la no passado, mesmo que remoto. Com isso em mente, ficará mais fácil fazer a distinção de bioma.

Vamos ao ponto: o que é um bioma?

Bioma também se refere a um agrupamento de organismos de determinadas áreas e que podem ser divididos em categorias. Assim, se trata da reunião da vida vegetal e animal agrupadas contiguamente e que podem ser identificadas regionalmente.

A diferença para a biota é que esta última trata essencialmente da parte viva de um ecossistema, já o bioma é mais abrangente, pois considera características de clima e de solo para se constituir.

O que é abiota?

Outro termo que costuma levantar dúvidas aos que estudam e têm interesse por tudo que envolve biota, e também muito semelhante em termos de escrita, é a palavra abiota.

O que viria a ser abiota?

Abiota é o termo que se refere ao componente não vivo de um ecossistema. Os principais exemplos são a água, solo e o ar.

Como vimos acima, biota vem do grego “bios”, que significa vida. O prefixo “a” em grego significa “negação”, “privação”. Portanto, abiota tem o significado de “privação da vida”, uma antítese de biota.

Qual a relação de biosfera com biota?

Também é motivo de confusão o termo e conceito de biosfera. Novamente, pelo mesmo motivo de grafia parecida de nome.

As semelhanças de vários termos decorrem devido ao significado das palavras. Como já dito, “bios” em grego é o mesmo que “vida”, logo, tudo que se relacione aos estudos das mais diferentes formas de vida em nosso planeta estará conectado.

Biota e biosfera, apesar de terem ligação evidente e serem conceitos muito próximos, não são a mesma coisa.

Como a essa altura já se tornou dispensável explicar o que é biota, é cabível se debruçar apenas no significado de biosfera.

Então vamos lá: o que é biosfera e qual a sua relação com biota?

Uma boa maneira de como começar a explicar o significado de biosfera é analisar os termos que formam a sua nomenclatura. Tarefa que fica facilitada uma vez que já sabe o significado de bios.

Biosfera vem do grego e é formada pelas palavras “bios” e “sfaira” que quer dizer “esfera”. Portanto, temos “esfera da vida”.

Mas o que seria essa esfera da vida? A que exatamente faz referência? Como é formada essa esfera?

A biosfera é definida como o ambiente que arregimenta todas as formas de vida existentes no planeta Terra, é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra.

A sua ligação com biota é por esta formar justamente os ecossistemas que a biosfera reúne para compor-se.

Portanto, se biota e biosfera fossem representadas dentro de uma pirâmide, a biosfera seria o topo da pirâmide e a biota seria a base.

O que são corredores biológicos?

Um conceito que envolve biota e é cada vez mais popularizado e requisitado é os dos corredores biológicos.

Mas do que se trata exatamente esses corredores e por que são cada vez mais solicitados?

Os corredores biológicos são áreas que unem unidades de conservação e fragmentos florestais divididos em razão de interferência humana.

Por exemplo, imagine que está andando em uma floresta altamente arborizada, cheia de vegetais, insetos, aves e recursos naturais e de repente se depara com uma estrada que corta toda uma faixa da floresta e a divide em dois.

Essa divisão é estabelecida não por razões naturais, mas por interferência humana que cortou um trecho dessa floresta e criou dois núcleos imprevistos. Esses núcleos passam a ser chamados de fragmentos florestais.

Essa divisão pode ocorrer também com atividade madeireira e de agricultura.

Os corredores biológicos são uma tentativa de reconectar esses fragmentos causados pela ação humana com outra ação humana e, dessa forma, diminuir os impactos ambientais.

Acabam se tornando uma forma do próprio homem tentar remediar o estrago causado por suas ações, se redimir no esforço de replantio para a formação de tais corredores que exercem a função de interligar áreas verdes separadas por estradas ou agriculturas.

Quando essas faixas verdes voltam a ter um ecossistema parecido com as zonas florestais divididas, elas auxiliam a movimentação de animais e na polinização de espécies vegetais.

Danos da fragmentação florestal

Os corredores ecológicos são ótimos recursos para reduzir os danos ambientais provocados pela fragmentação de florestas. Colaboram para recuperar áreas desmatadas e a biota característica de determinadas áreas.

O principal dano que essa ação do homem no verde provoca é diminuir as populações existentes em áreas de vegetação, pois impedem o trânsito de animais e reduz a área de caça.

Essa restrição de trânsito prejudica o ciclo de desenvolvimento das zonas verdes baseadas na troca de nutrientes provocadas pela interação de agentes externos.

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Tipos de corredores ecológicos

No Brasil existem vários tipos de corredores ecológicos implementados. A seguir serão listados os principais, quais são as suas localizações e mais detalhes pertinentes sobre cada um deles.

  • Corredor ecológico Paranã-Pireneus

Esse corredor abrange áreas dos estados de Goiás, Tocantins e Distrito Federal. O projeto era considerado prioritário para a conservação de uma área aproximada de 10.000.000 ha, pelo que foi publicado no Probio/MMA.

No entanto, com a guinada política ocorrida no país nos últimos anos trazendo consigo uma visão, considerada por muitos especialistas, peculiar, antiquada, sobre a política ambiental, já não há mais convicção sobre a preservação desse projeto.

  • Corredor ecológico do Jalapão

Esse corredor fica localizado nos estados de Tocantins, Bahia e Piauí. Os ecossistemas encontrados nas áreas que esse corredor se estende são considerados de grande importância ecológica, pois contém as nascentes dos rios Parnaíba, Tocantins e São Francisco.

Essa região, como é composta por rochas sedimentares que passam por intenso processo erosivo, corre sério risco de desertificação se não for bem conservada. Segundos estudos realizados pelo Probio/MMA, é uma área tida como prioritária em termos de preservação.

  • Corredor ecológico Guaporé/Itenez-Mamoré

Um corredor ecológico que compreende regiões do Brasil e de um país vizinho, Bolívia. Abrange 4 das eco regiões sul-americanas: florestas úmidas de Rondônia-Mato-Grosso, sudoeste da Amazônia, florestas e pântanos localizados na Bolívia.

  • Corredor Ecológico Araguaia/Bananal

Esse corredor estruturou-se a partir de 11 áreas protegidas.

Fica localizado em uma das bacias hidrográficas mais importantes do país. O total de hectares que abarca alcança cerca de 9 milhões.

Envolve quase todo o estado do Tocantins, pois cobre a área de 20 municípios. Além desse estado, também cobre regiões de municípios localizados em Mato Grosso, 8, Goiás, 7, e Pará, 4.

  • Corredor Costa Esmeralda

Localizado no litoral norte de Santa Catarina (SC), cobrindo área de 774 km².

O Corredor Costa Esmeralda possui vários ecossistemas, principalmente da Mata Atlântica. Nele, se destacam as densas florestas quaternárias, os manguezais, as restingas, costões e estuários.

Também são incluídos na área desse corredor pequenas ilhas oceânicas e unidades de conservação. Algumas das unidades de conservação:

  • Área de Proteção Ambiental Federal de Anhatomirim;
  • Reserva Biológica Federal do Arvoredo.

Sem dúvida, os corredores ecológicos são instrumentos importantes de preservação e que tornam possível o instaurar do conceito de biota.

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